domingo, 15 de fevereiro de 2026
sábado, 14 de fevereiro de 2026
A GRATIDÃO ESTEJA EM TODOS NÓS!
A felicidade
está intimamente relacionada com a gratidão. Ser grato pelos bens ofertados,
pelas oportunidades, inclusive, pelas mínimas coisas usufruídas. Controlar as
forças negativas dentro de si e do exterior, como o medo, o pessimismo, a
descrença, o orgulho. Perseverar na esperança, na fé, na caridade. Os maus
pensamentos e maus hábitos consomem a vida, sem dar nada em troca. Pelo
contrário, leva à infelicidade. Fortalecer
a mente, o caráter, para que estranhas forças não tentem atrapalhar uma caminhada
promissora.
Absurdo
o que aconteceu há poucos dias em Itumbiara, onde um pai matou os seus dois
filhos menores por conta do ciúme, ou obsessão pela mãe das crianças,
certamente com o intuito de puni-la. Ela havia pedido a separação, o que lhe
foi negada, mas continuou em casa com aquele homem, cujo crime ia provar que se
trata, no mínimo, de um psicopata. A cidade ficou em choque com o ocorrido;
gente solidária com a mãe que perdeu os filhos, suas vidas tão violentamente ceifada
ou destruída por aquele que deveria protegê-los. Ato de extrema covardia, falta
de amor paterno, do afeto mínimo, que tocasse aquela alma vítima do seu egoísmo, da sua loucura. Sem eximir a mulher de qualquer erro, mas nos temos atuais sumiu o respeito humano, e a família está sumindo pelo ralo.
Em
Platão existe uma correspondência estrita entre a harmonia interna do indivíduo
e harmonia externa, social. Certo que a felicidade está profundamente
relacionada com boa consciência. E uma vida feliz tem tudo a ver com a
capacitação do individual para viver e se comunicar com as outras pessoas do
seu convívio, e em instância social mais ampla. E se o que move o homem é ser
feliz torna-se imprescindível a construção de uma vida plena internamente, que
não repouse em si mesmo. E não é por outra razão a importância da ética no comportamento do ser humano e suas ações.
E
porque gratidão? O homem é vulnerável, especificamente trágico na realização de
sua vida de animal racional, sua arriscada liberdade, em que a vontade o faz
tropeçar, o querer assentado no bem, e não no egoísmo, no ódio. Devemos preparar-nos para
aceitar as contingências da vida. A gratidão que aquele homem deveria ter para
com a mulher que lhe deu os filhos, que ele disse amar, antes de ceifar - lhes
a vida. Ele deixou uma carta acusando a mulher como responsável do crime. Ah,
as palavras compartilhadas em um nível superior da existência! Mas há palavras
usadas para ferir, mentir, infamar contra os outros, como as do criminoso, que
covardemente se matou após o ato indigno, vergonhoso. E não faltam vozes contra
a mulher. Gente infeliz em suas palavras. Felizes os bons, cujo bem dizer, assim
como o bem proceder, ultrapassa a própria pessoa. A gratidão esteja em todos
nós!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
domingo, 8 de fevereiro de 2026
sábado, 7 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
ESTRANHA AQUELA NOITE!
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| ANTIGO BANCO DA PRAÇA DA ALEGRIA |
Habitar o tempo em vez de correr atrás dele. Bom conselho para os dias atuais. Chega o tempo em que é preciso apagar as queixas, cicatrizar as feridas, e nada melhor a fazer senão ir ao encontro do que não é material, que não é o corpo físico, mas algo sutil que está em nós, separado da carne, e nos completa, harmoniza com o que somos em essência. A descoberta das palavras, e ao mesmo tempo descobrir a si mesma e suas origens. Saber que pertenço àquela ilha, àquela terra onde vento e mar molda a vida. O sol a aguçar meus sentidos, e meu olhar a adquiriu reflexos de tudo que é antigo encanto, tudo que foi erguido naquelas ruas de pedra, onde aprendi o que é passageiro e o que é eternidade.
