sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

 


 

 

                                            ESTRANHA AQUELA NOITE!


ANTIGO BANCO DA PRAÇA DA ALEGRIA



    Habitar o tempo em vez de correr atrás dele. Bom conselho para os dias atuais. Chega o tempo em que é preciso apagar as queixas, cicatrizar as feridas, e nada melhor a fazer senão ir ao encontro do que não é material, que não é o corpo físico, mas algo sutil que está em nós, separado da carne, e nos completa, harmoniza com o que somos em essência. A descoberta das palavras, e ao mesmo tempo descobrir a si mesma e suas origens. Saber que pertenço àquela ilha, àquela terra onde vento e mar molda a vida. O sol a aguçar meus sentidos, e meu olhar a adquiriu reflexos de tudo que é antigo encanto, tudo que foi erguido naquelas ruas de pedra, onde aprendi o que é passageiro e o que é eternidade.  

       Estranha aquela noite. Ela acredita em coincidências, e quando vinha da faculdade de Serviço Social, pensando no trabalho para fazer sobre a situação da pobreza em S. Luís, um cara mascarado, era semana do carnaval, aproxima-se dela pedindo a bolsa. A cidade deserta, conseguiu correr, e antes que fosse alcançada chegou à praça perto de casa. Esbaforida, por sorte ali estava um homem dos seus cinquenta anos, que veio ao seu encontro. Vê que ele estava em seus preparos para dormir no banco, não parecia perigoso, mas um tanto amalucado, era conhecido na cidade pela alcunha de “casaca curta”, que diante dos gritos da molecada revidava: ”Casaca curta é .... da mãe. Ficou ao seu lado à espera do guarda da ronda noturna. O pobre homem após algum tempo resolveu inqueri-la:

        —Senhora, ele disse, não sei se já notou os mistérios que habita nossa cidade. Há uma rede de canais subterrâneos unindo algumas edificações aqui no centro da cidade, que ninguém ousou percorrer desde que  foram desativadas. Veja bem a coincidências, hoje mesmo adquiri coragem e percorri parte daquele labirinto, e o que encontrei foi somente um ninho de serpentes. Não há magia nisso. A senhora deve ser uma pessoa instruída, boa leitora, e sabe do que falo.

         Ela lembrou-se do mistério contido na lenda da serpente de S. Luís. Com receio de retornar para casa ficou escutando o homem que parecia desejoso de falar.

        — Estava estendendo minha manta para dormir, no passado não tinha receio, mas a bandidagem cresceu, e sei de casos no sul do país que queimam as pessoas sem teto, tenho medo. Gente ruim existe desde que o mundo é mundo, falta educação, amor ao próximo. E o que não falta por aqui é gente pronta para dar o bote, que envenena com a língua, serpentes. Alegre essa nossa gente, o carnaval é uma amostra, com festa o mês inteiro. “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”, já dizia minha mãe, Deus a tenha. Morreu tuberculosa, coitada, deixando esse seu filho desmiolado, que pouco aprendeu. Vou lhe dizer uma coisa, um país rico como o nosso Brasil, e uma criança adoece da cabeça por falta de comida, não pode acontecer.

           O guarda chegou, e logo prontificou-se para acompanhá-la até sua casa. Já deitada, não conseguia adormecer, menos preocupada com o ladrão, que desapareceu por milagre. Lembrava mais do pobre homem que dormia ao relento, perto dali, na Praça da Alegria. Mas não parecia ser uma pessoa infeliz.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

 


                                                          DOS CONFLITOS


MINHA PRAÇA PREFERIDA


 

           Estava escrito em algum lugar: ”A terra não estará em paz enquanto Jerusalém não estiver”. Após a leitura, seguiu-se o comentário, que uma paz não pode existir sem o perdão. E sabe-se que só pode ser perdoado quem reconhecer sua culpa. Os eternos conflitos humanos, sendo a mais grave culpa contra o povo judeu. As contendas que começam entre as famílias e mesmo em seu seio. E não param as dissidências entre as nações. 

           Sabe-se que enquanto a vida estiver em perigo, não haverá paz. Tudo começa quando desrespeitamos  a natureza que nos cerca e nos mantém vivos, e o quanto hoje ela corre perigo. Gerir o que temos de bom e de belo, nossa riqueza natural e, em especial, nossa riqueza cultural. Mas parece que a sina do homem é gerir conflitos, mestre que é em criar meios de se desentenderem, em vez de aceitarem quem são, entrarem em acordos entre si e com o seu meio.  

           O risco de ignorar os direitos que não sejam os seus próprios, ou acatar as qualidades, mas não aceitar os defeitos que os outros possam ter sob o nossa visão. Quando devemos considerar, em princípio, as mudanças que a vida provoca em nós, com as quais nos alegramos, e também nos podem decepcionar, como as rugas, que o tempo nos trás com o tempo, se continuarmos vivos. Já as rusgas, são por nossa conta, e vamos continuar padecendo desse mal, se não mudamos nossa maneira de ver as coisas.  Mudar ou morrer antes


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

 

LEMBREI DA NOSSA FAMÍLIA

TRANSFERIDA DO RIO PARA BRASÍLIA EM 1971! 

OS TRÊS FILHOS DA MESMA IDADE,

EU TINHA UMA SAIA IGUAL, ERA MODA.



😥 

"MAMÃE,EU PENSEI QUE TÍNHAMOS TEMPO!" MACAULAY CULKIN





sábado, 31 de janeiro de 2026

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

 

ANTIGOS CARNAVAIS - SAUDADE!

S. LUÍS -PRAÇA ODORICO MENDES -

BLOCO "OS VIRA-LATA"