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Homenagem
a Brasília nos seus 61 anos
BRASÍLIA
— capital da esperança
Sem imaginar que o Rio de Janeiro ia perder
o status de capital federal, ela queria,
aos 18 anos, simplesmente, ser feliz, com a pretensão de trabalhar para deixar
de depender financeiramente da família. Plano não concretizado, preferiu
completar o ensino médio. E em apenas dois anos entrava para a faculdade na
cidade natal. Mas, já que havia um pretendente a sua espera desde o início da
juventude, com ele se casou animada por esse ideal de vida. E quando o casal, já
com três filhos, em plena mocidade, foi ao Rio, para ela fazer uma cirurgia, o
marido, funcionário do BB, foi requisitado para ingressar no recém-fundado BC. Logo
estariam de mudança para Brasília.
Em
1970 a cidade dava seus primeiros passos, com uma paisagem surpreendente, com
um céu em cores deslumbrantes ao fim do dia. A família instalada numa das suas
superquadras, sentia o prazer de começar uma nova vida rodeada de verde, mesmo
que fosse precário o sistema de transporte, ainda sem os shopping, que começavam a fazer sucesso na antiga capital, compensando
a sensação de abandono. Já a capital federal florescia, mesmo que houvesse a desconfiança que não daria certo essa transferência, e os
funcionários a se deslocarem todo fim de semana para o litoral, saudosos principalmente das praias cariocas.
Melhor
ser otimista com o futuro. As mudanças desde sempre necessárias. Hoje sem ter
mais motivo, nem fôlego para mudar, o casal vai vivendo sua vida nessa cidade
que Dom Bosco previu que ia correr
mel. Doce Brasília, que também tem suas amarguras, afinal somos humanos, e
estamos aqui de passagem, acreditando no futuro, saber aproveitar as boas
oportunidades, e não desperdiçar o
tempo, que passa rápido.
nossas CRECHEs
As
mães trabalhadoras desde sempre tiveram urgência em conseguir um local para
colocar suas crianças, o que no passado era uma necessidade restrita às mães
operárias, enquanto as mulheres da classe média ficavam em casa cuidando dos
filhos, costume que há muito tempo perdeu o sentido. No livro “Contra o Estado”, há os debates de G.K.
Chesterston com dois eminentes pensadores do século XX, ganhadores do Nobel, Bertrand Russell e Bernardo Shaw. Dois debates de cunho político, social e
cultural, onde podemos entender melhor sobre os valores defendidos por lados opostos, fato
que persiste até hoje, entre direita
esquerda. No Brasil, as famílias cristãs mais do que nunca aflitas para terem
um lugar seguro, e que não se percam em ideologias, coisa recente, e não menos
perigosa, que o comunismo ateu, que se findou, mas deixou rastro.
Início
do século, o mundo acabara de sofrer um duro golpe em
sua estrutura política e social após a primeira guerra mundial, e com a
implantação do comunismo ateu na Rússia, com suas ideias, tidas como salvadoras
da sociedade. O Ocidente, eminentemente cristão, com seus valores morais e
universais. O esquerdista Russell segue na direção oposta de Chesterston, que
não vê a salvação das crianças nas Creches, como as comunistas, criadas para
mantê-las sob as rédeas do poder totalitário. Daí a rejeição de Chesterston à ideia das creches para as crianças, uma vez que estariam
atreladas ao regime totalitário e ateu, com a família relegada ao segundo, ou
último plano.
Nos
moldes soviéticos as crianças eram
colocadas nas creche para serem educadas pelo Estado. No debate, Chesterston faz
duras investidas contra a creche, defendida
por Russell, já que a ideia comunista era tirar as crianças do lar e de suas
mães, que seriam incapazes de cuidar dos seus filhos, o que também defende
Russell, um pensador da primeira leva de esquerdistas. Mundo que, não resta
dúvida, tinha ainda muito a conquistar, e também a muita coisa a jogar no lixo da história. Saber
que a família é responsável, sim, por cultivar os valores necessários ao seu
desenvolvimento pessoal, e permaneça a sociedade cristã ocidental. Pelo menos,
para essa parte da humanidade, feliz por ter Deus.
Benditas
as nossas creches que hoje pululam pelo nosso país, auxiliares das mães que trabalham
fora, todas elas, pobres, ou não. As mulheres de classe média não apenas
dedicadas a cuidar da casa e dos filhos. Elas saíram para trabalhar, foram em
busca da independência financeira, como os homens, sendo bem sucedidas nessa nova
empreitada. E as creches, com profissionais competentes, a maioria custeada
pelo Estado democrático, sem que o mesmo ouse tirar o direito das mães educarem
seus filhos. Fundamental em todos os tempos, a honra. “Honrar pai e mãe”, é o quarto Mandamento. A família como esteio da
sociedade, em que os pais se sentem honrados por cuidar dos seus filhos. E filhos
respeitam e honram seus pais