sábado, 30 de agosto de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Como viver Sem?
Televisão, celular, qual dos dois
faria mais falta, se o tempo presente sumisse e retornássemos ao passado? A
tecnologia hoje a fazer parte do cotidiano, imprescindível, a nos cercar de
conforto, a ponto de nos angustiar, essa a verdade. E não podemos deixar de
investir em mais e mais tecnologia que tanto facilita a vida moderna. Sobreviver
com ela, ou ficarmos perdido no tempo e no espaço, ligado que estamos,
literalmente, aos nossos aparelhos domésticos e de comunicação. O mundo ao
alcance dos nossos dedos, digitalizado. Lembro do início, quando aos poucos
fomos nos acostumando, até ficarmos tomados pela febre tecnológica. Primeiro
veio o rádio, depois o cinema, a televisão, o computador, coisas que não
pararam de evoluir. O telefone fixo evoluiu para o celular, aparelho que
acompanhamos os avanços, a cada dia maior sua sofisticação. A televisão, antes
uma caixa recheado de válvulas e um tubo de imagem, virou tela de Plasma, LCD,
LEG. Por último temos o SmartTV, até a próxima invenção. O computador gênero de
primeira necessidade.
Lembro do técnico que chamávamos mensalmente
para consertar nossa televisão Teleking. Queríamos prestigiar o produto nacional,
mas caímos em erro, passamos então para uma Telefunken, tecnologia alemã, ainda
em preto e branco. O móvel da nossa Philips colorida era um arraso, mas a tela pequena, com 28 polegadas, a maior na
época. Hoje temos uma GL em LCD, de 42 polegadas, já com 15 anos de uso sem
problemas. Mas a ambição é saltar para uma Smart TV, com tela ainda maior. Como
então falar mal da tecnologia, quando vemos o mundo através de uma tela, nos
conectamos pelo celular em qualquer lugar em que estejamos? No que diz respeito
aos bancos é aquela facilidade, sacar dinheiro no caixa eletrônico, onde se faz
toda sorte de transação. Postamos mensagens no computador e celular, que seguem céleres
ao seu destino, e-mails pela internet, em vez de escrever cartas que demoravam dias para
chegar.
Em meados do século passado a paciência
era uma virtude importante, útil, enquanto de uns tempos parta cá,
paradoxalmente, com tantas facilidades, não temos paciência alguma, vivemos
estressados. A vantagem que tínhamos: vida para viver, calma para ver e sentir
a existência. Havia tempo para tudo: ser criança, jovem, adulto, e envelhecer
tranquilamente. A tecnologia fez tudo ficar junto e misturado, fez a vida parecer
mais doce, mais fácil, mais feliz, conquanto os problemas fiquem tão mais
perto e piores, que quase não suportamos tanta proximidade. Sentiríamos falta
de tudo isso, televisão, computador, celular, se toda essa modernidade sumisse
de nossas vidas? Voltaríamos a nos acostumar com a simplicidade de um cotidiano,
com menos coisas a nos perturbar? O certo é que não poderíamos sobreviver sem
tecnologia na cidade grande, onde ela auxilia em tudo, e teria surgido da
necessidade de acomodar uma população crescente o mais confortável possível?
Quanto ás relações pais e filhos
moços e idosos, ao contrário do que publicou uma jovem senhora, uma jornalista, publicou na rede social, que ela gosta dos idosos frágeis, dóceis, humildes, mas que se tornaram petulantes, o caso da idosa que deixou o carrinho do supermercado na passagem, e ainda um idoso que no mesmo dia, a chamou de
garota e mandou sair da frente no estacionamento, coisa atípica, a
meu ver. O preconceito contra idosos, como qualquer outro, é repulsivo. Mas o
que sinto é uma moçada alegre e amigável, pelo menos uma boa parte, que tem o
cuidado e respeito pelos idosos, diferente da geração anterior em constante conflito,
nesse sentido um mundo melhor, mais justo. Vejo luz no fim do túnel, a
sociedade entrar numa boa fase, pelo menos no que diz respeito às relações
pais e filhos, moços e idosos, e já é um grande passo para um futuro mais feliz.
