GALERIA VERMEER

sábado, 25 de abril de 2026

 


 

 

                                             
                                                        A HONRA E A FAMA

 

 


              Propaganda não é ordem, desejo não é destino”, frase que diz do costume de tratar como exigência social a compra de tudo que é posto no mercado. Um consumo exagerado, que se deve ao estímulo provocado pelos mais variados meios de comunicação atuais. E em vez de atingir um bom nível crítico, e de controle dos impulsos, a pessoa é tomada pelo desejo de ter esse ou aquele produto, até fora de suas posses, com a ilusão de  felicidade. 

A verdade ignorada, enquanto dissemina-se a cultura enganosa dos excessos, que inclui o poder, o sucesso, a fama. Pobre de nós, indefesos, frente aos apelos vindos de fora. Honra há em mim e em você, inata condição, própria da natureza humana e sua moral. Preservar a honra, em vez de consumi-la no prazer que se oferece em troca da fama. Confrontar as ideias, em vez de seguir às cegas por caminhos tortuosos.


quinta-feira, 23 de abril de 2026

  O PAPA LEÃO XIV DE RETORNO AO VATICANO

  APÓS O SUCESSO DA SUA PRIMEIRA VIAGEM À AFRICA



 


 

 

     

 

                                                   RESPEITÁVEL PÚBLICO! ...


 


 

 

Uma trupe de artistas circenses é recebida com alegria na cidade, e logo é dado início à montagem da lona do circo, debaixo da qual vão ser mostradas as mais variadas habilidades, e o que não falta é talento e imaginação. A apresentação começa com a costumeira saudação do palhaço: “Respeitável publico...” É aplaudido por adultos e crianças ali presentes, que não param de rir com suas palhaçadas. Até que surge o apresentador, elegantemente vestido, para  anunciar as demais atrações, entre as quais a guardada apresentação do trapezista e seus perigosos saltos no alto do picadeiro. Entre o riso e o susto vibra a plateia no circo, onde o entretimento é garantido. Catarse para os  sentimentos básicos da alegria e do espanto através de uma arte, como todo arte da representação.  Hoje raramente se vê nas cidades uma lona erguida, sinal da presença do circo. E nas férias a criançada está diante da TV para assistir o BBB. É de chorar de raiva.

 


ANOS 50

quarta-feira, 22 de abril de 2026

 

DEIXOU UM SUBSTITUTO À ALTURA DELE!



 


 

Homenagem a Brasília nos  seus 61 anos

        

                    BRASÍLIA — capital da esperança




 

Sem imaginar que o Rio de Janeiro ia perder o status de     capital federal, ela queria, aos 18 anos, simplesmente, ser feliz, com a pretensão de trabalhar para deixar de depender financeiramente da família. Plano não concretizado, preferiu completar o ensino médio. E em apenas dois anos entrava para a faculdade na cidade natal. Mas, já que havia um pretendente a sua espera desde o início da juventude, com ele se casou animada por esse ideal de vida. E quando o casal, já com três filhos, em plena mocidade, foi ao Rio, para ela fazer uma cirurgia, o marido, funcionário do BB, foi requisitado para ingressar no recém-fundado BC. Logo estariam de mudança para Brasília.

Em 1970 a cidade dava seus primeiros passos, com uma paisagem surpreendente, com um céu em cores deslumbrantes ao fim do dia. A família instalada numa das suas superquadras, sentia o prazer de começar uma nova vida rodeada de verde, mesmo que fosse precário o sistema de transporte, ainda sem os shopping, que  começavam a fazer sucesso na antiga capital, compensando a sensação de abandono. Já a capital federal florescia, mesmo que houvesse a desconfiança  que não daria certo essa transferência, e os funcionários a se deslocarem todo fim de semana para o litoral,  saudosos principalmente das praias cariocas.

