sábado, 11 de outubro de 2014





                                  CORAGEM, BRASIL






                   O interesse em seguir os bons exemplos não mais existe, grande parte da juventude aflita por aparecer, fora de foco, que não mais valoriza as pessoas que cresceram e prosperaram, o caso de seus pais e avós, que tiveram coragem para superar adversidades e enfrentar os desafios da vida. No mundo imediatista em que vivemos os estímulos são outros, perigosos, desagregadores. O futuro que se descortina à frente do jovem, onde as coisas boas só vão acontecer, em particular, para aqueles que têm paciência e determinação em suas vidas, sem ilusões. Acima de tudo há a realidade, e certo seria o jovem lutar por ser parte importante de uma sociedade promissora, membro de uma família feliz. O trabalho que deve ser a favor da vida humana, e do planeta como um todo a ser preservado. A vida na indiferença torna-se difícil, mais penosa ainda para aqueles que optam por destruir, em vez de construir, reformar. A coragem que devem ter os jovens para tornar o mundo em que vivem melhor para eles e as gerações futuras.
                  
                  Mas o assunto principal aqui é mais uma vez a eleição. Findo o primeiro turno, ficaram os dois candidatos mais votados: Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Surpreendente a ascensão de Marina Silva, mais ainda sua honrosa derrota. A ex-candidata que ainda pode ter grande influência no resultado da eleição de 2014. Assim, já que temos de escolher entre o tucano e a petista quem vai governar o país nos próximos quatro anos, a pergunta que não quer calar é qual o melhor, ou o “menos ruim”, com o se diz? Tempos atrás Dilma fez história, assim como Marina, duas jovens mulheres, engajadas, corajosas, que lutaram por mudanças sociais, mas de modos diferentes. A primeira, pertencente à classe média alta pegou em arma ao lado de guerrilheiros; a outra muito pobre participou de movimentos sociais pela melhoria de vida dos trabalhadores rurais e em defesa do meio ambiente, bandeiras com as quais se elegeu senadora e foi ministra.
               
              Estamos vivendo uma eleição muito disputada, também de muita discórdia, calúnia, difamação, pois o que não falta hoje em dia são meios para disseminar a discórdia. Apesar de tudo, deve ser festejada a ida às urnas, o quanto representa as eleições para a democracia. No presente momento, já no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff vê sua reeleição ameaçada por Aécio Neves, herdeiro político de Tancredo Neves, mestre em fazer conciliações que, inclusive, participou do movimento de redemocratização, pós ditadura militar. Como o avô, o neto, seria a pessoa indicada para, no mínimo, colocar para fora uma quase ditadura petista, que almeja se perpetuar no poder. Resta salvar os ideais democráticos que estão sendo ameaçados por mentes e mãos viciadas.
               
             Umas palavrinhas mais sobre a ignorância dos que dizem que “estado laico” significa ser proibida qualquer manifestação de crença ou religião no país. Enquanto isso os muçulmanos recrudescem na sua fé, e com a violência tantas vezes já demonstrada querem se impor ao mundo civilizado e cristão, os tais terroristas. Entre nós há os que pregam o ateísmo e o anarquismo, como fazem atualmente certos grupos, pode ser o nosso fim como civilização. No século XIX os anarquistas decretaram morte às cabeças coroadas e, já no século XX, acabaram por provocar a Grande Guerra, consequência da morte do herdeiro do Império austríaco, assassinado por um fanático pertencente a um tal grupo. Atualmente, há os que se exibem como anarquistas, ou violentos ativistas, os tais Black Blocs, que agem como se estivessem no palco, artistas trapalhões, mesmo assim perigosos, querendo destruir o que veem pela frente, um inferno, onde pensam queimar os problemas do país. Com o quebra-quebra e o fogaréu, esses revoltados e odientos, que não têm nada a perder, pensam queimar e destruir a ambição dos poderosos e o descaso do governo. Mas, com os bens materiais, queimam também nossa educação, cultura, progresso.

