quarta-feira, 29 de abril de 2026

 


 

 

 

                                             NOVO MODO DE VIVER?


AI QUE SAUDADE QUE EU TENHO!...


 

                Não é de hoje o convívio das famílias com cães e gatos dentro das casas,  além das galinhas no quintal para o abate, quando as casas eram maiores, e  grande o número dos habitantes: filhos, parentes e agregados. Os filhos, mesmo casados, continuavam morando com os pais, onde os netos nasciam, e também cresciam, nesse teto, que abrigava todos, numa união fraterna. E quase toda família tinha aquela tia solteira, por força das circunstâncias, com algum animal de estimação, alegria da criançada.

                O casal hoje prefere ter sua própria casa, além da opção de ter filhos, ou não, e quando não os tem optar, simplesmente, criar seus amados pets. Um novo modelo de família? Um novo modo de viver, em que os pets são os novos filhos? Um modo de vida na convivência com os pets  quase como filhos, mas que não os substituem, lógico. E gostar de criança não quer dizer pari-las, colocá-las no mundo de hoje, imprevisível, cheio de ciladas, que acaba por afetar as gerações, que nela se formam. Hoje o pets dando alguma animação à vida dos que estão nessa condição, de prisioneiros das telas, ou do sofá, as coisas ruins que só a TV é capaz de produzir livremente. Nas ruas dobram os perigos.

             Um novo modo de vida atual estar só em sua casa, apenas com a companhia de um pet, que lhe dê a ilusão de ter alguém para cuidar, com menor responsabilidade, emocional e financeira. Mesmo que os pets não substituam os filhos, assim como esses adoráveis bichinhos não substituem a companhia de outra pessoa, seja filho, ou marido, ou esposa. Os psicólogos a afirmarem ser por conta do risco da decepção, que as pessoas hoje desistem de casar, ou então o casal de ter filhos. Os animais mais fáceis de lidar, sendo previsíveis, fieis, e tudo o mais. Nos EUA já tem cidades com mais pets que crianças.

          O amor, inerente ao ser humano, supera tudo, o pai e a mãe com a tendência de amarem seus filhos, assim como os filhos amam seus pais, um amor incondicional. Também a tendência humana é ter o amor e a atenção de alguém para constituir uma família tradicional, mas à beira da extinção. “Antes só do que mal acompanhado”, diz o dito popular. Sós não por força das circunstâncias, e, sim, por capricho pessoal, e por haver atualamnte essa opção. Ter uma pessoa que seja boa companhia, alguém que lhe acrescente, senão buscam um pet. E viva os pets! Em especial, viva às crianças do nosso Brasil, e de todo o mundo!


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