terça-feira, 21 de abril de 2026

 


 

 

                                                       
                                      nossas  CRECHEs


 

As mães trabalhadoras desde sempre tiveram urgência em conseguir um local para colocar suas crianças, o que no passado era uma necessidade restrita às mães operárias, enquanto as mulheres da classe média ficavam em casa cuidando dos filhos, costume que há muito tempo perdeu o sentido. No livro “Contra o Estado”, há os debates de G.K. Chesterston com dois eminentes pensadores do século XX, ganhadores do Nobel, Bertrand Russell e Bernardo Shaw.  Dois debates de cunho político, social e cultural, onde podemos entender melhor sobre  os valores defendidos por lados opostos, fato que persiste até hoje, entre direita  esquerda. No Brasil, as famílias cristãs mais do que nunca aflitas para terem um lugar seguro, e que não se percam em ideologias, coisa recente, e não menos perigosa, que o comunismo ateu, que se findou, mas deixou rastro.

Início do século, o mundo acabara de sofrer um duro golpe em sua estrutura política e social após a primeira guerra mundial, e com a implantação do comunismo ateu na Rússia, com suas ideias, tidas como salvadoras da sociedade. O Ocidente, eminentemente cristão, com seus valores morais e universais. O esquerdista Russell segue na direção oposta de Chesterston, que não vê a salvação das crianças nas Creches, como as comunistas, criadas para mantê-las sob as rédeas do poder totalitário.  Daí a rejeição de Chesterston à ideia das  creches para as crianças, uma vez que estariam atreladas ao regime totalitário e ateu, com a família relegada ao segundo, ou último plano.

Nos  moldes soviéticos as crianças eram colocadas nas creche para serem educadas pelo Estado. No debate, Chesterston faz duras investidas contra a  creche, defendida por Russell, já que a ideia comunista era tirar as crianças do lar e de suas mães, que seriam incapazes de cuidar dos seus filhos, o que também defende Russell, um pensador da primeira leva de esquerdistas. Mundo que, não resta dúvida, tinha ainda muito a conquistar, e também a  muita coisa a jogar no lixo da história. Saber que a família é responsável, sim, por cultivar os valores necessários ao seu desenvolvimento pessoal, e permaneça a sociedade cristã ocidental. Pelo menos, para essa parte da humanidade, feliz por ter Deus.

Benditas as nossas creches que hoje pululam pelo nosso país, auxiliares das mães que trabalham fora, todas elas, pobres, ou não. As mulheres de classe média não apenas dedicadas a cuidar da casa e dos filhos. Elas saíram para trabalhar, foram em busca da independência financeira, como os homens, sendo bem sucedidas nessa nova empreitada. E as creches, com profissionais competentes, a maioria custeada pelo Estado democrático, sem que o mesmo ouse tirar o direito das mães educarem seus filhos. Fundamental em todos os tempos, a honra. “Honrar pai e mãe”, é o quarto Mandamento. A família como esteio da sociedade, em que os pais se sentem honrados por cuidar dos seus filhos. E filhos respeitam e honram seus pais

 


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