          
             Que a vitória nas urnas em 26 de outubro próximo seja daquela pessoa que vá atender a população de forma justa, progressista. Os pobres bem assistidos, principalmente para ascender na escala social, com educação e saúde necessárias. Também sejam atendidos os anseios da classe média e média alta que esteve nas ruas em 2013, protestando pacificamente. Ninguém esquece, muito menos deve ser esquecida a missão para a qual o presidente vai ser eleito, como já aconteceu com os deputados e governadores. 
                 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Nem tudo é fácil - Cecília Meireles.wmv



                       VIENA, FRANÇA E BRASÍLIA
          





          Iniciamos por Viena um passeio ao Velho Mundo: meu marido, eu, nosso filho e esposa. Quatro viageiros tomados pelo afã em ver de perto todos aqueles palácios, hoje museus; percorrer de ponta a ponta os belos jardins vienenses, que se perpetuam no tempo; andar por ruas tão bem arrumadas apesar da idade. E saber que desse cenário esplendoroso os Habsburgos comandaram por longo tempo toda a Europa é de causar espanto, no mínimo. Guerras não faltaram, duas grandes guerras, na história recente da humanidade, e não há prova melhor da fé e resistência do povo austríaco que a bela Catedral de Viena, salva dos bombardeios, quando tudo a sua volta desmoronou, a fé que sobrevive à destruição do próprio homem, que ergue civilizações, mas também não mede esforços para destruir o que cria de bom e de belo. Nem tudo, felizmente, e pudemos admirar a estátua em homenagem a Mozart, nesse berço dos mais extraordinários músicos de que se tem notícia que é a Áustria. Sem esquecer que ao pé do gênio da música clássica um porta voz da música baiana, como o argentino se dizia ser, tocou para nós seu tamborim, o que vinha fazendo pela Europa. Tais apresentações proibidas nas ruas de Viena, queixou-se o artista ambulante. Por fim, quão emocionante a visita que fizemos aos aposentos da bela rainha Isabel, conhecida mundialmente como Sissi, que todos pensam ter ela apenas conhecido o lado bom da vida, e saber, sim, da sua extrema vaidade, também do seu sofrimento, até ser morta por um fanático anarquista, que queria acabar a punhaladas com a nobreza existente no mundo, e não se intimidou diante de tanta encanto e beleza.    
       

          Seguimos para Munique de carro, desejo do nosso filho dirigir pelas estradas europeias. Uma parada em Salzburg, imperdível de se ver, e constatar o que acontece no interior das cidades europeias interessa tanto quanto o seu exterior, e que se saiba de antemão sobre os espetáculos e eventos, entre os quais o famoso festival de Salzburg, em setembro, ao qual Ângela Merckel sempre comparece ao lado do marido. E não haveríamos de chegar na capital cultural da Alemanha sem antes nos perder na estrada, o GPS que deixou de funcionar. Mas ao chegarmos eu pude dizer logo na entrada: “É a cara da riqueza!” O tempo logo ficou nublado e algo estranho pairou no ar, talvez a lembrança do passado nazista, que ainda faz sombra àqueles prédios do centro antigo, com uma praça em homenagem aos mortos no holocausto. Notório, todavia, o bem estar e progresso do povo alemão, a começar pelos táxis tão bem equipados, que promovem segurança e conforta a passageiros e motoristas, e como eles são honestos. Já os franceses!... Em viagem anterior, havia conhecido a encantadora cidade alemã de Heidelberg, especialmente famosa pela secular universidade, onde a filosofia reina soberana, e no século XX contou com a inteligência de Anna Arendt e Heidegger. Pretendia revê-la, mas ficou para outra vez
      

          Apenas dois dias na impecável cidade de Barcelona, capital da comunidade autônoma da Catalunha, local dos Jogos Olímpicos de 1992, e constatar as transformações que aconteceram na cidade para o evento tornando-a referência de modernidade urbana. Ocorreu-me então o pensamento que se eu fosse bem mais nova ia querer participar ali de algum intercâmbio cultural. Mas dizem que sempre é tempo...De Barcelona a Madri menos de três horas de viagem, nem sentimos o tempo passar no confortável trem-bala, transporte que seria ideal para a travessia entre Rio e S. Paulo, promessa da presidente Dilma Rousseff, que ela pode ou não concretizar, ameaçada que está de perder a reeleição para  Marina Silva, ou mesmo Aécio Neves, numa possível reviravolta... Em Madri parecia nossa  primeira vez, agora apreciando a cidade do sightseeing tour, com guia eletrônico na língua de cada turista, facilidade e luxo que não contamos anteriormente e faz as delícias dos que visitam a Europa, multidões vindas do mundo tudo. Quarenta anos depois, rever a bela capital da Espanha foi de uma felicidade indescritível, principalmente por estarmos, meu marido e eu, vivos e com saúde. No museu do Prado lembranças ainda vivas, apenas algumas mudanças que acontecem com o passar dos anos, lógico, mas lá estavam os mesmos e eternos Velasquez, Murillo, e tantos outros expoentes da pintura mundial.
       
