GALERIA- DESCUBRA QUEM SÃO.
NÃO MORRERAM, SE ENCANTARAM
QUANDO NOS
SENTIMOS FELIZES?
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| ANTIGA S. LUÍS |
Nasce
o homem para evoluir da simples condição animal para um ser consciente,
humano. Inclusive, empreender uma guerra santa contra essa sua perene irracionalidade.
Luzes a iluminar a escuridão. E o quanto ficou perdido nessa travessia em busca
de um novo Paraíso? Tomemos como testemunha a fé cristã
Cumprir aquela meta, seguir uma
rota, e ter de enfrentar sofrer pane na dura travessia. E quantas vezes ela não
haveria de se ver em apuros nessa sua aventura humana, ás veze, até desumana,
mas com possibilidade de retornar, ou encontrar o porto seguro. Um atraso pode
fazer diferença, ou um tempo morto, até que algo aconteça para mudar tudo em
sua vida. O destino a promover seu julgamento, sem que haja apelação, mas
sempre havia. A mão de Deus que chegava para empreender seu comando.
Entrar em combate sem conhecer o
adversário, quando a outra parte tinha adquirido a informação necessária
para ganhar a partida. Apenas mais um
desafio para ela, que mesmo despreparada enfrentou aquele jogo nada amigável.
Ficar prisioneiro, encalhar em algum lugar, mergulhar no vazio, a quem nunca aconteceu?
Ela pode ter saído ricocheteando em areia movediça, mas foi quando adquiriu
velocidade suficiente, e, afinal, tomar o comando da sua vida, enfrentar
qualquer situação.
Erguer-se e então avistar aquela
terra onde ia recomeçar mais uma vez. No início parece doer, talvez igual à morte,
afastar-se para empreender a mudança, mesmo que essa ou aquela ausência doa,
mas nunca será tão profunda quanto a falta do pão nosso
de cada dia, a ausência da fé em nossa vida. As pessoas espalhadas pelo mundo, e
o acaso é que as reunirá aqui e acolá. Silenciosa e esquecida ter que se
acostumar a esperar...Claro que doem as ausências, mais ainda de alguém que nunca
mais terá ao seu dispor. As coisas mudam para melhor, ou pior, o tempo vai
dizer. Saber que vão deixá-la, e que partidas
fazem parte da ordem das coisas. Amargo veredito, mas qual de nós não
experimentou as asperezas dos silêncios que se agravam a cada minuto como uma
doença fatal! Triste as esperas no deserto, pior ainda após uma tempestade, que
muda a rota, atrasa a viagem, até mesmo aborta um voo. O certo é nunca perder a
esperança.
Nada melhor que refugiar-se à sombra das próprias realizações. E depois de vencida uma dolorosa etapa, voltar
ao mundo mais maduro para sentir a harmonia
das pequenas coisas que nos reconfortam. As recordações não param, e há
momentos que se impõem. Sentir-se salvo
de um ou outro desastre é reconfortante. O tempo desfaz muita coisa, alguns
sonhos deixados para trás. E podemos sentir um secreto pesar de envelhecer. Em
compensação, é quando nos tronamos mais felizes, e não há recompensa mais justa
que a alegria de se sentir vivo para
ainda empreender, em suma, viver.
AMOR E DOR
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| FRIDA KAHLO |
“No final, não precisamos fazer nada para sermos amados.” Palavras de quem conhecia bem o amor, como também o seu oposto, o caso de Frida Kahlo. Todos os caprichos que tivesse podiam, e eram, satisfeitos, mais ainda, por seu pai. Jovem obstinada em gozar a vida. Mas, por ironia do destino, teve de ficar por um longo tempo presa ao leito, em recuperação de um grave acidente, tempo que aproveitou para pintar. Fruto de um especial talento, seu maior prazer agora era sua pintura, sua criação artística. Haveria, todavia, de padecer com a indiferença do marido, Diego Rivera, famoso pintot muralista, a quem amava, e, principalmente, admirava. Lutou para merecer a atenção daquele homem, numa intrigante dependência afetiva. Conquanto ser livre era a regra de vida da artista, em especial, para amar e ser amada. E a rejeição do marido a fez sofrer mais que a dor física, que a deixou manca.
