quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Turma Da Mônica - Bruxarias no Aniversário
PARA MEU MARIDO MURILO NO SEU ANIVERSÁRIO
COM VOTOS DE FELICIDADE!
PRIMEIRO DIA DO ANO- 2014
As palavras que saiam dos lábios tenham
o delicadeza da prece, que cura feridas. Guardem nossos gestos a grandeza do fé, que salva a alma. Digo isso sem a pretensão de querer transmitir
toda a esperança que as pessoas precisam para começar o ano. Quem é jovem tem expectativas; quem tem mais idade as experiência são chances que a vida dá. Que os sonhos e a realidade tenham um encontro de paz.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
ADEUS ANO VELHO
“Ano especial o de 1945, meu irmão com seus soldadinhos de chumbo, em pleno ataque, quando soubemos do término da guerra e do fim de Hitler. Disse nosso tio indignado: “Aquele lá era uma besta quadrada”. Estava encerrada no cenário mundial a ação ridícula e perversa de um louco. Eu toda feliz com meu lápis de ponta afinada, caprichava na caligrafia, entusiasmada por já saber ler e escrever, que tudo de bom me adviria do grande feito. Aos sete anos, depois da evolução de andar e falar, o trunfo civilizador da palavra escrita. avisavam que tinha entrado na idade da razão. Fiquei intrigada. A explicação é que eu passava a ter discernimento do que é certo e errado. As mães ora austeras, ora de uma sofrida benevolência. Ainda não apresentadas às ideologias permissivas e à autodeterminação das crianças, das futuras gerações, adeptas a tais coisas, absurdas àquela época.”
REMINISCÊNCIAS: RUA DAS HORTAS Nº 436.
Não víamos o casal desde quando foi
nosso padrinho de casamento. O tempo havia passado, e esse encontro, por acaso,
transportou-me à casa onde passei infância e juventude, vizinha dos amigos,
que contaram ter acabado de se mudar para um apartamento na praia. Haviam residido
por quase meio século no mesmo endereço, onde namoraram, casaram, criaram os
filhos. A propriedade herdada pela mulher eles venderam, “o preço irrisório”, disse
o marido contrariado, pois a morada-inteira de azulejos na Rua das Hortas, em
frente à praça Odorico Mendes, faz parte do tombamento da cidade. Depois de
tantos anos esse encontro reascendeu em mim a saudade de nossa meia- morada na
mesma rua, de número 436. Logo imaginei quão deve ter sido cômoda a
situação deles, a vida toda no mesmo endereço, até com uma ponta de inveja. Diferente da nossa vida, algo a nos impulsionar, e lá íamos nós, sempre em
frente. Estávamos matando a saudade de S.
Luís.
Lembrei da nossa
casa que foi praticamente abandonada pelos moradores, coitada, até ser vendida por
meus tios, os herdeiros. A casa antiga
fora reformada para bangalô, o que aconteceu antes do tombamento, e pôde sofrer
nova reforma para uma elegante moradia de dois andares, hoje uma clínica
médica, como verifiquei através do satélite. O local privilegiado, a poucos
passos da Biblioteca Pública Benedito Leite, na praça do mesmo nome, construída na década de quarenta em estilo neoclássico, em convivência harmônica com o casario colonial. Meu tio João, ainda solteiro, esperava
ficar rico para assumir compromisso mais sério com a namorada, foi para o Rio, o primeiro a
deixar a casa. Quantas vezes em sonho estive naquela casa,
naquela rua, quase pesadelos. Noites escuras, ou dias claros, onde me vejo entre
escombros, certamente das demolições para as construções de novas casas que
surgiam, ou mesmo reforma das antigas, tornando-as moradias ajardinadas. Escombros
que eu vejo hoje em São Luís, em consequência do tombamento, pois os antigos
moradores ficaram sem recurso e sem interesse para a conservação do patrimônio
universal, que se vê em ruínas, uma tristeza. Hoje a situação é, pois, de
abandono da parte tombada da cidade. Outra cidade cresce pujante do outro lado
da ilha.