         Inacreditável Toledo, onde passamos apenas um dia, cidade que no passado foi considerada glória da Espanha e capital da civilização, imortalizada por Cervantes, também o local que El Greco escolheu para viver no final da vida e tema de muitas de suas pinturas. Na época importante centro cultural, conhecido por sua tolerância religiosa onde coexistiam na santa paz comunidades de judeus e mulçumanos. Localizada no topo da montanha, Toledo é cercado de ruelas íngreme, onde artesãos se dedicam ainda hoje a seu ofício, e compramos um Quixote esculpido em madeira para enfeitar a estante do escritório, também uma pulseira com detalhes em ouro, por pouco mais de cem euros. Tudo uma carestia para nosso real, e o turista tem que evitar despesas supérfluas, o quanto possível, sem deixar de satisfazer certos caprichos, a oportunidade pode ser única. Avistamos de longe a cidade nova que cresceu do outro lado do rio Tejo.      
      

          Enfim Paris, e uma frase que escutei na infância nunca saiu da memória, o tanto que me impressionou: “Paris é bela, meretriz devassa, que estrebucha e dança sobre a latina raça. Alemanha burguesa honesta!” Comparação entre França e Alemanha feita em plena Segunda Guerra, causa perplexidade a forma como foi feita, quando sabemos hoje das atrocidades nazistas, antes ignoradas. A antiga fantasia teutônica, a falsa glória, tão ambicionada, e que não mais existe, na moderna Alemanha que adota a democráticas liberdade e justiça, e muito trabalho, que o anglo-saxão não pensam mais em dominar ninguém, além de si mesmo. A latinidade é que sofre problemas financeiros, fácil de resolver quando há paz. Assim é que Paris nos encantou num belo fim de verão e começo de primavera, o sol a brilhar sobre aquilo tudo, os prédios em impressionante unidade de estilo e beleza. E sentir o esplendor do Rei Sol Luís XIV, que ainda brilha por lá, mesmo que os franceses nesse século XXI sofram com sua economia, assim como os espanhóis, os portugueses e quase toda a Europa do euro, pedindo reformas econômicas. Na década de setenta houve mudanças pós-ditaduras de direita, oportunidade que tiveram os socialistas de assumir o poder, e o tanto que decepcionaram. Com moderna União Europeia foi adotado o liberalismo econômico, quando aconteceu o espetacular progresso dos países pertencente ao bloco, atualmente em crise. Por ironia do destino, a maior fonte de renda passou a ser o turismo, ao qual os europeus concedem regalias, antes impossível, por exemplo, uma turista ser medicada por um solícito atendente de plantão na farmácia, o meu caso, coisa proibitiva no passado...
     

          A grande novidade para nós foi a bela pirâmide de cristal que serve de antessala para o Louvre, tendo eu escolhido por acaso iniciar a visita ao museu pela ala em que estavam dois quadros de Vermeer: “A Rendilheira” e “O Geógrafo”. Pintor das minhas pesquisas, e seus quadros tão pequenos em tamanho, mas contendo extraordinária arte. Os quadros disponíveis para serem fotografados pelos visitantes devido à moderna proteção. A Mona Lisa de Leonardo Da Vince em uma sala imensa repleta de curiosos, é um espetáculo à parte. Alta temporada, e gente de todos as raças, de todos os cantos do planeta estavam de férias em Paris. Nos Champs Èlysées as mulheres asiáticas em seus trajes de luxo, ou cobertas pela burca passeiam e compram, compram, inclusive roupas íntimas, fascinadas pelo luxo ocidental, o que dizem delas. A cultura é para todos, indiscriminadamente, e na pequena igreja San Julian Le Pauvre, ao lado da rica Nôtre Dame, assistimos um concerto de piano, mas no auge da performance do pianista, inesperadamente, um casal atravessa sem cerimônia o recinto, passa em frente ao artista interrompendo sua apresentação. É o caso de ter cuidado sobre o lugar onde se pisa, ou melhor, informar-se antes de adentrar  um recinto!... Em Saint Michell os turistas matam a fome de cultura, e a fome propriamente dita, nos muitos restaurantes existentes, ou compram panquecas nos puxadinhos para degustarem andando de um lado para outro, sem perder tempo e mais barato. Paris é tudo isso e muito, muito mais.
       
