quarta-feira, 13 de novembro de 2013



                                                  RECEITA DE FAMÍLIA

             
                       


                                                                  o blog faz um ano

         
            Todos nós temos uma antiga receita de família, aquele bolo, torta, pudim, creme, tanta coisa que aprendemos a  fazer, isso no que diz respeito à cozinha, dentro de casa. Tem também aquela receita de vida que passa dos pais para filhos, geração após geração, infalível para qualquer ocasião, para todos os males. Guardada no fundo do baú da memória, às vezes esquecida, lembramos dela sempre que é necessário. Toda receita tem os ingredientes que a compõem, uma forma de misturar e cozer. Assim acontece para se viver uma vida saudável e feliz, que tem uma receita, uma fórmula quase mágica. Triste de quem despreza essa experiência, essa sabedoria. 
           Quanta coisa consumimos sem qualidade, que pode comprometer a saúde.   Para se fazer aquele bolo da família, testado, requer ingredientes  de boa qualidade, que tenham a quantidade e peso certo, não estejam fora de validade, ou fora de época, ultrapassados. O forno aquecido na temperatura ideal. Com a vida não é muito diferente. Trapacear, em os itens necessários para o bom funcionamento da receita de felicidade e sucesso na vida, pode comprometer seu resultado, fazer com que o produto final não seja o almejado. A vida como a massa pode solar, ou acontecer qualquer outro desastre. Colocar mais fermento não resolve, se a massa desandou, tem que refazer tudo, desde o início, com mais atenção, melhorar a qualidade dos ingredientes, aumentar o tempo de preparo.
            Ver Palmirinha aos oitenta anos fazer suas receitas na TV, dar dicas de culinária e de vida, de uma forma simples e eficiente, mostra que o mistério da vida é viver com alegria, sem fugir das responsabilidades. Penso na minha avó, que amava depois da família amava seu trabalho, o amor que tinha pela confeitaria, que dava bom dim dim e, acredito, lhe proporcionava alegria de viver. Interessada, inclusive pela política, até o fim, o que se refletia nas suas relações e realizações. Essa a receita de vida que recebi. Uma fórmula quase mágica de viver, que não é segredo para ninguém, basta ter vontade de seguir a receita testada, com algumas alterações, pois tem que haver criatividade, como minha avó fazia.


                                           


terça-feira, 12 de novembro de 2013




                                                  FELICIDADE

          




          Nome que nos remete ao paraíso, ao céu, felicidade, fora das contingências da vida. Faz parte da nossa natureza de animal racional, ou mental.   Conviver mentalmente com o bem é uma das maneiras de ser feliz. Assim como o mal nos inquieta e faz infeliz, que é ausência do bem, mesmo que sintamos prazer, um prazer  inquietante. Querer a felicidade a qualquer custo, pode nos levar a uma percepção inquieta da vida. Cultivar o bem é outra coisa, nos torna pessoas melhores, muito embora nem mais nem menos felizes. A felicidade é, simplesmente, uma palavra, quase uma utopia, que a mente humana criou, nome dado a um estado da alma. Para a natureza tanto faz.
        O natural para o ser humano não é mesmo para o animal, que vive para satisfazer seus instintos. Algo mais - não apenas natural, nem  antinatural - é o que nossa capacidade mental busca, e significa transcender, ou ser feliz. Todavia, alcançar a paz interior “é tudo de bom”, como fala Palmirinha na TV sobre suas receitas. A paz interior traz saúde para o ser humano, saúde mental e espiritual. Como falei da famosa cozinheira,  diz também respeito ao físico, ao corpo. Para que isso aconteça é preciso manter a mente ocupada com o necessário para seu desenvolvimento, e preencher a alma com a alegria pela vida na sua beleza e seu esplendor.  Assim como ter compaixão e amorosidade por essa mesma vida na sua falência.   