As pessoas hoje a se relacionarem de forma mais respeitosa, amorosa, na família
e com os demais membros da sociedade, com suas diferenças. A paz, o entendimento, impossível viver sem. Triste são os eternos conflitos entre nações, o caso entre palestinos, diga-se, o
Hamas, e israelenses, que vivem num purgatório de rivalidades e desentendimentos.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
EDUCAR PARA A VIDA
Como avisei em data anterior, estou de férias. Mas li
a postagem de uma internauta em fúria no Facebook contra um casal de idosos que
ela chamou de velhos petulantes, mais isso e mais aquilo, por terem se recusado
de tirar o carrinho de compras que estava em frente ao seu carro no
supermercado. Revoltada, ela falou do costume dos velhos xingarem os moços de vagabundos
e irresponsáveis. Comigo aconteceu também de ter experimentado a fúria de uma
jovem senhora, e nem éramos tão velhos. Meu marido tinha acabado de fazer 70 anos e eu um um pouco menos, ele conduzia nosso Renaux, e íamos entrar no estacionamento externo do
prédio recém-construído onde morava minha filha casada. Havia dificuldade de acesso,
hora do almoço, o trânsito daquele jeito numa via movimentada, tivemos
cautela para entrar. Essa pessoa apitava trás de nós, e ainda caiu de
impropérios, que devíamos ficar em casa e não atrapalhar quem trabalhava. O que
me chama atenção em ambos os casos, o do Face e esse último, é que se tratam de
mães que tinham ao lado os filhos, penso então no sentimento de poder, ao mesmo
tempo insegurança que elas sentem. A grande expectativa das mães para com seus
filhos, que podem frustrar suas ambições, principalmente nos tempos atuais, difícil
de educar e fazer com que os filhos e a própria pessoa tenha sucesso, nesse mundo
atual tão competitivo. Além do mais, aumentou o número de velhos, que passou a
merecer cuidados especiais, com lugar reservado para idosos nos estacionamentos
e nas filas, além das aposentadorias que melhoram bastante, fazendo com que os idosos
possam viver mais e melhor. Esquecem essas jovens mães que elas também
envelhecerão, e certamente não vão querer ficar em casa fazendo croché,
principalmente as mulheres modernas acostumadas a deliberar e não ceder seus
direitos a ninguém.
Antes de tudo levemos em consideração
que o fracasso e o sucesso são coisas passageiras. A felicidade e infelicidade
também. Todos os pais querem ver os filhos se darem bem na vida, ter um
acarreia promissora, em suma, tenham sucesso e sejam felizes. Para começo de conversa, é importante não se
preocupar demais com isso, não se inquietar. Façam os pais a sua parte que é
dar boa educação e segurança afetiva, o suficiente para os filhos terem
recursos necessários para que se sintam confiantes e tenham determinação no
agir. Pessoas felizes, sérias, realizadas, que respeitam os direitos dos
outros, para que se sintam em segurança e bem realizados, em que se inclui o
respeito aos mais velhos. Afetividade, por exemplo, não significa cobrir os
filhos de elogios quanto à inteligência e talento da criança, ou do jovem, dizer
que são gênios para elevar sua autoestima, o que pode reverter no contrário. Em
vez disso, falar o quanto eles devem se esforçar para obter bons resultados,
sem se preocupar com os outro, o sucesso que pode ser frustrante, mesmo que se alcance
o intento por puro capricho, pois há tanta gente insatisfeita com o trabalho,
com a família, com a vida. Insatisfação que pode ser revertida com mais empenho
no que se faz, desde as escolhas.
Passar a
acreditar que já ganharam de antemão, pode enfraquecer a vontade, deixando de
fortalecer o caráter. Medo do fracasso, da frustação e da dor é experimentar de
antemão o que lhe reserva a vida, ou não. Se dar mal em algum momento vai
acontecer com todos, ensinar, pois, a superar as adversidades. Aprender os mais
moços como superar suas fraquezas, o respeito aos outros, e a terem paciência,
sem se deixarem humilhar, nem se submeterem a dores evitáveis. Como disse
Shopenhauer a felicidade é ausência de dor, mas ter paciência, o tanto que lhe facilite
a vida. Facilitar os pais a vida dos filhos tem limites, assim como nunca dificultar
sua evolução, o calvário que é ter pais cruéis, ou bondosos demais, de quem às
vezes os jovens têm necessidade de se afastar para preservar a própria
identidade como pessoa dona de si, com direitos e deveres. Quantos deixam de desenvolver
suas potencialidades, ou não cuidam de preservar a genialidade do açoite do
orgulho, consequentemente tornando-se vítima da inveja. Educar inclusive para a
felicidade que requer educação, esforço pessoal. Sempre o esforço e a paciência,
para aceitar as dores que evitam sofrimentos maiores e se possa gozar as
delícias de crescer e amadurecer para a vida. A dor existe, sem que a
busquemos, na doença na velhice, que um dia chegam, e não nos preguem uma peça.
A felicidade suprema não existe. Resguardar-se de maiores frustrações, ao conhecer
as qualidades para fortalecê-las, e lutar para
superar os defeitos. Desconhecer quem somos e o que queremos ser, de
verdade, é estar iludido sobre si mesmos, o que se torna um peso difícil de
carregar.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
O FACEBOOK
As postagens eram de assustar quando iniciei na rede de
relacionamento Facebook. Duras e ferinas, estavam ali para incomodar uma
cambada de desocupados debruçada no computador, sem ter coisa melhor a fazer, e
devia se preocupar mais com a realidade. As redes sociais ficariam mais séria
se incomodassem, o que pode descambar para a agressão pura e simples, numa
contaminação, coisa passageira. Quase me fez desistir de participar. Cheguei a pensar
que os amigos me haviam pegado para Cristo, qualquer deslize seria fatal, por
exemplo, a falta de alguma curtida, alguma postagem mal interpretada, além do
que se devia manter o silêncio sobre a religião, isso com a imagem de uma jovem
com o dedo nos lábios, assustador aquilo. O melhor era eu não me preocupar com isso, que os outros fariam o
mesmo, pensei para dar a volta por cima. Não só adotei o Facebook, como meio de entretenimento e de informação, como criei o Blog Novo Espaço Maria. Lembro do meu tempo de jardim de infância, quando um dia eu cheguei em casa
com as coleguinhas e disse: ”Entrem crianças!” Os familiares acharam a maior
graça, e fiquei sem entender nada, que eu era também uma criança. Ver hoje as
pessoas curtindo o meu Blog tem o sabor daqueles tempos, de acolhê-las em minha
casa.