Melhor ser otimista com o futuro. As mudanças desde sempre necessárias. Hoje sem ter mais motivo, nem fôlego para mudar, o casal vai vivendo sua vida nessa cidade que Dom Bosco previu que ia correr mel. Doce Brasília, que também tem suas amarguras, afinal somos humanos, e estamos aqui de passagem, acreditando no futuro, saber aproveitar as boas oportunidades, e  não desperdiçar o tempo, que passa rápido. 


terça-feira, 21 de abril de 2026

 


 

 

                                                       
                                      nossas  CRECHEs


 

As mães trabalhadoras desde sempre tiveram urgência em conseguir um local para colocar suas crianças, o que no passado era uma necessidade restrita às mães operárias, enquanto as mulheres da classe média ficavam em casa cuidando dos filhos, costume que há muito tempo perdeu o sentido. No livro “Contra o Estado”, há os debates de G.K. Chesterston com dois eminentes pensadores do século XX, ganhadores do Nobel, Bertrand Russell e Bernardo Shaw.  Dois debates de cunho político, social e cultural, onde podemos entender melhor sobre  os valores defendidos por lados opostos, fato que persiste até hoje, entre direita  esquerda. No Brasil, as famílias cristãs mais do que nunca aflitas para terem um lugar seguro, e que não se percam em ideologias, coisa recente, e não menos perigosa, que o comunismo ateu, que se findou, mas deixou rastro.

Início do século, o mundo acabara de sofrer um duro golpe em sua estrutura política e social após a primeira guerra mundial, e com a implantação do comunismo ateu na Rússia, com suas ideias, tidas como salvadoras da sociedade. O Ocidente, eminentemente cristão, com seus valores morais e universais. O esquerdista Russell segue na direção oposta de Chesterston, que não vê a salvação das crianças nas Creches, como as comunistas, criadas para mantê-las sob as rédeas do poder totalitário.  Daí a rejeição de Chesterston à ideia das  creches para as crianças, uma vez que estariam atreladas ao regime totalitário e ateu, com a família relegada ao segundo, ou último plano.

Nos  moldes soviéticos as crianças eram colocadas nas creche para serem educadas pelo Estado. No debate, Chesterston faz duras investidas contra a  creche, defendida por Russell, já que a ideia comunista era tirar as crianças do lar e de suas mães, que seriam incapazes de cuidar dos seus filhos, o que também defende Russell, um pensador da primeira leva de esquerdistas. Mundo que, não resta dúvida, tinha ainda muito a conquistar, e também a  muita coisa a jogar no lixo da história. Saber que a família é responsável, sim, por cultivar os valores necessários ao seu desenvolvimento pessoal, e permaneça a sociedade cristã ocidental. Pelo menos, para essa parte da humanidade, feliz por ter Deus.

Benditas as nossas creches que hoje pululam pelo nosso país, auxiliares das mães que trabalham fora, todas elas, pobres, ou não. As mulheres de classe média não apenas dedicadas a cuidar da casa e dos filhos. Elas saíram para trabalhar, foram em busca da independência financeira, como os homens, sendo bem sucedidas nessa nova empreitada. E as creches, com profissionais competentes, a maioria custeada pelo Estado democrático, sem que o mesmo ouse tirar o direito das mães educarem seus filhos. Fundamental em todos os tempos, a honra. “Honrar pai e mãe”, é o quarto Mandamento. A família como esteio da sociedade, em que os pais se sentem honrados por cuidar dos seus filhos. E filhos respeitam e honram seus pais

 


segunda-feira, 20 de abril de 2026

 

SIMPLES E CLÁSSICA

QUE RESISTE AO TEMPO




sábado, 18 de abril de 2026

 

OSCAR SCHMIDT - RESPONSÁVEL POR LINDAS VITÓRIAS DO BRASIL!  
O BASQUETE BRASILEIRO NUNCA MAIS FOI O MESMO SEM ELE.!




