TER NOÇÃO DO BÁSICO.
EVITA SE PERDER.
AMOR E DOR
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| FRIDA KAHLO |
“No final, não precisamos fazer nada para sermos amados.” Palavras de quem conhecia bem o amor, como também o seu oposto, o caso de Frida Kahlo. Todos os caprichos que tivesse podiam, e eram, satisfeitos, mais ainda, por seu pai. Jovem obstinada em gozar a vida. Mas, por ironia do destino, teve de ficar por um longo tempo presa ao leito, em recuperação de um grave acidente, tempo que aproveitou para pintar. Fruto de um especial talento, seu maior prazer agora era sua pintura, sua criação artística. Haveria, todavia, de padecer com a indiferença do marido, Diego Rivera, famoso pintot muralista, a quem amava, e, principalmente, admirava. Lutou para merecer a atenção daquele homem, numa intrigante dependência afetiva. Conquanto ser livre era a regra de vida da artista, em especial, para amar e ser amada. E a rejeição do marido a fez sofrer mais que a dor física, que a deixou manca.
QUANDO DESCOBRIREM S. LUÍS
Na fase adulta, por algum
tempo, ela sonhou com a rua em que viveu sua infância e juventude, o bangalô da Rua da Hortas em S. Luís do Maranhão.
Intrigada com as imagens, já que não tinha lembrança de ter visto aqueles
escombros, como os de uma guerra. Até concluir que eram reais, estavam
registrados no seu inconsciente. Realmente algumas casas antigas foram derrubadas
na cidade para darem lugar a bangalôs,
inclusive a meia-morada da sua avó, com um pequeno jardim no lugar do quarto da
frente, que foi colocado abaixo na reforma. Pouco tempo depois o sobrado em
frente, com a oficina do sapateiro Marçal no térreo, deu lugar à residência voltado
para a Praça Deodoro, um palacete, que também engoliu a morada-inteira da família ali
residente, que foi de muda para o Rio de Janeiro. Outro palacete erguido ao lado do bangalô da avó, no lugar da morada-inteira hedada por seu tio-avô e vendida ao proprietário.
Uma cidade fundada por franceses, em 1612, desde então como que envolta em uma nuvem de sonhos, e ela, com qualquer
criança, séculos depois, guardava na memória o que captava sua pureza de olhar. O antigo e encantador logradouro, um sonho
de cidade antiga, que os governantes na modernidade quiseram equivocadamente modificar, intento abandonado, quando o crescimento acelerado
precisava de mais espaço, que aquelas ruas estreitas. A cidade haveria de
crescer do outro lado da ilha, após a construção da Ponte sobre o rio Bacanga.
Mas havia uma história a preservar.
Sim , ela tem uma história, fragmentos de vida guardados na memória, que contribuiram para ser quem é, assim cmo sua cidade natal. E foi
possível sentir isso até em Brasília, de onde ela sonha hoje levar as pessoas
para conhecerem essa cidade com um glorioso passado. Mostrar a todos sua rua,
contar sobre seus vizinhos, tantos os da
mesma rua, como também os da rua dos Afogados, onde residia sua professora e madrinha Eglantine, o quanto ela foi importante para as crianças que alfabetizou com aquele
carinho que lhe era peculiar. Observarem do outro lado da rua a residência que foi de dona Corina Neiva e seus dez filhos, pessoas
puras e boas como diz o conterrâneo Chico
Viana, o que confirmo. Ao lado outra meia- morada, que era de dona Lavínia, quem primeiro se mudou com a família para
o outro lado da Ponte. Logo em seguida mal desttinguir o bangalô de dona Maria Laura, conforme
retrato acima.
E quando as pessoas descobrirem s. Luís, o que ela sonha agora, ou seja, ver um monte de gente andando por suas suas conhecidas ruas e casas, que mesmo
vítimas de abandono resistem. Os escombros, diferente dos anteriores, que ocorreu para
darem lugar à construção de uma outra cidade em cima da antiga, sem que levassem
em conta importância do patrimônio cultural ali existente, o que acontece até
hoje, apesar do tombamento ou por conta dele. É esperar as restaurações, para os
turistas conhecerem e se encantarem com S. Luís, uma cidade de encher a vista. E os mais jovens,
de tudo que for visto, tenham percepção e encanto dessa arquitetura tão encantadora. O turismo está na moda,
inclusive, aconselhado aos mais velhos, aposentados, ainda dispostos a se
aventurarem pelo mundo. O nosso sendo o
melhor de todos os mundos.
NOTA - O BANGALÔ DA RUA DAS HORTAS 436, QUE ANTERIORMENTE TINHA SIDO UMA MEIA-MORADA, NA DÉCADA DE 70 VIROU UM SOBRADINHO, ONDE FUNCIONA HOJE UMA CLÍNICA MÉDICA. A TANSFORMAÇÃO OCORRIDA ANTES DO TOMBAMENTO. O MAIS ESTÁ TUDO IGUAL, FORA OS ESCOMBROS. OS DOIS PALCETES NA ESQUINA DA RUA ABRIGAM ÓRGÃOS PÚBLICOS. MINHA PRIVILEGIADA RUA DAS hORTAS.