sábado, 4 de novembro de 2023
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
quarta-feira, 1 de novembro de 2023
FICÇÃO
ENCONTRO DE NOVEMBRO
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| S. LUÍS - MA |
O primeiro programa de Maria para
o início de novembro é o encontro no café Mimo com as amigas. Ainda que a turma
não esteja completa, apenas uma faltou. Olga está de volta após uma viagem a
Fátima, em Portugal, para pagar uma promessa, é dessas pessoas que ainda fazem e
pagam promessas, o que espanta as demais. É servido o lanche, conforme
reivindicado por cada uma, que têm seus gostos, ou impedimentos por questões de
saúde. Algum tempo depois, as xicaras já vazias, Marta, a escolhida para trazer um assunto para a pauta daquele encontro, inicia a conversa sobre o Feminismo:
— Início do século XX, as mulheres reivindicam direitos, a começar pelo sufrágio, quando então G. K. Chesterton declare: “Eu daria ás mulheres, não mais direitos, mas mais privilégios”, e em seu livro “O Que há de errado com o mundo” acrescenta: “Ao invés de mandá-las buscar a liberdade notória nos bancos e fábricas, eu lhes projetaria especialmente uma casa em que pudesse ser livre.” O medo das mulheres entrarem na política sendo apenas “grande amadora”. O filósofo da ortodoxia católica estaria absolutamente certo?
Maria tem uma resposta:
— Nada de privilégios, e seja levada
em consideração a realidade, que homem e mulher têm necessidades e direitos que
lhes são próprios, além do que comungam, como o direito universal de se
profissionalizarem para obterem independência financeira. O mundo lá fora,
reino selvagem dos negócios, e paterno, seria impróprio para a mãe, dona da
consciência civilizada e religiosa da família, o que pensa filósofo católico, e que
a mulher só fica segura e feliz dentro de casa, ou seja, na dependência. Nascidas
para princesas, casando-se com algum príncipe encantado. Ou encontrar um
provedor qualquer. Quando elas têm direito de ter sua própria vida em liberdade,
para ir em busca de um lugar ao sol.
Laís, a feminista da turma, fala a
seguir:
— Nós feministas, há décadas lutamos com
unhas e dentes contra coisas que paralisam e falseiam a vida das mulheres. Antes
havia a ideia de ser perigoso o voto feminino, com a possibilidade delas
ganharem o homem e perderem o jogo, inclusive, em casa. Há ainda o equívoco quanto à
feminilidade que entraria em declínio, com o enfraquecimento do homem, até
então o poder supremo, com a submissão das mulheres, como foram suas mães. A
questão agora é não estar a mulher sujeita à imposição masculina, pela simples
razão de ser um lado que fala grosso.
Olga entra no debate:
— As mulheres em sua natural parcimônia
e seu escrúpulo, do que as feministas exigem renúncia, para que elas possam melhor
quebrar o rolo em cima do homem, um ser por natureza opressor. Pobrezinha da
mamãe!...Temos que nos vingar, prega o feminismo radical.
Maria acrescenta:
— Acabe
a tirania que está em cada um, e em toda parte, o que requer tempo e boa
vontade. O certo é que as mulheres são grandes negociadoras, sempre o foram. E
trabalhadoras, nem se calcula o quanto são boas em seus ofícios. Mas que não
percam as mulheres o senso de realidade. Restaure-se o amor, a esperança, a fé,
dons femininos por excelência.
Conclui Marta:
—Não
há mágica, só com a educação pode o mundo resolver de vez esse drama causado
pela modernidade, do trabalho feminino, ao lado do masculino fora de casa, ao
qual ela não estaria vocacionada. Certo que com apoio mútuo e o devido respeito
acertam-se as coisas entre homem e mulher, como deve ser.
Despedem-se
as amigas numa tarde de primavera, muito quente para o mês de novembro. Os shoppings já
engalanados para o Natal, ainda distante, mas não para as pessoas que têm
pressa em ver a vida sorrir com o nascimento do Filho de Maria. Há esperança de paz, mesmo
com as guerras, que matam e ferem, não só os envolvidos na contenda, mas todo o mundo
civilizado. Oremos!
terça-feira, 31 de outubro de 2023
segunda-feira, 30 de outubro de 2023
SELVA E SALVAÇÃO
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| ANTIGO LICEU MARANHENSE |
Extraordinária
biologia do animal racional chamado homem, que evoluiu de selvagem para um ser mental
e espiritualmente civilizado e cristão. Ao deixar de ser nômade torna-se assentado
nas cidades que se formam, aumenta em número de pessoas e é recenseado com a
família. Há o exemplo da Sagrada Família, semente da civilização ocidental. G. K.
Chesterton no seu livro “O Que Há De
Errado Com O Mundo” rechaça a ambição do homem por uma total liberdade, quando
então as pessoas deixam de se apoiar, de serem justas, ou boas umas para com as
outras. O filósofo católico a lastimar perda da“ instituição chamada ‘casa’’, ou ‘lar privado‘, concha e órgão da família”.
O
antigo lar mudou sua rotina, na atualidade a família é vista diuturnamente diante
da TV e dos computadores. Os aparelhos modernos instalados em todos os cômodos
da casa. A selvageria levada de fora para dentro das casas. Temida de início, a
internet, torna-se veículo a conduzir
o mundo como jamais foi imaginado. E assim como o homem, a mulher torna-se livre
para trabalhar fora, beber nos bares, também arrumarem parceiros sexuais. Uma “aventura selvática”.
A
nova casa não mais o “lar, doce lar” de tempos atrás, quando na verdade já funcionava
como fábrica, onde as mulheres ocupavam-se nos seus ofícios domésticos, inclusive, produzindo renda.
Na atualidade, dedicam-se ao trabalho também em casa, nos computadores. Domésticas,
mas de forma diferente, pois elas deixaram de simplesmente pedalar a máquina de
costura, ou assar doces e bolos no forno, mesmo que ainda o façam, e ganhem bom
dinheiro com esses ofícios.
O mal
que há na racionalidade que falseia a própria natureza humana. E hoje em dia a
selva do socialismo, que permeia o mundo e vai contra o ideal humano e
civilizado de pertencimento, essencial para a formação da família, para a vida
social, para o mundo livre, como deve ser de verdade. A frustrante ideia de coletividade
saída da cabeça daqueles que se imaginam donos da verdade. A desumana rejeição
da livre iniciativa, igual ao casamento coletivo de uma única mulher com vários
homens, em um compartilhamento abusivo. Sabe-se lá por quais conveniências, e
já há casos de uniões assim. Verdade que sempre houve casamento de
conveniência, mas não desse tipo.
Tempo de selva e
salvação.