 

LEÃO XIV E LEÃO XIII

IDENTIDADE TAMBÉM NO TRABALHO APOSTÓLICO



sexta-feira, 17 de abril de 2026

 

EITA GENTE LINDA QUE SABE GANHAR DINHEIRO!




quinta-feira, 16 de abril de 2026

 


 

 LEMBRANÇAS DE VIAGEM - 1

                               

                                                 COMIDAS INESQUECÍVEIS



         1976 - Como esquecer a deliciosa e curativa canja, servida no quarto pelo chef de cozinha do hotel em Lisboa, quando apenas ela adoeu do estômago ao comer o especial bacalhau português, assado no puro azeite?  Daí para frente o problema da família era acertar onde matar a fome, sem estranhar a comida, até que aprenderam não ter erro pedir o goulache (guizado de carne) no almoço, e o minestrone (sopa de legumes) no jantar, resolvida assim a situação, pois ambos os pratos eram servidos em restaurantes de toda a Europa. Já em Amsterdã, onde o horário do almoço era às 10 horas e o jantar às 4 horas, a primeira refeição deles foi a fantástica torta de cogumelos (pelo sabor e tamanho do prato), escolha acertada, já que não conheciam os demais pratos do cardápio, o que satisfez o paladar e a fome dos turistas de primeira viagem ao estrangeiro. Em Londres a surpresa de comer o  deliciosa prato c conhecido cmo "fich and the chip" composto por peixe empanado( hadoque ou  linguado) sevido com batada frita, dessas que só se como igual por lá, servido fora dos estaurantes, em qualquer local público. 

 


 

AV. DOS HOLANDESES - SÃO LUÍS - MA.





AV. DOS FRANCESES - SÃO LUÍS - MA.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

 


 

 

 

                                                             REFLEXÕES

 

         

ANTIGA ILHA DE SÃO LUÍS - MA - PRESERVADA 

                                

 

 

1 — Diferente do passado, hoje o nosso mundo tecnológico enche as cabeças de ofertas, pouco favoráveis ao propósito de uma existência, como deveria ser. A beleza do nossa Terra, confirmada nas imagens tiradas da ARTEMIS II.  O quanto somos privilegiados por habitar esse planeta, com a responsabilidade de preservar essa natureza terrena, que nos mantém vivos, por breve que seja  o tempo de nossa vida, frente ao infinito. E o que acontece? Gastamos esse tempo precioso com o celular na mão, querendo saber das últimas novidades divulgadas nos veículos de comunicação para consumo imediato. Além do tempo conectados através da internet, mais prejudicados, que beneficiados com  a informação, certo que pouca coisa vale a pena.

2-— A comunicação virtual tem  sua virtude, mas as redes sociais sofre com a falta de vínculo real, por não ter compromisso com a verdade. Falta responsabilidade social, convívio efetivo, e em vez de laços, nós, onde reina a desconfiança. A força dos laços está na confiança entre as pessoas, nos vínculos, que mesmo com a distância física podem ser preservados. A troca da boa informação, resultando em lembranças para recordar, passagens para nunca esquecer. E caia no esquecimento o que nada acrescenta. Certo que a tecnologia veio para ficar, e tudo hoje passa por ela, avanços que criam meios  necessários ao bom funcionamento da sociedade moderna como um todo. Resta ter cuidado!

3 — No passado as mulheres eram cobradas por sua condição, tinham como principal manterem-se na linha, não mudarem nunca, o que transmitia aos filhos. Bastava seguir o que era traçado para serem sempre os mesmos. O saber limitado, o que resultava em pouco, ou nenhum sucesso fora do anteriormente traçado. As mulheres consideradas, no máximo, santas, quando não, loucas.

 


domingo, 12 de abril de 2026

 

SEMANA DA PÁSCOA

                                                     

                                          



LORD — HELP US TO SAY YES

 

Murilo Moreira Veras

 

To say Yes to the Lord —

this is the greatest question.

 

Holy Mary,

Mother of Light,

teach us to say Yes.

