sexta-feira, 30 de outubro de 2026

 

 MUNDO ADMIRÁVEL!


                                                           

                               ESCOLHER QUAL DAS DUAS?

                               





quinta-feira, 29 de outubro de 2026

 


NOITE ESCURA

                            Adélia Prado

 

Como um cão doente à soleira do seu dono

que não lhe abre a porta,

começo a amar o fogo

de forma sacrificada,

pois o temo tanto quanto a grandes águas.

O mundo me faz ridícula,

mas não me torna humilde.

O apóstolo com suas duras epístolas,

ordena-me deserdar a carne,

o que mais amo em Deus,

a perfeição do seu Filho,

 a poesia reunida do universo.

Eu só quero adorar,

até me faltarem as forças

para escrever um único verso bom.

Estar doente é dádiva também,

Não ter palavras.

 

POEMA DO LIVRO O JARDIM DAS OLIVEIRAS


NOTA: ADÉLIA PRADO, AOS 90 ANOS, VENCE 
O "PRÊMIO LITERÁRIO DA BIBLIOTACA NACIONAL 2026"  
(PRÊMIO ALPHONSOS GUIMARÃES).


terça-feira, 27 de outubro de 2026

 ELEIÇÃO NO BRASIL



          Dois mineiros foram peças chaves na campanha para a presidência do Brasil neste ano de 2026: Nikolas Ferrera e André Janones. O primeiro atuou brilhantemente na campanha de Flávio Bolsonaro; o segundo, a favor da reeleição do presidente Lula da Silva. Nicolas, um fenômeno nas redes, acatado pelos bolsonaristas, enquanto os petistas não tnham o mesmo entusiasmo com Janone. Flávio ganhou no primeiro turno, e vinha na frente das pesquisas para vencer no segundo turno, mas, com a vitória de Lula, a surpresa foi geral. Resta dizer com Elon Musck: “Pretty weird”. O caso é respeitar o resultado dos votos dados aos dois candidatos, com pequena diferença. E que o vencedor aproveite para fazer um bom gverno, melhor que o do seu primeiro mandato. O povo brasileiro é confiante, e  merecedor.  E "Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade." 


 


                       FIRMEZA E DOÇURA



                              

              Ganhar dinheiro para se sustentar faz parte da vida adulta, e é certo que cada um tenha uma profissão. Cora Coralina era professora até se casar e sair de Goiás Velho, mas preferiu destacar sua profissão de doceira, que veio depois, já na velhice. Deu destaque a seus doces, e teria motivo para isso, inclusive, poético, afinal, doçura, ou amor, é o que mais a vida precisa, o que a poeta quis dizer.  Professora, doceira, e também  poeta, ou principalment poeta como se achava, esa mulher de especiais talentos, que ficou famosa com sua poesia. 

              Pergunto-me se realmente os doces de Cora Coralina seriam melhores que seus poemas. E gostaria de ter indo ao interior de Goiás, aqui perto de Brasília, experimentar seus doces para comparar. Mas principalmente reflito sobre essa professora, que os alunos perderam, o cabedal de suas aulas, que ela certamente transmitia com firmeza e doçura. O prestígio que tinha a profissão de professora no passado, atualmente desvalorizada, e as professoras sendo desrespeitados, até mesmo espancada e mortas por alunos e seus pais. O que diria essa professora diante de tão grande afronta?

          Vale lmbrar que Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, ou Cora Coralina, professava um sincretismo religioso, sendo a religião central em sua vida, mas não em sua poesia. Já Adélia Prado tem sua vida e sua poesia marcada pelo catolicismo. Ambas famosas escritoras, e visinhas, uma goiana a outra mineira.



 

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