BRAVO!
VALE A PENA EVELHECER
Já dizia minha mãe que ”a pior vida é melhor que a morte”. E
ela se foi aos 105 anos, querendo mais. Certo que ninguém quer morrer, sendo inevitável
a morte. E já que não vivemos para sempre, o que fazer senão aproveitar todo nosso tempo de vida? O que minha mãezinha fez como poucos, para nosso consolo. Tratar bem desse corpo de
carne e osso, resistente, e ao mesmo tempo frágil, que carece de toda a
atenção. Assim como cuidar da nossa preciosa alma, como se fosse eterna, e ela
é, se assim entendermos. Em especial escutar quando o coração chama, e, ainda mais,
ouvir a voz da razão.
Fases
há para ultrapassar, até chegarmos àquela que seria a melhor de todas, basta
que nos preparemos para que isso aconteça. Hoje resguardados de algumas
doenças, que no passado ceifaram vidas ainda na infância. E que a velhice nos
encontre dispostos a aproveitar a vida
que nos sobra. Os órgãos meio avariados, sem dúvida, mas funcionando a
contento. É só não descuidar da saúde, e recursos não faltam. A cada momento surgem
novas descobertas da ciência, e já testam uma vacina contra o câncer.
Estejamos
preparados para viver mais e bem, que a velhice nos aguarda logo ali. Comecemos
pela gratidão, afinal estarmos vivos. Gratos, e com propósito de vida para
manter a mente saudável. “Corpo são em
mente sã”, é o que escuto desde que me entendo por gente, o que é a mais
pura verdade. Não perder a alegria no fim da vida, o que é grave, para isso devemos
contar com a família, a vida social, na qual a religião conta ponto. Não parar
de aprender, de descobrir coisas novas para realizar.
Lapidada
a mente, chega a hora de pacificar a alma. As relações humanas o quanto elas
valem, se as cultivamos bem. Não abandonar as pessoas que nos amam, nada há que possa substituí-las. Há que ter coragem, principalmente, para enfrentar as
perdas. Acolher a tristeza, sem nunca perder a esperança. Ah, as lembranças,
que tomemos as melhores para recordar. Por fim, deixar que a morte chegue em paz,
com Deus.
ÍNDIA - SIMBOLO DE HUMANIDADE!
MEMÓRIA NACIONAL DA POLÔNIA
EM 1942 CENTENAS DE CRIANÇAS SOFRERAM DEPORTAÇÃO SOVIÉTICA E VAGARAM EM BUSCA DE ABRIGO. SOFRIAM COM A FOME E DOENÇAS ATÉ QUE NA INDIA O MARAJÁ DE NAWANAGAR, A TUAL GUYARAT, SOUBE DO CASO E IMEDIATAMENTE TRATOU PARA QUE FOSSEM RECEBIDAS COMO SEUS FILHOS . FINDA A GUERRA ELAS RETORNARAM PARA SEU PAÍS. HOJE JAM SAHIB DIGVIJAY SINGHJI É LEMBRADO COM GRATIDÃO E SEU NOME SÍBOLO DE HUMANIDADE
A CONDESSA DE
BARRAL
O
que D. Pedro II sentia pela Condessa de Barral não era uma paixão comum, o que
certamente resultaria em decepção, como sempre acontece aos apaixonados. Luísa
era culta, e, mesmo sendo mulher, atuava nos negócios herdados do pai, dono de
engenhos. Avançada para aquele tempo, o Brasil ainda escravocrata, a baianinha fora
educada na Europa, onde passou a juventude e parte da mocidade, a circular com
desenvoltura entre a elite europeia. Paris era como um segundo lar para Luísa, que
escolheu um conde francês para se casar,
após recusar o pretendente brasileiro bem mais velho que ela, como o pai
queria. Eugênio de Barral era belo, mas sem dinheiro, o que não faltava à
mulher, que queria amar e ser amada, além de precisar quem a ajudasse a gerir
seus negócios no Brasil e na Europa.
Amada pelo esposo, que lhe era fiel em tudo, uma felizarda, que ainda
mereceu as graças de D. Pedro, e a quem deu apoio até o fim.
A
escritora e historiadora Mary Del Priore, de descendência italiana, não poupa
Pedro II em seu livro “Condessa de Barral - a paixão do imperador”. À época, o
Romantismo pregava um sonho de relacionamento, e é plausível que romance de Pedro e Luísa tenha sido mais idealizado que
real. Preceptora das princesas Isabel e Leopoldina, a condessa era uma
funcionária do palácio, que se fez também amiga devotada da família imperial, cumprindo sua função com sucesso, até casar as
princesas brasileiras com pessoas da corte europeia, escolhidas por ela. A
obsessão de Pedro II por Luísa fazia com que ele quisesse tê-la sempre ao lado
para dar-lhe apoio, inclusive moral, o que seria uma contradição, se eles fossem
amantes. Sem ceder aos caprichos do
imperador, a condessa o repreendia constantemente, e não poupou esforços para
apresentá-lo bem às Cortes europeias em suas viagens. Reinos que se findaram,
como o Império brasileiro, e de uma forma nada gentil, diferente do gentil
mandatário brasileiro, que merecia melhor tratamento, em vez de ser expulso do
Brasil, seu país, e que tanto amava.