 

There is an ancient thirst within us:

the need to love.

It is our conscience calling,

it is the heart crying

for the Love of God —

 

while the world loses itself

in the glitter of gold,

in the restless pursuit

of pleasure and desire.

 

“I am I and my circumstance,”

said José Ortega y Gasset.

But I tell you:

I am I —

and God is my circumstance.

 

To love is also to suffer,

and in suffering, to learn love.

 

There is intelligence in abundance,

but little moral wisdom.

O Mother, guide our minds to the Light,

to the highest reason —

Love itself.

 

“Love — and do as you wish,”

taught Saint Augustine —

but under the watchful care of the Creator.

 

I am not a shadow:

I am a being,

woven of meaning.

 

Who clothes the lilies of the field?

Who guides the flight of the birds in the sky?

 

Let the heart be our compass,

and Love our direction.

 

May the Love of Christ ease us

from the deepest pain —

the silent ache within the soul.

 

Brasília, March 14, 2026

Poem written with the left hand



sábado, 11 de abril de 2026

domingo, 5 de abril de 2026

 

Linda canção para páscoa. "Jerusalém, onde a morte se fez luz."


 

O Cerrado é mais que troncos retorcidos
É um jardim de coloridas delicadezas
O berço das águas que alimentam os rios
Onde uma beleza estonteante se mostra apenas àqueles que trilham seus caminhos

                                                                                                Foto e texto por Larissa Veras  Barrozo



sábado, 4 de abril de 2026

sexta-feira, 3 de abril de 2026

terça-feira, 31 de março de 2026

 


 

 

 

                           



 

 

 

                                          VALE A PENA EVELHECER

 

Já dizia minha mãe que ”a pior vida é melhor que a morte”. E ela se foi aos 105 anos, querendo mais. Certo que ninguém quer morrer, sendo inevitável a morte. E já que não vivemos para sempre, o que fazer senão aproveitar todo  nosso tempo de vida? O que minha mãezinha fez  como poucos, para nosso consolo. Tratar bem desse corpo de carne e osso, resistente, e ao mesmo tempo frágil, que carece de toda a atenção. Assim como cuidar da nossa preciosa alma, como se fosse eterna, e ela é, se assim entendermos. Em especial escutar quando o coração chama, e, ainda mais, ouvir a voz da razão.

Fases há para ultrapassar, até chegarmos àquela que seria a melhor de todas, basta que nos preparemos para que isso aconteça. Hoje resguardados de algumas doenças, que no passado ceifaram vidas ainda na infância. E que a velhice nos encontre  dispostos a aproveitar a vida que nos sobra. Os órgãos meio avariados, sem dúvida, mas funcionando a contento. É só não descuidar da saúde, e recursos não faltam. A cada momento surgem novas descobertas da ciência, e já testam uma vacina contra o câncer.

Estejamos preparados para viver mais e bem, que a velhice nos aguarda logo ali. Comecemos pela gratidão, afinal estarmos vivos. Gratos, e com propósito de vida para manter a mente saudável. “Corpo são em mente sã”, é o que escuto desde que me entendo por gente, o que é a mais pura verdade. Não perder a alegria no fim da vida, o que é grave, para isso devemos contar com a família, a vida social, na qual a religião conta ponto. Não parar de aprender, de descobrir coisas novas para realizar.

Lapidada a mente, chega a hora de pacificar a alma. As relações humanas o quanto elas valem, se as cultivamos bem. Não abandonar as pessoas que nos amam, nada há que possa substituí-las. Há que ter coragem, principalmente, para enfrentar as perdas. Acolher a tristeza, sem nunca perder a esperança. Ah, as lembranças, que tomemos as melhores para recordar. Por fim, deixar que a morte chegue em paz, com Deus. 


 


 

CULTIVE BOAS VIBRAÇÕES!