Minha
infância e juventude estive ao lado da avó Carminha, que eu via expressar seu
carinho pela natureza naquele pequeno jardim na casa da rua das Hortas, seus
belos cravos de um amarelo intenso, as azaleias dando ao muro um aspecto
encantador. Essa avó tinha a educação como prioridade, e mantinha os netos, sob
seus cuidados, matriculados nos melhores estabelecimentos de ensino. Não media
esforços para dar a meu irmão e a mim o melhor - o afeto, em primeiro lugar.
Sempre bem informada, através dos livros, pelo rádio, nas revistas que o neto
comprava para ela, em conversas com as freguesas de doces e salgados para festas. A origem portuguesa lhe dava respaldo na atividade. Uma mulher invejável, viúva ainda jovem, que lá para o fim da tarde, depois de um dia intenso de labuta em seu fogão à lenha, o ouvido estava grudado no zumbido do rádio. O rádio
quase instrumento de guerra e o centro das atenções na casa, onde eram
acompanhadas as vitórias dos aliados no segundo e último conflito mundial do
século XX. Ninguém podia imaginar um dia estarmos todos diante da TV e do
computador, vivenciando o espetacular progresso humano, também uma nova
barbárie. As guerras, por exemplo, que não deixariam de acontecer, vistas no
momento mesmo em que acontecem. Hoje, do mais pobre ao mais rico, em qualquer
idade, todos de telefone celular em punho, objeto imprescindível na comunicação
moderna, imediatista e ansiosa. O mundo que muda a cada passo, e que se torne bom para todos.
Para o papa Francisco os avós são uma bênção de Deus!
FELIZ ANO NOVO!
Para o papa Francisco os avós são uma bênção de Deus!
FELIZ ANO NOVO!
domingo, 29 de dezembro de 2013
FELIZ OLHAR NOVO... Carlos Drummond de Andrade
EXPECTATIVA PARA 2014
Não há amigo nem inimigo gratuito, todos têm seus bons, ou
maus, motivos. O maior inimigo é o derrotismo, que se deve evitar a qualquer
custo, que um pouco de pessimismo não faz mal. Neste ano que ora inicia as
expectativas são grandes, tanta coisa vindo por aí e o que se quer é que se
corrijam os erros e tudo dê certo. Mas
há quem prefira que deem errado, os de sempre, que acham quanto pior melhor. Prever
o fim do mundo, tem certa lógica, com as catástrofe que aconteceram em 2013, ele
parece bem perto. Mas as coisas sempre foram assim, bem verdade que podem piorar
do jeito que vão. Onde chegaremos todos se perguntam. Mas o mundo permanece, os
seres humanos permanecem, nós permanecemos, mesmo fazendo mil besteiras, e
vamos dar jeito em tudo isso para que melhor caminhe a humanidade, pois a
burrice tem um limite e já chegamos lá. Deus sempre a amparar, temos que
acreditar nisso. De início saber que a gente pode estar só, mas não estamos de todo
desamparados, eis o segredo para o sucesso nosso de cada dia, e para sempre,
amém. Se é para errar ter mais ainda capacidade para corrigir
os erros. Bom momento de início de ano para as boas intenções, que começam
quando refletimos nesse momento sobre nós mesmos em nossa vida pessoal, para com
nosso próximo, para todo o mundo. As expectativas para 2014, o ano da Copa no
Brasil é que se levante a taça, isso é
bom mas não é tudo, quando a prioridade para nós, brasileiros, é colocar o país
no ranking da educação e da saúde.
Chaplin Modern Times - Factory Scene (HD - 720p)
RETROSPECTIVA II
Temos a sensação que encolhemos diante da realidade.
Podíamos estar engrandecidos e felizes pelas realizações, pelo progresso, e firmes
em nossas convicções, em nossas crenças, mas não é o que acontece. Vivemos no
mais formidável mundo que a mente pode criar, mas perdemos as esperanças nesse
mesmo mundo, que pouco nos alegra e até envergonha. Nossa felicidade está em
assistir televisão, acessar a internet e outras coisas mais que consumimos sem
parar. E damos graças por existir tudo isso para suprir o vazio em nossa vidas.
