terça-feira, 31 de março de 2026

 


 

 

 

                           



 

 

 

                                          VALE A PENA EVELHECER

 

Já dizia minha mãe que ”a pior vida é melhor que a morte”. E ela se foi aos 105 anos, querendo mais. Certo que ninguém quer morrer, sendo inevitável a morte. E já que não vivemos para sempre, o que fazer senão aproveitar todo  nosso tempo de vida? O que minha mãezinha fez  como poucos, para nosso consolo. Tratar bem desse corpo de carne e osso, resistente, e ao mesmo tempo frágil, que carece de toda a atenção. Assim como cuidar da nossa preciosa alma, como se fosse eterna, e ela é, se assim entendermos. Em especial escutar quando o coração chama, e, ainda mais, ouvir a voz da razão.

Fases há para ultrapassar, até chegarmos àquela que seria a melhor de todas, basta que nos preparemos para que isso aconteça. Hoje resguardados de algumas doenças, que no passado ceifaram vidas ainda na infância. E que a velhice nos encontre  dispostos a aproveitar a vida que nos sobra. Os órgãos meio avariados, sem dúvida, mas funcionando a contento. É só não descuidar da saúde, e recursos não faltam. A cada momento surgem novas descobertas da ciência, e já testam uma vacina contra o câncer.

Estejamos preparados para viver mais e bem, que a velhice nos aguarda logo ali. Comecemos pela gratidão, afinal estarmos vivos. Gratos, e com propósito de vida para manter a mente saudável. “Corpo são em mente sã”, é o que escuto desde que me entendo por gente, o que é a mais pura verdade. Não perder a alegria no fim da vida, o que é grave, para isso devemos contar com a família, a vida social, na qual a religião conta ponto. Não parar de aprender, de descobrir coisas novas para realizar.

Lapidada a mente, chega a hora de pacificar a alma. As relações humanas o quanto elas valem, se as cultivamos bem. Não abandonar as pessoas que nos amam, nada há que possa substituí-las. Há que ter coragem, principalmente, para enfrentar as perdas. Acolher a tristeza, sem nunca perder a esperança. Ah, as lembranças, que tomemos as melhores para recordar. Por fim, deixar que a morte chegue em paz, com Deus. 


 


 

CULTIVE BOAS VIBRAÇÕES!

 FUJA DAS VIBRAÇÕES MÁS! 



sábado, 28 de março de 2026

 

ÍNDIA - SIMBOLO DE HUMANIDADE!

MEMÓRIA NACIONAL DA POLÔNIA


EM 1942 CENTENAS DE CRIANÇAS SOFRERAM DEPORTAÇÃO SOVIÉTICA  E VAGARAM EM BUSCA DE ABRIGO. SOFRIAM COM A FOME E DOENÇAS ATÉ QUE NA INDIA O MARAJÁ DE NAWANAGAR, A TUAL GUYARAT, SOUBE DO CASO E  IMEDIATAMENTE TRATOU PARA QUE FOSSEM RECEBIDAS COMO SEUS FILHOS . FINDA A GUERRA ELAS RETORNARAM PARA SEU PAÍS. HOJE JAM SAHIB DIGVIJAY SINGHJI É LEMBRADO COM GRATIDÃO E SEU NOME SÍBOLO DE HUMANIDADE

quarta-feira, 25 de março de 2026

 


 

 

                                      A CONDESSA DE BARRAL

 




O que D. Pedro II sentia pela Condessa de Barral não era uma paixão comum, o que certamente resultaria em decepção, como sempre acontece aos apaixonados. Luísa era culta, e, mesmo sendo mulher, atuava nos negócios herdados do pai, dono de engenhos. Avançada para aquele tempo, o Brasil ainda escravocrata, a baianinha fora educada na Europa, onde passou a juventude e parte da mocidade, a circular com desenvoltura entre a elite europeia. Paris era como um segundo lar para Luísa, que  escolheu um conde francês para se casar, após recusar o pretendente brasileiro bem mais velho que ela, como o pai queria. Eugênio de Barral era belo, mas sem dinheiro, o que não faltava à mulher, que queria amar e ser amada, além de precisar quem a ajudasse a gerir seus negócios no Brasil e na Europa.  Amada pelo esposo, que lhe era fiel em tudo, uma felizarda, que ainda mereceu as graças de D. Pedro, e a quem deu apoio até o fim.

A escritora e historiadora Mary Del Priore, de descendência italiana, não poupa Pedro II em seu livro “Condessa de Barral - a paixão do imperador”. À época, o Romantismo pregava um sonho de relacionamento, e é plausível que  romance de Pedro e Luísa tenha sido mais idealizado que real. Preceptora das princesas Isabel e Leopoldina, a condessa era uma funcionária do palácio, que se fez também amiga devotada da família imperial,  cumprindo sua função com sucesso, até casar as princesas brasileiras com pessoas da corte europeia, escolhidas por ela. A obsessão de Pedro II por Luísa fazia com que ele quisesse tê-la sempre ao lado para dar-lhe apoio, inclusive moral, o que seria uma contradição, se eles fossem amantes.  Sem ceder aos caprichos do imperador, a condessa o repreendia constantemente, e não poupou esforços para apresentá-lo bem às Cortes europeias em suas viagens. Reinos que se findaram, como o Império brasileiro, e de uma forma nada gentil, diferente do gentil mandatário brasileiro, que merecia melhor tratamento, em vez de ser expulso do Brasil, seu país, e que tanto amava.