 FUJA DAS VIBRAÇÕES MÁS! 



sábado, 28 de março de 2026

 

ÍNDIA - SIMBOLO DE HUMANIDADE!

MEMÓRIA NACIONAL DA POLÔNIA


EM 1942 CENTENAS DE CRIANÇAS SOFRERAM DEPORTAÇÃO SOVIÉTICA  E VAGARAM EM BUSCA DE ABRIGO. SOFRIAM COM A FOME E DOENÇAS ATÉ QUE NA INDIA O MARAJÁ DE NAWANAGAR, A TUAL GUYARAT, SOUBE DO CASO E  IMEDIATAMENTE TRATOU PARA QUE FOSSEM RECEBIDAS COMO SEUS FILHOS . FINDA A GUERRA ELAS RETORNARAM PARA SEU PAÍS. HOJE JAM SAHIB DIGVIJAY SINGHJI É LEMBRADO COM GRATIDÃO E SEU NOME SÍBOLO DE HUMANIDADE

sexta-feira, 27 de março de 2026

 DA SÉRIE "AI QUE SAUDADE QUE EU TENHO!"...








quarta-feira, 25 de março de 2026

 


 

 

                                      A CONDESSA DE BARRAL

 




O que D. Pedro II sentia pela Condessa de Barral não era uma paixão comum, o que certamente resultaria em decepção, como sempre acontece aos apaixonados. Luísa era culta, e, mesmo sendo mulher, atuava nos negócios herdados do pai, dono de engenhos. Avançada para aquele tempo, o Brasil ainda escravocrata, a baianinha fora educada na Europa, onde passou a juventude e parte da mocidade, a circular com desenvoltura entre a elite europeia. Paris era como um segundo lar para Luísa, que  escolheu um conde francês para se casar, após recusar o pretendente brasileiro bem mais velho que ela, como o pai queria. Eugênio de Barral era belo, mas sem dinheiro, o que não faltava à mulher, que queria amar e ser amada, além de precisar quem a ajudasse a gerir seus negócios no Brasil e na Europa.  Amada pelo esposo, que lhe era fiel em tudo, uma felizarda, que ainda mereceu as graças de D. Pedro, e a quem deu apoio até o fim.

A escritora e historiadora Mary Del Priore, de descendência italiana, não poupa Pedro II em seu livro “Condessa de Barral - a paixão do imperador”. À época, o Romantismo pregava um sonho de relacionamento, e é plausível que  romance de Pedro e Luísa tenha sido mais idealizado que real. Preceptora das princesas Isabel e Leopoldina, a condessa era uma funcionária do palácio, que se fez também amiga devotada da família imperial,  cumprindo sua função com sucesso, até casar as princesas brasileiras com pessoas da corte europeia, escolhidas por ela. A obsessão de Pedro II por Luísa fazia com que ele quisesse tê-la sempre ao lado para dar-lhe apoio, inclusive moral, o que seria uma contradição, se eles fossem amantes.  Sem ceder aos caprichos do imperador, a condessa o repreendia constantemente, e não poupou esforços para apresentá-lo bem às Cortes europeias em suas viagens. Reinos que se findaram, como o Império brasileiro, e de uma forma nada gentil, diferente do gentil mandatário brasileiro, que merecia melhor tratamento, em vez de ser expulso do Brasil, seu país, e que tanto amava.

 



terça-feira, 24 de março de 2026

 

ARTE-  ESTUDO

atualizado

                                        VERMEER - VISTA DE DELFT

 


 

A extraordinária pintura holandesa do século XVII conta com o talento de  Vermmer, pintor barroco, que no quadro Vista de Delft mostra sua cidade natal vista de longe, onde ele revela o drama do início da modernidade O cenário idêntico ao da dramaturgia medieval apresentada em três atos: o céu, a terra e o inferno. A parte superior do quadro em azul celeste, com algumas nuvens . Ao centro, um conjunto arquitetônico é formado por construções em ocre e castanho, onde se destaca a luminosa catedral Neunwe Kerk, obra a cargo de devotos arquitetos, em homenagem à eternidade das crenças.  As construções margeiam um canal, situado na parte inferior do quadro, e as águas turvas, ou poluídas do rio... seriam consequencia da produção e também da navegação da portuária cidade de Delft

