domingo, 14 de novembro de 2021

 


                                                  DEUS NOS ACUDA!

 



      Houve um tempo em que “ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore” era o que todo mundo sonhava realizar na vida. O sentido era de preservação da espécie, da inteligência e da natureza. O bom senso como água de uma nascente, pura e cristalina - água de beber. As fontes preservadas de contaminação. A vida não era fácil, mas havia confiança no futuro, pensado com otimismo, na medida certa. Aprendíamos o que era certo e errado, e ponto.

      Hoje a procriação foi parar nas clínicas de inseminação artificial, a educação não tem mais o merecido respeito, e o que se faz é deseducar as crianças, com tudo que grassa por aí. O nós, seres humano, em vez de conservar a riqueza natural desse lar primordial, que nos abriga, virou um predador do planeta. Não há dúvida que nossa atuação extrapolou o devido. Embora a vida moderna seja confortável, como um sofá na sala, e nós, passivos e impotentes diante da televisão, que nos dita modos de vida.

      O muito que se perde, ao deixar de lado o saber, ao destruir os bens naturais e culturais existentes. O saldo já está no negativo. Há urgência em repensarmos esse novo viver atual. Sonhos, que estão mais para pesadelos. A dita pós-modernidade e seu laicismo, propondo jogar no lixo o que existe de civilização. Para começar o que, caras pálidas? Gente sem noção, que se perde, se afoga, nesse mundo do “super” e do “mega”, ou dos excessos.

     No princípio era o caos, que teria ficado para trás, na ordem divina. Acontece que essa desordem atual, em vez de nos fazer retornar ao caos, nos remete ao nada.

       Deus nos acuda!


quarta-feira, 10 de novembro de 2021

 



                              QUE OS REMORSOS NÃO SEJAM MAIORES QUE AS ALEGRIAS

 

FINAL DA TARDE EM S. LUÍS - MA. 


            Há pessoas que olham para traz e sentem remorso por tudo que deviam ter feito e deixaram de fazer. As mulheres por não terem atendido a família em suas expectativas, principalmente quanto aos filhos, a quem acham que deviam ter dado mais atenção e carinho. Os filhos e demais pessoas ao seu redor tiveram que cuidar de si mesmos enquanto elas estavam na correria para dar conta dos compromissos fora de casa. O consolo é que tornaram os familiares mais auto suficientes e independentes. Interferir de menos, ou de mais na vida dos filhos pode não ser a melhor forma de agir de uma boa e corajosa mãe. Não calar quando deve falar, saber  escutar. Normal que as mães não tenham todas as respostas para dar aos filhos, e acreditar que muita coisa se resolve por si mesmo, e com o tempo. Conquanto seja  mais seguro uma mãe ter em mãos as rédeas da sua vida e da família. 

                Parece incrível, mas há mulheres temerosas quanto ao olhar inquiridor pousado sobre elas, que as façam se sentir inadequadas para a vida profissional, até mesmo para a função de mãe. Outras, ao contrário, querem ser sempre o foco das atenções, e procuram agir conforme esperam delas, cumprindo à risca o que “dita o figurino”, inclusive o figurino mesmo. Melhor assumir seu o papel na sociedade com  responsabilidade, e menos covardia. Responsabilidade, que não é a mesma coisa que maldade. Existe, sim, as malvadas, que só pensam em ser as queridinhas, deixando os filhos fazer o que  querem. Ficam no maior padecimento para atenderem as cobranças, e acabam por achar que os outros são uns ingratos.  E há aquela a mulher digna de inveja, por sua fórmula infalível de conduzir a família. Acontece que as supermulheres nem sempre se dão bem ao término da empreitada. 

