BOA INICIATIVA!
EM RESPEITO ÀS MULHERES E CONTRA A VIOLÊNCIA!
“MAGNUS HOMO”
Terceiro
milênio, e diante do progresso tecnológico chegou-se até a IA, quando então o
papa Leão XIV sentiu a obrigação de
alertar sobre os acontecimentos recentes. Escreve a encíclica Magnífica Humanitas, na qual confirma a
magnitude do homem, pondo, todavia, em dúvida se na modernidade essa criatura
estaria apta para administrar um
avassalador progresso tecnológico. A revolução da informática, com uma
relevância semelhante às mudanças sociais e econômicas, que levaram Leão XIII a
escrever a Rerum Novarum.
A
Igreja com a responsabilidade de acompanhar a humanidade no seu progresso
material, e, em especial, a salvação espiritual frente aos apelos da matéria. O
plano material que esteja intimamente conectado ao plano espiritual, e o progresso
com vistas a promover o bem da humanidade. Mas há a possibilidade de o homem
cair na tentação de enveredar pela senda
a lhe fazer mais mal, que bem. Sem estar plenamente apto para viver sua humana
natureza diante desses avanços da técnica, que pode virar um tsunami, a exigir medidas de segurança para conter as águas, às vezes traiçoeiras. Haja discernimento, preparação a priori.
Ao
pensar e agir apenas por sua racionalidade, o homem pode falhar no cumprimento
do que Deus reseva para sua máxima
criação, sua humanidade e fraternidade. Daí a importância da encíclica do papa
leão XIV, ou seja, informar para a reflexão dos católicos e de todos os
mundialmente responsáveis desses avanços, sobre sua má utilização. A tecnologia
os fins que persegue. “Na
dúvida, pro réu”, diz o juiz ao dar sua sentença sobre uma acusação de
crime. Será que podemos deixar o barco
correr? Ou será melhor tomar as medidas
necessárias para que a travessia seja mais segura, e possa haver um porvir
realmente alvissareiro para a humanidade?
AMOR, COMPAIXÃO
O psicanalista suíço Karl Jung era espiritualista, diferente
de Freud, e conta uma experiência no início de sua carreira, quando após um dia exaustivo de
atendimento médico ,a o chegar em casa, antes de qualquer coisa, sentou-se para descansar.
Estava entre desperto e adormecido,
quando escutou uma música extraordinária, que ele não saberia
expressar em palavras tanta sonoridade e beleza.
Lembro-me de certa ocasião, quando meu primeiro neto estava adoentado em minha casa, após
medicá-lo, deitei ao seu lado para esperar que adormecesse. Também estava numa madorna,
quando escutei uma voz cristalina, de uma sonoridade ímpar, sem correspondência
a nenhuma outra voz, que eu tenha escutado, ou possa até mesmo existir. Experiência
única que penso ter tudo a ver com a centelha divina que nos rege e acompanha. Manifestação
de um estado interior, de amor e compaixão, quando o mais profundo do nosso ser
responde.
E por mais que eu tenha tentado
entender o que aquela voz maravilhosa estava a me dizer não conseguia, tão
rápida e inaudível. E não era para entender,
apenas sentir, e tenho-a como um processo interior, inclusive, de cura. Sou do
signo de Peixes, que antigos estudos afirmam ter esse modo de sentir, um acontecimento extraordinário, para não mais esquecer, e agradecer por
tê-lo vivenciado. Algo dentro de mim
aconteceu, eu estava prestes a descobrir uma doença grave, e precisei ser operada,
e curada. E meu neto, de todo recuperado, no dia seguinte já corria serelepe
pela casa.