          Apenas dezoito dias na Europa, e estávamos de volta ao nosso Brasil. Chegar em casa é uma boa sensação, melhor ainda ao sentir que nossa bagagem está bem maior do que ao partirmos, e não devido a produtos de consumo. Trata-se de cultura. E já começamos a pensar em novos roteiros. Estados Unidos, ou Inglaterra e Bélgica? Quem sabe os dois? É nos dispormos a viajar, que o tempo urge.

  

terça-feira, 16 de setembro de 2014





                                                      RESSURREIÇÃO

       



         Boiando sobre as águas, um pássaro parece morto, o que chama a atenção de famintos predadores na borda da piscina a espreitarem a presa, prontos para dar o bote, têm necessidade de saciar a fome, e querem fazê-lo à custa do pequeno corpo inerte, onde pulsa ainda tênue vida. O homem que vê a cena sente grande compaixão, está diante da representação da vida em estado bruto, quando o mais forte se nutre do mais fraco. O que fazer? Deixar que a natureza felina siga seu curso, sem fazer nada? Sou humano, tenho sentimentos, pensou o homem. É meu dever resgatar aquele ser exposto à impiedade, abandonado em local impróprio, que vai servir de pasto para os animais que o querem devorar.
       
       A decisão é pelo resgate, e o pássaro que parecia sem vida é então piedosamente envolto em panos e colocado numa caixa. Quando chegam para a festa na mansão do homem piedoso, os visitantes vão assistir  um milagre acontecer, o pequeno ser desperta de seu estado de quase morte, abre as asas e voa livre para longe, para uma nova vida. A doutrina cristã representa o sentimento religioso através de um pássaro, precisamente uma pomba, a pomba da paz. E o sentimento de compaixão do homem, que fez renascer o pássaro nessa história, não representaria muito bem o renascer da consciência humana, religiosa, cristã, também, ecológica? A salvação do mundo? 
       
      Atentem para o fato que o ser humano tornou-se um grande predador, de irracionalidade superlativa, sua mente racional capaz de arquitetar tanto o bem quanto o mal. Morto pela sanha dos fariseus, Jesus foi piedosamente envolto em panos para ser sepultado, após o que se deu a Ressurreição. O mundo devastado por guerras, e recentemente começou em grande escala a perseguição, tortura e morte de cristãos pelos extremistas do Estado Islâmico, como já vinha acontecendo aqui e ali! É necessário com urgência reagirmos a tal calamidade, sejamos nós cristãos ou não, é questão de preservação do próprio espírito humano de amor, liberdade e justiça.  


PS: interpretação de um fato verídico que recebi pela internet, de um pássaro que foi salvo da morte e teria ressuscitado.


domingo, 14 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014




                                          Eleição 2014
         
        


                                      MARINA SILVA
         
       
      Início de campanha para a Presidência da República e o candidato pelo PSB, Eduardo Campos, deslocava-se do Rio em direção a Guarujá no jatinho Cessna 560 XL, que não pôde aterrissar devido ao mau tempo, foi arremetido, para logo a seguir perder altura e embicar contra o solo, esfacelando-se e matando os sete tripulantes. Parece que houve falha humana, mas nada ficou registrado nas caixas pretas, ignoradas até hoje as causas do acidente que matou e neto de Miguel Arraes e fez mudar o quadro sucessório. Expoente na política pernambucana, Arraes foi destituído do cargo de governador e exilado após a ascensão do regime militar em 1964, só retornando ao país com a anistia, e reeleito por mais duas vezes, falecendo antes de realizar o sonho de ser presidente, destino que tristemente se repete na mesma data, 13 de agosto. Fala-se em neocoronelismo urbano em Pernambuco e em outros estados brasileiros, a par dos revoltosos de plantão, herdeiros dos antigos cangaceiros e guerrilheiros, os atuais ativistas contra o status quo, conquanto haja diferença entre o cenário político e cultural de ontem e de hoje.
         