Deixamos de nos alegrar por nós mesmos, por tudo que somos.
Sombras do que poderiam ser como gente de verdade são esses
presos de Pedrinhas em S.Luis do Maranhão, prova até onde pode chegar o descaso
com a pessoa humana. A falta de autoridade, que não se faz presente. A lei e
justiça fica por conta dos criminosos, que desafiam a sociedade, matam e
estrupam, sem dó nem piedade. Completamente dominada a prisão é território livre da bandidagem. Ninguém de
fora pode chegar perto e os bandidos andam pelas redondezas fazendo desmandos,
comandando estupros pela cidade.
Finda-se o ano com muita água, as chuvas torrenciais que
caem sem parar em todo o território nacional, mantando gente, desabrigando a
população. Nunca as enchentes castigaram
tanto. Mexem com a atmosfera, agridem a
natureza e o resultado é o que se vê. As catástrofes naturais nunca foram de
tão grandes proporções. Além das catástrofes das usinas nucleares. Os
ambientalistas presos na Rússia por suas contestações pacíficas, soltos meses
depois, inclusive uma brasileira.
Os conflitos na Turquia, na Síria e no Egito, não cessam.
Mudam os regimes, mas continua a mentalidade belicosa de resolver as coisas de
forma radical. Para o Oriente Médio “não há paz que sempre dure nem bem que
nunca se acabe.” Era o que eu escutava dos mais velhos na infância, fatalistas,
mas eles conheciam bem o mundo e a natureza humana. O mal que acontece quando
não se busca o entendimento, quando se foge à razão, para resolver os problemas.
Sabemos o quanto a Igreja Católica foi massacrada nesses
últimos tempos, inclusive, pelo próprio clero, aqueles que deviam cumprir os
preceitos, dar exemplo de lealdade à Igreja. Religiosos que se deixam levar
pela vaidade e ganância. Como ajudar a igreja fazendo acordos espúrios para
ganhar mais dinheiro, aumentar os ganhos do banco do Vaticano? João Paulo II,
um santo, fazia sua catequese mundo afora, enquanto era traído. Como Jesus com
os as trinta moedas... Foi a conta de acontecer os escândalos. Prova de que a
Igreja também é humana. Veio Bento XVI, um intelectual, que escrevia sobre a doutrina
da fé, o que ele mais conhecia dessa vida, enquanto ao seu lado continuavam as
atrapalhadas com os finanças da Igreja e, dizem, outros graves pecados. Tanta
fofoca que fez o pontífice, avançado em idade, renunciar. Assume o papa
Francisco, que tratou de corrigir com energia as coisas erradas, para que ele
possa comandar a Igreja em paz e avançar nas mudanças que a Igreja necessita. Que Deus o abençoe!
Ninguém esquece o doloroso incêndio na boite Kiss em Santa
Maria no Rio Grande do Sul, no início do ano, causa de imensa consternação a
todos que acompanharam a tragédia no local ou pela TV. Duas centenas de jovens consumidos
pelas chamas, ou asfixiadas com o gás resultantes da queima de produtos
altamente inflamável que revestiam o ambiente, sem a devida fiscalização do
local. A saída dificultada, isso para a segurança do caixa, absurdo, crime.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
JMJ Rio2013 Melhores Momentos
RETROSPECTIVA
A juventude esteve reunida em pacíficas
manifestações de rua, um grande espetáculo de civismo, manchado pela
quebradeira dos radicais black blocs. Mas digna de menção honrosa foi a Jornada
Mundial da Juventude, promovida pela igreja católica, embora haja quem queira
lançar os cristãos outra vez na Arena romana para serem comidos por leões
famintos, e sabe-se que muitas perseguição e mortes de cristãos ocorrem hoje
mundo afora, conforme as estatísticas. Feito isso a civilização perderia de vez
o rumo, tantos enlouquecidos, não de civilização, mas de barbárie, que volta a
cada tempo que o mundo atinge um alto nível de progresso e conhecimento e não
se consegue lidar bem com isso. O pesquisador Joshua Green, da faculdade de
Psicologia de Harvard, fala da ética tribal enraizada em certas culturas, o
caso da “teocracia belicosa do Oriente”, que repercute hoje no Ocidente como
uma praga. O Ocidente pacífico e civilizado,
onde ocorrem, todavia, disputas acirradas entre esquerda e direita, dissidências
em questões morais, e tudo o mais. Sem a clareza das ideias e com o radicalismo
que impera em certos casos as justas reivindicações se perdem, pois, se todos
gritam, ninguém tem razão. Caminhamos para o pior.