               O que se vê hoje é uma moçada já com certa idade e ainda dependente dos pais para tudo. Pior são os filhos soltos por aí, nesse mundo tão perigoso em que se vive. Alguns filhos atualmente casam e acabam voltando ao antigo lar. Não aguentam as responsabilidades? As pessoas hoje mais complicadas, as relações idem. Poucos os fáceis de gostar. Pairar sobre as ondas e surfar em mar agitado é difícil para todos.  Ser boa gente. Certo que tudo corre melhor para o bom estrategistas, não apenas nas finanças, também no que diz respeito à família e na vida social. Um ponto nevrálgico, o dinheiro, de grande peso para uma suposta felicidade, que seja na medida certa para suprir as necessidades, e um pouco mais. Contar com a religião é fundamental. E como é importante ter o porto seguro de uma boa família. Não tem nada que substitua a a família e o amor que ela inspira. O mundo cada vez mais difícil de se viver. 

                 O sonho de fazer parte de uma sociedade mais amigável. A mulher aceita  nas suas atividades fora de casa, e bem preparada para exercer sua função na sociedade. A procriação faça parte de suas cogitações, assim como sua realização profissional. A natureza é sábia, e a mulher foi criada para a função de mãe, sendo importante evitar as falsas expectativas, e essa mãe moderna não seja pior que as antigas mães de chinelo na mão. Cuidado, que hoje em dia é crime bater nos filhos! Traumas e inseguranças todos têm, e mesmo que a mulher esteja quase sempre certa, ela não é a dona da verdade. E homens e mulheres falem claro e tenham firmeza em suas decisões, os pais ensinando seus filhos agir de igual maneira. Esconder o jogo, acovardar-se, não ajuda em nada. Mulheres, assumam-se, e deixem de reclamar da vida. Homens cumpram seu papel. Que os remorsos não sejam maiores que as alegrias.   


Relembrando os bons tempos do passinho.

Concerto de Nelson Freire em Brasília - Completo (17.01.2019)

 

                               MADURA AFINAL

 

RUA GRANDE - S. LUÍS MA.


              Anunciado o fim da segunda guerra, comemorava-se a paz a as mudanças que viriam. O melhor de tudo, as liberdades individuais, a reboque do extraordinário avanço em todas as áreas do conhecimento. As garotas no comando de suas bicicletas vivenciavam o início desse mundo em transformação. E ainda que sonhassem com sua festa de 15 anos e o baile de debutantes, era certo que entrariam para a faculdade, para seguir carreira em alguma profissão. Bom acreditar que ia valer a pena experimentar o que vinha pela frente.

              Estudar, trabalhar, casar, a última opção ainda em detrimento das demais. Daí para frente era lutar para que tudo desse certo nesse novo tempo, as mulheres na conquista do seu espaço fora de casa. Elas ainda não queriam ser iguais aos homens, mas sabiam dos seus direitos de crescer confiantes no futuro. Sem essa de padecer no paraíso, nem tampouco no inferno, que seria um mundo despreparado para receber tão importantes colaboradoras. Na década de cinquenta e sessenta poucas as mulheres pensavam em planejar a natalidade, mas as mudanças caminhavam em direção ao bem estar da pessoa em particular, numa bem constituída sociedade.  A procriação que nunca esteve fora de suas cogitações, mesmo que não se realize. As mulheres com receio de ter filhos em um mundo tão difícil de se viver como o atual. As mães de hoje não se sabe se melhores que as antigas de chinelo na mão. Cuidado, que hoje em dia é crime bater nos filhos!    

            Madura afinal, tanto a mulher quanto a sociedade, com a efetiva ajuda do homem, claro. Século XXI, aceitar as diferenças, e se houver intolerância, que seja contra o erro, contra o que é falso. Os avanços sendo bem avaliados. E não seja conflituosa a relação entre o ser humano, constituído de corpo e alma e o progresso material. E para que haja sucesso na relação, não basta o desejo, a paixão, mas que se reflita bem sobre o que realizar juntos. Assim como acontece com o casal de nubentes.  O amor, a vida, preservada de todo mal. Amém!

         Como costuma dizer o padre celebrante do casamento aos presentes, antes de dar a bênção aos noivos: “Se houver algum impedimento que falem agora, ou calem-se para sempre.”