domingo, 26 de abril de 2026
MARIA
AMÉLIA
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| ÍAMOS NA PADARIA COMO HOJE SE VAI NA CONFEITARIA |
Famosas as cafeterias de Brasília, uma delas tem o nome Maria Amélia, certamente uma referencia à proprietária, ou alguém que merecia a honra de estar em destaque nessa casa comercial. Remete-me a tempos atrás, quando convivi com uma pessoa, batizada com este nome. Dessas mulheres extraordinárias de antigamente, que mesmo não sendo profissionais de destaque, eram, além de mães dedicadas, trabalhadoras. Ganhavam dinheiro com alguma atividade dentro do lar, ou simplesmente eram herdeiras, como tia Maria Amélia, especialmente honrada por ser mulher, e feliz por estar viva. A vida nem tão monótona como se pensa, por desconhecerem o que acontecia naqueles dias, quando ninguém tinha a pretensão de aparecer. As mulheres faziam e aconteciam, de verdade, suas vidas preenchidas com as amizades, visitas, viagens e etc. Faltavam-lhes talvez um público, como acontece nas atuais redes sociais, que elas iam reclamar da exposição, mas adorariam expor suas habilidade para ganhar diheiro, nesse circo virtual, que é a internet.
“Cria fama e deita-te na cama”, era o que se dizia, e nem havia esses veículos de comunicação atuais. Mas em vez de simplesmente exibir imagens pessoais, e postar mensagens para aparecer, por nada, mas que vale tudo. O valor que tinha e tem a fama, e mais ainda o valor da honra, a ser preservada, sem medo, lógico, para que faça valer as boas e necessárias iniciativas. Cuidar bem de si, e dou aqui testemunho da minha tia-avó Maria Amélia na paz dos seus dias, vividos em São Luís, solteira, após dar fim a um noivado por traição do noivo. E nem podia chorar suas mágoas para o público longe muito longe da virtualidade atual. Bastava um ombro amigo. Melinha formava um trio com suas irmãs, uma delas minha avó Carmen, conhecidas como as Dias, assim como havia as Balgas, as Gandras, e etc. Não fatava a Carmen Dias as encomendas de doces, era famosa doceira, a divulgação feita boca a boca.
E, enquanto eu, como jovem, tinha uma espécie de crédito de honra, as minhas velhas tias e a avó já haviam provado serem capazes de manter a boa fama e a honra ao longo de suas vidas. Certo que só a própria pessoa sabe de si, e é responsável por seu destino, em que posso ter peso particula a opinião dos outros.
sábado, 25 de abril de 2026
A HONRA E A FAMA
A
verdade ignorada, enquanto dissemina-se a cultura enganosa dos excessos, que
inclui o poder, o sucesso, a fama. Pobre de nós, indefesos, frente aos apelos vindos
de fora. Honra há em mim e em você, inata condição, própria da natureza humana
e sua moral. Preservar a honra, em vez de consumi-la no prazer que se oferece em
troca da fama. Confrontar as ideias, em vez de seguir às cegas por caminhos
tortuosos.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
RESPEITÁVEL PÚBLICO! ...
Uma trupe de artistas circenses é recebida
com alegria na cidade, e logo é dado início à montagem da lona do circo,
debaixo da qual vão ser mostradas as mais variadas habilidades, e o que não falta é
talento e imaginação. A apresentação começa com a costumeira saudação do
palhaço: “Respeitável publico...” É aplaudido
por adultos e crianças ali presentes, que não param de rir com suas palhaçadas.
Até que surge o apresentador, elegantemente vestido, para anunciar as demais atrações, entre as quais a guardada
apresentação do trapezista e seus perigosos saltos no alto do picadeiro. Entre
o riso e o susto vibra a plateia no circo, onde o entretimento é garantido. Catarse para os sentimentos básicos
da alegria e do espanto através de uma arte, como todo arte da
representação. Hoje raramente se vê nas
cidades uma lona erguida, sinal da presença do circo. E nas férias a criançada está diante da TV para assistir o BBB. É de chorar de raiva.
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| ANOS 50 |


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