quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

 


 

 

                          

                            QUANDO NOS SENTIMOS FELIZES?

 

 

ANTIGA S. LUÍS

Nasce  o homem para evoluir da simples condição animal para um ser consciente, humano. Inclusive, empreender uma guerra santa contra essa sua perene irracionalidade. Luzes a iluminar a escuridão. E o quanto ficou perdido nessa travessia em busca de um novo Paraíso? Tomemos como testemunha a fé cristã

            Cumprir aquela meta, seguir uma rota, e ter de enfrentar sofrer pane na dura travessia. E quantas vezes ela não haveria de se ver em apuros nessa sua aventura humana, ás veze, até desumana, mas com possibilidade de retornar, ou encontrar o porto seguro. Um atraso pode fazer diferença, ou um tempo morto, até que algo aconteça para mudar tudo em sua vida. O destino a promover seu julgamento, sem que haja apelação, mas sempre havia. A mão de Deus que chegava para empreender seu comando.

             Entrar em combate sem conhecer o adversário, quando a outra parte tinha adquirido a informação necessária para  ganhar a partida. Apenas mais um desafio para ela, que mesmo despreparada enfrentou aquele jogo nada amigável. Ficar prisioneiro, encalhar em algum lugar, mergulhar no vazio, a quem nunca aconteceu? Ela pode ter saído ricocheteando em areia movediça, mas foi quando adquiriu velocidade suficiente, e, afinal, tomar o comando da sua vida, enfrentar qualquer situação.

              Erguer-se e então avistar aquela terra onde ia recomeçar mais uma vez. No início parece doer, talvez igual à morte, afastar-se para empreender a mudança, mesmo que essa ou aquela ausência doa, mas nunca   será tão profunda quanto a falta do pão nosso de cada dia, a ausência da fé em nossa vida. As pessoas espalhadas pelo mundo, e o acaso é que as reunirá aqui e acolá. Silenciosa e esquecida ter que se acostumar a esperar...Claro que doem as ausências, mais ainda de alguém que nunca mais terá ao seu dispor. As coisas mudam para melhor, ou pior, o tempo vai dizer.  Saber que vão deixá-la, e que partidas fazem parte da ordem das coisas. Amargo veredito, mas qual de nós não experimentou as asperezas dos silêncios que se agravam a cada minuto como uma doença fatal! Triste as esperas no deserto, pior ainda após uma tempestade, que muda a rota, atrasa a viagem, até mesmo aborta um voo. O certo é nunca perder a esperança.

               Nada melhor que refugiar-se à sombra das próprias realizações. E depois de vencida uma dolorosa etapa, voltar ao mundo mais maduro para sentir a harmonia  das pequenas coisas que nos reconfortam. As recordações não param, e há momentos que se impõem.  Sentir-se salvo de um ou outro desastre é reconfortante. O tempo desfaz muita coisa, alguns sonhos deixados para trás. E podemos sentir um secreto pesar de envelhecer. Em compensação, é quando nos tronamos mais felizes, e não há recompensa mais justa que  a alegria de se sentir vivo para ainda empreender, em suma, viver.


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