DE ORFEU A CRISTO
Grandes iniciados fundaram
grandes civilizações. Moisés, a troante voz masculina, conduziu o povo hebreu ao
seu destino, legado às doze tribos de Judá, que se dispersaram pelo mundo. A luta
entre os sexos, manifestada, ou oculta, preencheu a história com as
alternativas do masculino e feminino, mas é sua fusão que constitui a própria
essência e o equilíbrio do mundo, o que é evidente em Jesus Cristo, fundador da
civilização ocidental.
A
Grécia Antiga, fundada por dórios e jônios, povos indo-europeus, teve Orfeu como
marco civilizatório, um iniciado varonil, que se dizia filho de uma sacerdotisa
de Apolo, de voz melodiosa, que falava ao povo com um ritmo novo. As poderosas mulheres
e bacantes da Trácia, versadas na arte dos encantos, diziam que aquele belo jovem
misturava as flechas do Sol com as
caricias da Lua, a fazer o intercâmbio entre o homem a mulher. Floresceram as cidades-estados
Esparta e Atenas na Grécia, que haveriam de ser o berço da nossa civilização.
Não
esqueçamos que foi o Moisés o iniciado do povo hebreu, aquela voz masculina que
bradava no deserdo enquanto conduzia seu povo à Terra Prometida. Durante o
Império Romano veia a lume a fé em Cristo, o filho da Virgem Maria, que os
hebreus não aceitaram como o Messias. Muitas águas rolaram por debaixo da ponte,
até a consolidação de Cristianismo.
| MOISÉS E AS TÁBUAS DA LEI |
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