Houve evolução,
e já se pode ter no Face boa informação, através dos excertos da CBN, da revista
Superinteressante, do TIME, CBN, Papa Francisco, Nos Passos de Maria, Companhia
Dos Livros, Prefeitura de S. Luís, Fox News, da Folha de S. Paulo, O Globo, e
muito mais. Grande meio de informação a internet, e no Face temos que
selecionar o que presta e descartar o que não presta, e ir em frente, que a
vida é cheia de desafios, e temos de conviver com tudo, até mesmo para melhorar
o que pode ser melhorado. Muita gente boa participa das redes sociais, sim. Mesmo
que a curiosidade seja o que mais motiva as pessoas, e continuará assim, com
inutilidades vindas de todos os cantos do mundo. Precisa paciência e boa vontade
com tudo que existe e temos que aturar, queiramos ou não, o que não é o caso do
Face, que podemos descartar a qualquer tempo. Tiro férias, vou viajar pela
Europa, inclusive a Alemanha dos Campeões. Quando retornar, o Brasil estará em
plena campanha para presidente, que pretendo acompanhar com atenção.
My Sweet Lord - Tributo a George Harrison - Excelente qualidade.
RECORDAR É VIVER - OBRIGADA MARIO ZAGOTA
terça-feira, 15 de julho de 2014
O QUE É ELITE PARA OS BRASILEIROS?
Sempre que passamos pela Biblioteca Demonstrativa de
Brasília, meu marido, o acadêmico Murilo Moreira Veras, lembra da dedicada presidente
da instituição por muitos anos, Maria da Conceição Moreira Salles, falecida em 2012. A BDB foi criada para
ser modelo para as demais bibliotecas do país, mas que há algum tempo encontra-se abandonada, o que nos faz questionar o quanto as pessoas perdem com a falta deste local tão importante
de estudo e leitura, também de encontros literários, palestras e tudo o mais
que se refere aos livros, ao saber. E diante da pergunta que ouvi por ocasião
da Copa, sobre o que é elite para os brasileiros, fiquei na dúvida. Mas minha
resposta vem na ponta da língua, elite é ter educação, cultura, trabalho digno,
tudo o que beneficia a pessoa em sua vida. Poetas, escritores, filósofos, através
das palavras, são uma elite, que produz refinamentos para a formação dessa
mesma elite.
Sobre o Mundial
de Futebol que aconteceu no Brasil neste mês de julho de 2014, foi um sucesso,
onde se destacaram as Seleções das várias partes do mundo, com um belo futebol.
Para cá acorrendo multidões de estrangeiros, principalmente nossos hermanos argentinos. A seleção alemã saiu
vencedora. Merecidamente, porque foi a melhor em campo, entusiasmando todos os
presentes e os bilhões de espectadores pelo mundo afora, que assistiram os
jogos pela televisão. A melhor equipe fora dos campos também a alemã, pela
educação. A chanceler Ângela Merkel esteve presente para incentivar os jogadores da
Alemanha, um país onde a educação é levada a sério, assim como a saúde e o
emprego, o que garante conforto necessário para que as pessoas vivam bem,
tenham dignidade. No Brasil foram gastos bilhões de reais na
construção do Estádio Mané Garrincha, que vai se tornar um elefante branco após
os jogos, enquanto a reforma da Biblioteca de que falei acima, não sai do papel, não há
verba. Nos hospitais é a mesma tragédia. Donde se conclui que a surra de 7x1
dada pela Alemanha na seleção brasileira foi merecida, também por esse fato, o
desprezo para com a educação no nosso país.
DEPOIS DA COPA
REZEMOS PELA PAZ NA SÍRIA!
RECORDAR É VIVER!
QUE ASSIM SEJA!
AMÉM! AMÉM!
PENSAR NO FUTURO, ESTUDAR!

A MAIS BELA IMAGEM DA COPA!
TER FÉ!
REFLETINDO SOBRE O QUE PASSOU!
TER MAIS FÉ!
RIR É O MELHOR REMÉDIO!
AGUARDAR A OLIMPÍADA DE 2016!
PARABÉNS PARA A IGREJA ANGLICANA PELA ORDENAÇÃO DE MULHERES!
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