sábado, 12 de setembro de 2015
SALVAR, CORRIGIR, REFAZER, DELETAR
Se não podemos fazer com que as coisas sejam
sempre conforme desejamos, como planejamos, resta a esperança de que aconteça o
mínimo de coisas desagradáveis e o inesperado traga boas surpresas. Dizem que o
sofrimento ensina a viver, e que devemos evitar o fútil, a alegria, alegria. O
certo é que viver é uma arte, uma filosofia, uma ciência, tudo junto e
misturado, e nem pensar em se preocupar muito, o que só piora as coisas. Nascemos
dotados do que precisamos, basta acessar o comando da mente, e que haja boa
programação. O cérebro como um computador, onde teclas informam das possibilidades
de procedimento: salvar, corrigir, refazer, deletar, arquivar, que devem ser
usadas com sabedoria.
Não é questão de inventar a roda, a
imprensa, a penicilina, nem nada, que para isso trabalham de longas datas legião
de sábios. Mas manter a saúde física e financeira sob controle e a
espiritualidade em dia, evitando obsessões de qualquer espécie. Ter em mente o
bom combate, ou melhor, a boa negociação. Ficar atento às relações, no mínimo para
ser beneficiado com a paz, e evitar a guerra inútil, que só leva à perdas. Pouco
se ganha com a auto piedade, e tem pessoas com perfil de chorona, e não choram,
menos por pose e mais por falta de tempo e disposição para isso.
Não chorem,
pois, pelas mulheres, as mais antigas, que elas saíram vitoriosas nas lutas que
travaram. E louvemos as novas pela confiança em encarar a vida e seus problemas,
com coragem e determinação. Felicidade também é cumprir o dever. Ter o merecido
respeito na vitória e na derrota, que nunca são para sempre, mas etapas. Crescer
na grandeza das conquistas dos bens materiais e dos afetos.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
“A venerabilidade
do dever não tem nada a ver com o gozo da vida; ela tem sua lei peculiar, como
também seu foro peculiar, e, por mais que se quisesse verter ambas em uma mesma
vasilha para, misturados, oferece-los assim como medicamento à alma doente,
ambos imediatamente se separam por si e, se assim não procedem, o primeiro não
faz absolutamente efeito e, por mais que a vida física ganhasse com isso alguma
força, a vida moral desvanecer-se-ia irreparavelmente”.
Immanuel Kant (1724-1804)- Crítica da Razão
Prática (1788)
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
O DRAMA DOS SÍRIOS
Há
meses o mundo sente outra vez o drama universal dos
refugiados, o que a civilização europeia já conheceu com o terror nazista, e acontece agora com o terrorismo do Estado Islâmico. A Síria amaçada, quando então leva de famílias deixam tudo para trás em busca de refúgio longe da zona de guerra
e que se transformou a terra onde nasceram. Arriscam morrer na travessia por terra e no mar para
chegarem a um lugar seguro onde possam continuar suas vidas em paz. Alguns
ficam no meio do caminho, o caso do pequeno Alan Kurdi que, um dia, saiu de
casa com seu sapatinho novo, não para passear como deveria ser, mas para morrer juntamente com o pai, a mãe e um irmão, quando
o barco em que viajavam virou, e seu corpo foi jogado sobre a areia numa praia
da Turquia, ainda conservando nos pés o calçado com o qual pisaria o novo
chão abençoado.
Nada mais desolador do que a imagem do
garotinho de apenas três anos, semienterrado na areia, que correu mundo
deixando a todos perplexo com a gravidade do problema. E tem quem mostre sua covardia
numa hora dessas, o caso de uma cinegrafista húngara, que no meio da multidão de
refugiados, aqui e ali, dava rasteira aos que conseguiram desembarcar
sãos e salvos, e corriam em direção ao feliz destino. E quase todos nós em algum momento da vida
fomos refugiados, se não da guerra, mas em busca de futuro. Na Alemanha Ângela Merkel se propõe a receber o maior número de refugiados, afinal é a mais rica nação do continente, e que vê
sua população encolher. O papa Francisco ordenou que todas as paróquias e mosteiros também recebam os refugiados sírios.
O Brasil tem tradição de receber refugiadas de conflitos, e no passado recebeu leva de imigrantes italianos e japoneses para a lavoura, após os africanos, que aqui chegaram para trabalhar como escravos nas plantações de açúcar, café, algodão e demais produtos da terra cultivada, a quem o progresso da nossa pátria também deve muito. Quando os portugueses descobriram essa imensidão de terra, encontraram os índios, os primeiros habitantes, que atravessaram o estreito de Gibraltar, vindos da Ásia. Depois dos índios e dos brancos vieram os negros, dando origem à população brasileira, a nossa miscigenação.
O Brasil tem tradição de receber refugiadas de conflitos, e no passado recebeu leva de imigrantes italianos e japoneses para a lavoura, após os africanos, que aqui chegaram para trabalhar como escravos nas plantações de açúcar, café, algodão e demais produtos da terra cultivada, a quem o progresso da nossa pátria também deve muito. Quando os portugueses descobriram essa imensidão de terra, encontraram os índios, os primeiros habitantes, que atravessaram o estreito de Gibraltar, vindos da Ásia. Depois dos índios e dos brancos vieram os negros, dando origem à população brasileira, a nossa miscigenação.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
PRAÇA DA ALEGRIA


Vejam como está linda a Praça da
Alegria, depois de revitalizada pelo Pac. Há poucos meses escrevi neste meu
Blog sobre essa mesma praça em S. Luís, que
eu vi caindo aos pedaços e almejava que ela fosse um local onde os turistas, em
visita à capital maranhense, sentissem o encanto de uma cidade antiga, como a
nossa. Acabara de visitar Bruges na Bélgica, onde o turismo impulsiona a
economia local, onde há uma pequena praça,
ponto turístico, local que me fez lembrar e sentir saudade da minha
cidade natal. É uma raridade a cidade
belga, que teve seu tempo áureo, e estava praticamente abandonada antes do
turismo. Enquanto a brasileira, fundada por franceses no século XVII, nunca
deixou de ter vida e progresso, mas já teve um tempo áureo. Aliás, sobre essa
fundação, há controvérsias, seria esnobação, uma vez que ao tempo das
capitanias hereditárias já existia a localidade chamada Nazaré, fundada por
portugueses. Minha querida mãezinha, dona Daisy - uma
dessas mulheres raras, que acolhe, protege, ajuda, aconselha, realiza, constrói
- está às vésperas de completar 100 anos, e mora próxima à praça, na
Rua da Inveja, que por um tempo foi Belarmino de Matos. A inveja que pode
causar a longevidade, com tanta paz e tanto amor no coração. Mas ela só atrai
carinho e mais amor. Abençoada de Deus!
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