Brilha o astro rei no céu de Delft, metáfora para ideias, que pululam no início dos tempos modernos. Uma modernidade que esconde sua face oculta e perigosa. Burguesa e capitalista, a recém-inaugurada república holandesa prega a liberdade e a paz. A fé cristã abalada pela dissidência entre católicos e protestantes, já se começa a acreditar, quase como uma crença religiosa, na economia mercantilista. Um reino subterrâneo e obscuro ali escondido, que pode, ou não, ser ultrapassado pelos novos tempos. O Ocidente tomará conhecimento  da filosofia gregos através dos árabes Averós e Avicena. Emerge o conhecimento científico, em que se destaca a figura de Descartes.

A imponente catedral no centro da paisagem aponta para a força espiritual que avança em direção ao céu. A ética protestante reformista, mesmo sendo favorável ao comércio, ao capitalismo, presa acima de tudo à moral cristã,  deve ser preservada a qualquer custo. Os valores cristãos cultivados em Delft, onde habita o artista, protestante por parte dos pais, mas que compartilha também a fé da sua mulher, católica praticante, a  família vizinha dos padres jesuítas. O mundo material ainda em sincronia com a vida espiritual. Grande é o poder civilizatório da fé cristã, em que pese as raízes pagãs da Frígia, atual Holanda

A arte de Vermeer liga-se ao rito, ao mito, e também às técnicas, que vão impulsionar o progresso. Delft, com nome e espaço  semelhante a Delfo, morada de Apolo, deus da lira e da inspiração. Vermeer o Apolo de Delft, de uma civilidade que valoriza, em especial, o feminino. Os pontilhados do pintor de Delft podem representar os “pontos metafísicos de Leibniz, unidades de  força primitiva unificadora. O obscuro, que quer vir à tona, representa as embarcações ali aportadas que parecem pairar na escuridão das águas, próprias para viagens  gnósticas, do mundo do além. Mas é do além-mar que chegam notíciass do Novo Mundo, ou da América, representado pela porção de terra ensolarada, vista à frente da tela, as barcas tanto podem ser a Mayflower com os puritanos ingleses, que fundaram a colonis de Plymouth (Massachusetts), ou então as embarcações dos holandeses fundadores da Nova Amsterdã, hoje Nova York.  

Brilha em Vermeer uma ponta do continente americano. No século XXI essa terra haveria de doar para a Holanda uma linda e brilhante mulher para ser sua rainha, a rainha Máxima, esposa do rei  Guilherme Alexander, desde 2013. O  reino da Holanda instituido por Napoleão, em 1806, em substituição da República Batava.


segunda-feira, 23 de março de 2026

 


                                                      O QUANTO VALES?

 

                                       

SEMPRE SÃO LUÍS -MA 


 “Nada, nada é que tu vales”, dizia Jô Soares no seu programa de humor. E quem seria essa pessoa? Certo que cada um tem seu valor, independente de qualquer coisa.  Justa seria a avaliação pelo comportamento frente às adversidades. E cada um carregue sua cruz conforme recomenda o saber cristão.

Valor maior tem a vida. Simplesmente viver. Fazer o que a vida espera da gente. A caminhada não é fácil, melhor não dificultar as coisas. Comandar o barco com sabedoria para que navegue mesmo em águas turvas.  

Resposta para a pergunta acima: Perde o valor quem estiver preocupado em agradar ou desagradar os outros.