      

segunda-feira, 11 de novembro de 2013



                                A FELICIDADE NÃO SE COMPRA

        




          No filme americano "A Felicidade Não Se Compra", passado durante a depressão nos Estados Unidos, o personagem protagonista está vivendo um período difícil, os negócios da família vão muito mal. Ele acabara de casar com o amor de sua vida, mas, devido à situação financeira, fica desesperado e abandona o lar para andar  sem destino. Desmemoriado, encontra um senhor, um anjo disfarçado, que lhe apresenta uma outra vida, diferente, inferior àquela que havia construído, com esposa e filhos. Consciente  da situação ele retorna para casa, recebendo ajuda dos amigos - agora toda a cidade - na sua situação financeira. Sempre e a qualquer tempo fazer o possível e o impossível para recuperar a família, antes que ventureiros a destruam, o mal aproveite da situação para tomar conta desse bem precioso. Há pessoas que se deixam afetar demais pelas contingências, ou vivem de acordo com o que os outros pensam e dizem que é o melhor ou pior para elas. Perdem a noção da realidade, desaprendem a deliberar, ou delibaram errado. Quando o certo é não aceitar fácil a derrota, nem as interferências que lhes confundam a cabeça, para que mantenham o controle da própria vida, e possam ser mais felizes.



    

domingo, 10 de novembro de 2013

 

               SUBMISSÃO
        


         


         Não admitimos, mas somos, sim, submissos: à família, ao trabalho, aos amigos, que nos impõem submissão, às vezes em excesso. Sem ser insubmisso, ter apreço pela liberdade. Liberdade com responsabilidade. Ninguém pode ser totalmente livre, fazer só o que quer, também, não quer ser escravo, o que acontece, quando não se aprendeu a ser livre. Muitos pensam que são livres, mas estão presos a toda sorte de coisas. Apelos não faltam para escravizar. 
        Como as pessoas, as nações não querem ser submissas umas às outras, muito embora se submetam, tendo em vista a paz e prosperidade. O 11 de setembro foi um ato de submissão imposta ao liberalismo do Ocidente pelo radicalismo oriental, que prima pela crueldade, ao submeter as mulheres a uma situação de inferioridade, inconcebível no mundo ocidental, moderno. Mulheres oprimidas por lá, também, por aqui, mesmo com leis que garantam seus direitos, e punam os infratores que praticam crimes nesse sentido. 
        A submissão deve ser voluntária, limitada, o caso do casamento, no qual um tem que se submeter ao outro. A religião nos submete a uma série de regras. Outra submissão, a do tratamento médico. E por aí vai, tudo dentro dos limites. Somos submetidos à vida civil, leis e mais leis a nos reger, é só observar quantos registro temos desde o nascimento, é nossa cidadania. O que nos fortalece, principalmente, se aprendemos a amar a liberdade, pois quão doloroso é a opressão, a pessoa se sentir oprimida.           

sábado, 9 de novembro de 2013




                                           

                                        ERA DIGITAL







           
            Era Digital a que se vive hoje, o poder da internet, com a qual as pessoas se mantêm conectadas, numa comunicação sem precedente. A facilidade que todo mundo tem de se manter bem informado. As redes sociais com capacidade de arregimentar grande contingente de pessoas, o que aconteceu em junho, aquela maravilha, todo mundo protestando nas ruas contra o aumento das passagens de ônibus, coisa que se ampliou, pois não falta o que reclamar. Gente da classe média, até mesmo rica, animada com a oportunidade para demostrar indignação, contra uma série de coisas. Continuam os protestos aqui e ali, agora acompanhados de perto por blocos radicais, os tais mascarados, que apelam para a baderna. Para esses moços anônimos o caso é radicalizar. Já existia uma guerrilha urbana, clandestina, dos assaltos e roubos, agora é o tudo ou nada desses blacks, que não se entende bem a que vieram, nem eles mesmo sabem, de todos os níveis sociais.  
           Pelo que se entende dos black blocs, a tática deles é alternativa, sem nenhuma ideologia, nem direção. Jovens cheios de energia para gastar, que partem para a violência, com a alegação de darem proteção aos movimentos de rua, contra a polícia. Protecionismo sem propostas, ofensivos e não defensivos, só querem assustar. Foi o que restou das ideologias revolucionárias, que ficaram para trás? O que fazer diante de tal fenômeno? Gente por aí, disposta à violência existe desde os tempos das cavernas, o mundo ainda sem leis bem definidas, “coisa” que tem de ser enfrentada, quando se sabe que é inaceitável para uma sociedade democrática tentar resolver as questões destruindo o patrimônio público e privado, num vandalismo louco, desconectado da realidade. Saímos de ditaduras cruéis, de esquerda e de direita, e não vamos querer voltar a elas. Mas é o que parece. Já tem gente animadinha.  O certo é que sem autoridade para coibir abusos não pode ser mantida a ordem e o progresso, justamente o que está escrito na bandeira do Brasil, crença que mantém o povo unido. Essa gente  pode se voltar para o lado oposto, quando então vão aparecer os salvadores da pátria. Tem sempre algum de prontidão. Há outros grupos de jovens, que trabalham, estudam, têm fé em Deus e amor ao próximo, que vivem de acordo com as leis humanas e divinas, gente boa de verdade. É preciso cada vez mais incentivá-los para que sejam uma frente de resistência.
          Há pouco vi no Face, a postagem de uma amiga sobre a presença de Deus em nossas vidas, para amparar, segurar a mão “se te humilharem, se quiserem te derrubar”, e por aí vai. Boa mensagem mas, de minha parte, digo que nunca me sinto humilhada, desamparada, Deus está comigo, no que acredito. As teias da malignidades se ampliam se a gente der atenção. Lastimo a pobreza mental e espiritual daqueles que não têm coisa melhor para fazer, e dedicam seu tempo para o maledicência, lançar mensagens negativas sabe-se lá por que motivo, aliviados de sua carga de indiferença humana, descaso, como se colaborassem para melhoria do mundo. Entendo que tudo isso faz parte da internet, como da vida. Espero que meus amigos aproveitem as boas mensagens e ignorem as más, as capciosas.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013



