NINGUÉM TEM QUE CEDER
VISTA DE SÃO LUÍS-MA
Uma situação inusitada aconteceu naquele
voo, para não mais esquecer, sendo transmitida via internet, onde há sempre alguém
por perto disposto a registrar tudo que acontece à volta. Houve
desentendimento, até mesmo tumulto de pessoas descontentes, quando uma jovem
mulher recusou ceder seu acento na janela do avião para a criança que o queria
ocupar. A mãe a exigir que a passageira levantasse, mas ela simplesmente fechou
os olhos, e voltou a escutar a música no seu fone de ouvido. Não pretendia sair
prejudicada se reagisse de outra forma que não fosse ficar tranquila. Já em
terra firme a maioria ficou ao lado da moça que resistiu ao assédio para deixar
aquele lugar que ela havia comprado.
Estava
naquele voo uma trabalhadora ciente do seu direito, e o fez respeitar, palmas
para ela. Diferente das mulheres do passado, que costumavam ceder aos caprichos
dos outros. Quando ninguém tem que ceder se não estiver disposto a isso. Reagir,
se achar que não deve fazer algo em que possa sair prejudicado, ou,
simplesmente, não queira fazer. Pensar em ser bom para agradar, seja quem for,
é um erro grave. O respeito não deve faltar nas relações, inclusive, parentais.
E ter bom senso na avaliação para não haver
equívoco, nem cair em alguma cilada.
A
mulher não deve ceder, sob pena de retroceder a antigos costumes, ou seja, servir
aos outros porque é mulher. Quando é da natureza
do gênese feminina colaborar e ser
companheira do masculino. Servir à família, à comunidade, mas nunca aceitar ser
desconsiderada, abusada, e, assim como os homens, merece o devido respeito. Os
danos irreparáveis que certas concessões causam à mulher no seu processo
evolutivo. E quanto ao garotinho daquele voo, o que se pode dizer é que ele é
um exemplo de como se formam futuros abusadores, que os há por aí, até mesmo
participando de estupros coletivos, frequentes no nosso País.