QUANDO DESCOBRIREM S. LUÍS
Na fase adulta, por algum
tempo, ela sonhou com a rua em que viveu sua infância e juventude, o bangalô da Rua da Hortas em S. Luís do Maranhão.
Intrigada com as imagens, já que não tinha lembrança de ter visto aqueles
escombros, como os de uma guerra. Até concluir que eram reais, estavam
registrados no seu inconsciente. Realmente algumas casas antigas foram derrubadas
na cidade para darem lugar a bangalôs,
inclusive a meia-morada da sua avó, com um pequeno jardim no lugar do quarto da
frente, que foi colocado abaixo na reforma. Pouco tempo depois o sobrado em
frente, com a oficina do sapateiro Marçal no térreo, deu lugar à residência voltado
para a Praça Deodoro, um palacete, que também engoliu a morada-inteira da família ali
residente, que foi de muda para o Rio de Janeiro. Outro palacete erguido ao lado do bangalô da avó, no lugar da morada-inteira hedada por seu tio-avô e vendida ao proprietário.
Uma cidade fundada por franceses, em 1612, desde então como que envolta em uma nuvem de sonhos, e ela, com qualquer
criança, séculos depois, guardava na memória o que captava sua pureza de olhar. O antigo e encantador logradouro, um sonho
de cidade antiga, que os governantes na modernidade quiseram equivocadamente modificar, intento abandonado, quando o crescimento acelerado
precisava de mais espaço, que aquelas ruas estreitas. A cidade haveria de
crescer do outro lado da ilha, após a construção da Ponte sobre o rio Bacanga.
Mas havia uma história a preservar.
Sim , ela tem uma história, fragmentos de vida guardados na memória, que contribuiram para ser quem é, assim cmo sua cidade natal. E foi
possível sentir isso até em Brasília, de onde ela sonha hoje levar as pessoas
para conhecerem essa cidade com um glorioso passado. Mostrar a todos sua rua,
contar sobre seus vizinhos, tantos os da
mesma rua, como também os da rua dos Afogados, onde residia sua professora e madrinha Eglantine, o quanto ela foi importante para as crianças que alfabetizou com aquele
carinho que lhe era peculiar. Observarem do outro lado da rua a residência que foi de dona Corina Neiva e seus dez filhos, pessoas
puras e boas como diz o conterrâneo Chico
Viana, o que confirmo. Ao lado outra meia- morada, que era de dona Lavínia, quem primeiro se mudou com a família para
o outro lado da Ponte. Logo em seguida mal desttinguir o bangalô de dona Maria Laura, conforme
retrato acima.
E quando as pessoas descobrirem s. Luís, o que ela sonha agora, ou seja, ver um monte de gente andando por suas suas conhecidas ruas e casas, que mesmo
vítimas de abandono resistem. Os escombros, diferente dos anteriores, que ocorreu para
darem lugar à construção de uma outra cidade em cima da antiga, sem que levassem
em conta importância do patrimônio cultural ali existente, o que acontece até
hoje, apesar do tombamento ou por conta dele. É esperar as restaurações, para os
turistas conhecerem e se encantarem com S. Luís, uma cidade de encher a vista. E os mais jovens,
de tudo que for visto, tenham percepção e encanto dessa arquitetura tão encantadora. O turismo está na moda,
inclusive, aconselhado aos mais velhos, aposentados, ainda dispostos a se
aventurarem pelo mundo. O nosso sendo o
melhor de todos os mundos.
NOTA - O BANGALÔ DA RUA DAS HORTAS 436, QUE ANTERIORMENTE TINHA SIDO UMA MEIA-MORADA, NA DÉCADA DE 70 VIROU UM SOBRADINHO, ONDE FUNCIONA HOJE UMA CLÍNICA MÉDICA. A TANSFORMAÇÃO OCORRIDA ANTES DO TOMBAMENTO. O MAIS ESTÁ TUDO IGUAL, FORA OS ESCOMBROS. OS DOIS PALCETES NA ESQUINA DA RUA ABRIGAM ÓRGÃOS PÚBLICOS. MINHA PRIVILEGIADA RUA DAS hORTAS.