           Com o acidente no literal paulista, a vice Marina Silva tornou-se cabeça de chapa, uma veterana à corrida presidencial, com vinte milhões de votos na última eleição, tendo ocupado cadeiras na câmara e no senado, por último, ministra pelo PT, partido do qual se afastou. De crença evangélica, anteriormente adepta da fé católica, quando então participou dos movimentos sociais da igreja, Marina também atuou em defesa das causas ambientais ao lado de Chico Mendes. Sem condição de registrar a tempo sua Rede da Sustentabilidade no TSE, foi convidada pelo PSB para alavancar a candidatura de Eduardo Campos, que mesmo assim continuou no último lugar nas intenções de votos, com Dilma Rousseff do PT à frente, seguida por Aécio Neves do PSDB, situação que mudou. Em apenas duas semanas após o registro da candidatura Marina Silva empatou com Dilma Rousseff no primeiro turno e ganharia no segundo, de acordo as pesquisas de intenção de voto, situação que permanece inalterada, dando a entender até agora que o eleitor pensa em mudança política com a candidata do PSB. Teria ela realmente condições de fazer isso, inclusive, resolver nosso atraso crônico? O Brasil rico de terras e de gente, tem todavia um problema grave, a falta de maturidade política, até mesmo institucional, além de sofrer com o analfabetismo, principalmente o funcional. 
        
      Perspectivas boas abrem-se à frente: as democráticas, conquanto correntes radicais, anárquicas, arrastam aqueles que perderam a confiança e a esperança, isso desde algum tempo. Mas sabemos que tem gente como a Marina que acredita e batalha por melhores dias, também o que não falta são os políticos de más intenções. O Brasil necessitando crescer com urgência, mas que ainda tem de calçar os pés de muitos brasileiros, para que saiam do atoleiro. Uma nação bem calçada, com educação, saúde, trabalho, só desse modo pode ascender a nível ideal de desenvolvimento. Precisa antes de comando, para o que segue em sua campanha política. Três partidos vão à frente e outros tantos na rabeira, em mornos debates na TV e programas cheios de promessas, como sempre, e os eleitores sem conhecerem as verdadeiras intenções dos candidatos que escondem o jogo e tudo o mais. Só esquenta quando estoura um escândalo aqui, outro ali, o último da Petrobrás, empresa pública que se tornou uma mina de ouro para os ladrões nos últimos anos. A descrença é geral. Fala-se na radicalização democrática como meta de Marina Silva, que em sendo eleita provocaria o caos, coisa que não se sabe bem o que quer dizer, se isso existe, mas tem quem queira ver o circo pegar fogo. O certo é que a nova postulante à presidência pelo PSB vive um outro tempo, de menos radicalismo e mais valores, defendidos dentro do real espírito democrático. Dilma e o PT os brasileiros conhecem bem do que são capazes. Aécio dizem ter governado Minas Gerais do Rio, precisamente do Arpoador. 
       
      O Brasil carente de lideranças à altura da sua importância no senário mundial. Parece ser difícil para os políticos, quando no poder, cumprirem seu dever para com a nação. Falsos em suas promessas de campanha, perdem a compostura e costumam fazer leilão entre amigos dos bens públicos, como se fosse coisa privada. Voar sem observar bem as condições da viagem foi uma imprudência fatal, o caso do jatinho de aquisição suspeita, que trombou contra o solo, sem a vice que não embarcou na última hora, para tratar de assuntos de sua Rede. Os brasileiros quedaram compadecidos com a morte prematura de Eduardo Campos, de que herdaram um exemplo de vida e o lema para esta eleição: "Não desistam do Brasil". A parceria com Marina Silva não seria para sempre, só que a vice haveria de passar de coadjuvante à personagem principal, sua candidatura logo ganhando força no imaginário coletivo, como sendo ela a melhor opção para o Brasil, no presente momento. Concretizando-se tal perspectiva de vitória, o que se espera é que o monumento à decência que é Marina Silva, não decepcione, sabendo-se que ela é quem mais se afina à índole, à felicidade e aos ideais do povo brasileiro, rico de tradições, principalmente porque ela  carrega em sua bagagem a tradição de lutas. As mais decisivas lutas são as mediadoras, moderadas, compromissadas com o bem, com a paz. É importante não esquecer a miséria que grassa em certos rincões do país, como do planeta, e as ilusões extremistas, quando alguns pensam resolver os problemas das diferenças e do atraso com soluções mirabolantes, pela violência. Como disse Arnaldo Jabor, uma estética radical passou a seduzir muita gente, coisa que não diz respeito a mais nada, a não ser à sede de destruir, matar, afrontar o mundo civilizado, que tem suas mazelas, sim, mas que podem ser resolvidas da forma adequada à democracia.