 


sexta-feira, 20 de março de 2026

 


 

 

                     O QUE ELAS FALARAM DOS HOMENS

 

 

SÃO LUIS -MA-  ANTIGA ELEGÂNCIA MASCULINA - PRAÇA JOÃO LISBOA



 

Palavras para não esquecer, mesmo que as escutem uma criança. Ditas num contexto social em que as mulheres eram consideradas rainhas do lar, mas na realidade padeciam naquele hipotético paraíso. O que pensar da mulher que falou  depois de algum tempo de casada: “Eu devia ter voltado para casa no dia seguinte do meu casamento.” Outra frase a causar espanto foi pronunciada por uma mãe para os filhos que a culpavam veladamente por não terem o pai vivo: “Matei, sim, matei ele, matei o pai de vocês.” E em desagravo revelava: “O rim dele estava do tamanho de um caroço de feijão.” Revelações impactantes contra os homens.

Mas podia ser considerada um resgate da honra masculina as palavras pronunciadas por uma mãe em momento de raiva,  dirigidas à própria prole: “Eu preferia todos os meus filhos mortos, mas que meu marido estivesse vivo.” Certo que nem todos os homens são iguais, e, assim como há os maus por natureza, há os bons maridos, pais, irmãos, que merecerem elogios, o que seria resultado da criação realizada pela própria mulher que os gerou em seu ventre, e os educou. Homem e mulher, que, mesmo feitos um para o outro, possuem diferenças que dificultam a relação.

Necessário haver afinidade entre as partes, em primeiro lugar. A mulher avalie bem o homem, com quem vai conviver, e vice versa. Bom estarem ambos atentos quanto às paixões, que levam também a outros extremos. Certo que a maioria dos crimes contra a vida da mulher são passionais, os chamados feminicídios, em que pese o confronto à liberdade feminina recém-conquistada. Há homens violentos, sim, mas as mulheres malvadas não são tão raras. Ambos que se cuidem...


quarta-feira, 18 de março de 2026

 

HOJE - TERÇA-FEIRA  - 17 MARÇO




segunda-feira, 16 de março de 2026

 

 

 

                                                SEMANA DO OSCAR

 

 

CINEMA  "EDEM" - SÃO LUÍS - MA  - INAUGURADO EM 1919

Que o mundo decaiu não temos a menor dúvida, assim como sentimos que a humanidade vivencia sua pior fase. Evidências há por toda parte. E como o sangue, que corre nas vias do homem, assim é sua cultura, que periga morrer por grave doença, ou por inanição. A mente humana tem grande e fatal perda na sua capacidade de interpretar o mundo. O cérebro atual em estado de atrofia, sem aquela disposição para o enriquecimento da alma, através do cultivo da mente, gerações após gerações.

Para que serve cultivar a espiritualidade, se não mais seve para uma mentalidade hoje focada no aqui e agora? Hoje degradadas a noção de cultura e de fé. Havia a crença no pleno desenvolvimento do homem, constituído de corpo e alma. E diante de um raso conhecimento, e a pouco custo, achou-se melhor baixar as expectativas, inclusive, de paz. A burrice vigente afeita às ideologias, quaisquer que sejam, formadas por uma turma de imbecis oportunistas. Além do ateísmo que quer imperar nesse mundo de pessoas ingratas. Imbecilidades atuantes, pondo a perder o que ainda há de bom no mundo.

O  filme brasileiro Agente Secreto não ganhou o Oscar, meus sentimentos. Mas que falta faz um Martin Scorsese,  um Alfred Hitchcock, que levaram a arte cinematográfica a atingir um alto nível. Alguns filmes estrangeiros são, no mínimo, cansativos. Já os filmes brasileiros atuais nos levam a ter saudade das antigas chanchadas. Há banalização de tudo nesse nosso mundo, mesmo que ainda se reciclem algumas coisas, antes que a arte cinematográfica, por exemplo, pereça na fogueira das vaidades, o que mais se vê no tapete vermelho do Oscar.

Pode ser dito, sem medo de errar, que o homem vive hoje em estado de penúria mental,  e a IA é a providencial solução para esse grave problema.