Foi um ano de grandes
acontecimentos, também muita balbúrdia, e vai continuar assim para o bem e para
o mal. Parece que ninguém sabe o que é correto modificar na política, nos
comportamentos, nos procedimentos. Então seria bom ficar no mesmo, viver um dia
após o outro, gozar o momento presente, sem se questionar sobre nada? Chegamos
a esse ponto. Para quem está no fim da estrada tudo bem, afinal o que foi feito,
foi feito. Não para os moços que têm a vida pela frente, devem lutar sempre em
prol do seu bem estar, o que só acontece com a boa consciência, a reta conduta,
que gera a paz e a prosperidade. Estar atento às conexões que estão sendo
feitas no mundo para desmoralizar a civilização junto com fé cristã. Tivemos a
presença em nosso país do papa Francisco, recém eleito para o trono de Pedro,
que veio participar da Jornada, onde jovens de diversas nacionalidades se
misturavam, sem confusão alguma de línguas, só muita união entre as nações
representadas, as ruas coloridas de risos e alegria. O reconhecimento do grande
valor da Igreja na formação das almas, na constituição da civilização ocidental.
O mundo hoje tão conturbado. Mas as coisas tendem a se arrumar, afinal, somos
seres racionais, e se fazemos tanta coisa imprestável, podemos também agir para
que o mundo seja aquele com que todos nós sonhamos em nossos sonhos mais belos.
Depois do papa Francisco, Joaquim,
Barbosa foi a grande estrela, presidiu o Supremo Tribunal e mandou os
“mensaleiros” para a cadeia. Um negro de alto coturno fez a diferença, o que
tem sim a ver com raça, ele se meteu em brios diante de uma população de
maioria branca, que observou seu comportamento, aguardou seu julgamento. As
expectativas atendidas, não obstante o magistrado apenas ter cumprido sua
obrigação, julgando de acordo com a consciência, mas que teve sabor de vingança
pela humilhações passadas presentes e futuras. Lavou a própria alma e a de
muita gente, principalmente os que combatem o esquerdismo tupiniquim, que tem o
poder como meta. E quando os esquerdistas chegam lá, agem pior que os outros,
uma vergonha. Quanto aos ativistas que
libertaram os cães da raça beagel, em defesa dos direitos dos animais, esses
ativistas parecem estar mais à procura do que protestar, do que outra coisa, quando
se sabe, por exemplo, que ainda são necessárias experiências com animais. A
dimensão ética que a ciência tem obrigação de seguir em todos os seus
procedimentos e é sobre isso que os ativistas chamam a atenção, o que é válido.
Assim como é obrigação da política e de todo cidadão seguir a ética da boa consciência
individual, as ditadas pelas leis e regras sociais de conduta.
Sabemos que os inimigos não vão
sumir. De minha parte faço o que posso, ou até o impossível para amar o
próximo. Mas não me considero amiga de ninguém, nem que alguém seja meu
amigo/a. Temos esse ou aquele amigo/a por algum tempo, enquanto houver
interesse das partes envolvidas, essa é a verdade. Meça isso e viva em paz com sua consciência, vale até se fingir de mudo surdo e cego para evitar stress". Mas, se a amizade
acaba, não precisa virar inimigo. Havendo mágoas, perdoar faz bem,
principalmente à saúde.
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