sábado, 26 de setembro de 2026

 


                                         DE ORFEU A CRISTO


 

              Grandes iniciados fundaram grandes civilizações. Moisés, a troante voz masculina, conduziu o povo hebreu ao seu destino, legado às doze tribos de Judá, que se dispersaram pelo mundo. A luta entre os sexos, manifestada, ou oculta, preencheu a história com as alternativas do masculino e feminino, mas é sua fusão que constitui a própria essência e o equilíbrio do mundo, o que é evidente em Jesus Cristo, fundador da civilização ocidental.

A Grécia Antiga, fundada por dórios e jônios, povos indo-europeus, teve Orfeu como marco civilizatório, um iniciado varonil, que se dizia filho de uma sacerdotisa de Apolo, de voz melodiosa, que falava ao povo com um ritmo novo. As poderosas mulheres e bacantes da Trácia, versadas na arte dos encantos, diziam que aquele belo jovem misturava as flechas do Sol com  as caricias da Lua, a fazer o intercâmbio entre o homem a mulher. Floresceram as cidades-estados Esparta e Atenas na Grécia, que haveriam de ser o berço da nossa civilização.

Não esqueçamos que foi o Moisés o iniciado do povo hebreu, aquela voz masculina que bradava no deserdo enquanto conduzia seu povo à Terra Prometida. Durante o Império Romano veia a lume a fé em Cristo, o filho da Virgem Maria, que os hebreus não aceitaram como o Messias. Muitas águas rolaram por debaixo da ponte, até a consolidação de Cristianismo.  


MOISÉS E AS TÁBUAS DA LEI

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