       DAS IDADES DO HOMEM E DAS ESTAÇÕES DO ANO

     


       Faz parte da natureza humana original, ou animal, evoluir, se racionalizar, o que nem sempre acontece a contento. Não é fácil crescer no mundo conturbado em que se vive - bem verdade que rico - mas cheio de armadilhas. Temos uma mocidade, como que experimental, envelhecida antes do tempo, com mentalidade guerreira. Fulano é um guerreio dizem as pessoas umas às outras, como elogio. A Guerra, ou a guerrilha, o que para alguns moços a vida adulta - os black bloc, por exemplo. Formou-se uma nova geração de pessoas que se desenvolveram mentalmente com o auxílio da tecnologia moderna, avançadíssima. Ficaram nisso, agora querem quebrar tudo, acabar com o progresso, ao que parece, pois não se explicam, só fazem baderna. Parece que sentem falta de algo para lhes dar razão de viver. Demandou tempo para o ser humano ter conhecimento, discernir o que é melhor para  si,  e para a humanidade como um todo.  Processo contínuo, que depende de tempo e idade, principalmente, de boa vontade, de bom senso, de sabedoria, em suma. Sobre as Redes sociais, alguém falou, que tudo se resume na condição humana, uma "massa ignara,  que se une, de poucos ponderados, muitos invejosos, rudes, até mesmo furiosos".  Digo que tem a "brava gente brasileira" que trabalha, estuda, reza, ajuda o próximo, também, se indigna com as coisas erradas, protesta pacificamente. Gente de verdade e feliz. Brava gente brasileira!.




           Desde as cavernas a atenção dada ao sol, à lua, às quatro estações. Penso que, como a terra, nossa vida tem idades, também - como o ano - tem estações. Vivenciamos cada estação, cada idade, no tempo certo. À vezes, o tempo muda de repente, as idades, as estações se misturam. Podemos, em plena primavera,  sentir o frio do inverno. Temos, antes, ter paciência, tirar o gelo da entrada para não deixar que tome conta da casa, ou da alma, que deve estar aquecida.  Os dias ensolarados de verão logo chegam trazendo alegria. No outono caem as folhas, as  estações mudam para a renovação. A terra que se renova a cada tempo, como a vida humana a cada idade, mesmo a cada momento. É preciso semear e colher, ou seja, produzir alimento para o corpo e a alma, pela preservação da espécie, pela Vida. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013



                                       OS FARÓIS DA VIDA!

     




      Não, não corra, não fuja, ande devagar, viva sem pressa, cada minuto é importante, não desperdice momentos que podem ser valiosos. Não atropele a vida. Demanda tempo  entender o que não merece atenção, e o que deve ser percebido em profundidade. Temos um presente, também,  um passado e um futuro. Presente, passado e futuro, três dimensões (se é que eu posso falar assim) em que nossa vida transcorre. Vivenciar tudo isso, sem se perder, requer sabedoria no olhar. Não apenas os momentos felizes, ou dolorosos, nos impulsionam para frente, mas, principalmente, aqueles em que nos detemos para refletir, para aprender, sobre nós mesmos, sobre a vida. Ler um bom livro, participar da fé religiosa em comunidade, conviver com a família, ter boa relação com o próximo, e nossa própria luz  - faróis, que  iluminam uma vida feliz.