Estranha aquela noite. Ela acredita em coincidências, e quando vinha da faculdade de Serviço Social, pensando no trabalho para fazer sobre a situação da pobreza em S. Luís, um cara mascarado, era semana do carnaval, aproxima-se dela pedindo a bolsa. A cidade deserta, conseguiu correr, e antes que fosse alcançada chegou à praça perto de casa. Esbaforida, por sorte ali estava um homem dos seus cinquenta anos, que veio ao seu encontro. Vê que ele estava em seus preparos para dormir no banco, não parecia perigoso, mas um tanto amalucado, era conhecido na cidade pela alcunha de “casaca curta”, que diante dos gritos da molecada revidava: ”Casaca curta é .... da mãe. Ficou ao seu lado à espera do guarda da ronda noturna. O pobre homem após algum tempo resolveu inqueri-la:
—Senhora, ele disse, não sei se já notou os
mistérios que habita nossa cidade. Há uma rede de canais subterrâneos unindo algumas
edificações aqui no centro da cidade, que ninguém ousou percorrer desde que foram desativadas. Veja bem a coincidências,
hoje mesmo adquiri coragem e percorri parte daquele labirinto, e o que encontrei
foi somente um ninho de serpentes.
Não há magia nisso. A senhora deve ser uma pessoa instruída, boa leitora, e
sabe do que falo.
Ela lembrou-se do mistério contido na lenda da serpente de S. Luís. Com receio de retornar para casa ficou escutando o homem que parecia desejoso de falar.
— Estava estendendo minha
manta para dormir, no passado não tinha receio, mas a bandidagem cresceu, e sei
de casos no sul do país que queimam as pessoas sem teto, tenho medo. Gente ruim existe desde que o mundo é mundo, falta educação, amor ao
próximo. E o que não falta por aqui é gente pronta para dar o bote, que envenena com a língua, serpentes. Alegre essa nossa gente, o carnaval é uma amostra, com festa o mês
inteiro. “Por fora bela
viola, por dentro pão bolorento”, já dizia minha mãe, Deus a tenha. Morreu tuberculosa,
coitada, deixando esse seu filho desmiolado, que pouco aprendeu.
Vou lhe dizer uma coisa, um país rico como o nosso Brasil, e uma criança adoece
da cabeça por falta de comida, não pode acontecer.
O guarda chegou, e logo prontificou-se para acompanhá-la até sua casa. Já deitada, não conseguia adormecer, menos preocupada com o ladrão,
que desapareceu por milagre. Lembrava mais do pobre
homem que dormia ao relento, perto dali, na Praça da Alegria. Mas não parecia ser uma pessoa infeliz.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Estava escrito em algum lugar: ”A terra não estará em paz enquanto Jerusalém não estiver”. Após a leitura, seguiu-se o comentário, que uma paz não pode existir sem o perdão. E sabe-se que só pode ser perdoado quem reconhecer sua culpa. Os eternos conflitos humanos, sendo a mais grave culpa contra o povo judeu. As contendas que começam entre as famílias e mesmo em seu seio. E não param as dissidências entre as nações.
Sabe-se que enquanto a vida estiver em perigo, não haverá paz. Tudo começa quando desrespeitamos a natureza que nos cerca e nos mantém vivos, e o quanto hoje ela corre perigo. Gerir o que temos de bom e de belo, nossa riqueza natural e, em especial, nossa riqueza cultural. Mas parece que a sina do homem é gerir conflitos, mestre que é em criar meios de se desentenderem, em vez de aceitarem quem são, entrarem em acordos entre si e com o seu meio.
O risco de ignorar os direitos que não sejam os seus próprios, ou acatar as qualidades, mas não aceitar os defeitos que os outros possam ter sob o nossa visão. Quando devemos considerar, em princípio, as mudanças que a vida provoca em nós, com as quais nos alegramos, e também nos podem decepcionar, como as rugas, que o tempo nos trás com o tempo, se continuarmos vivos. Já as rusgas, são por nossa conta, e vamos continuar padecendo desse mal, se não mudamos nossa maneira de ver as coisas. Mudar ou morrer antes
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
domingo, 1 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
QUANDO NOS
SENTIMOS FELIZES?
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| ANTIGA S. LUÍS |
Nasce
o homem para evoluir da simples condição animal para um ser consciente,
humano. Inclusive, empreender uma guerra santa contra essa sua perene irracionalidade.
Luzes a iluminar a escuridão. E o quanto ficou perdido nessa travessia em busca
de um novo Paraíso? Tomemos como testemunha a fé cristã
Cumprir aquela meta, seguir uma
rota, e ter de enfrentar sofrer pane na dura travessia. E quantas vezes ela não
haveria de se ver em apuros nessa sua aventura humana, ás veze, até desumana,
mas com possibilidade de retornar, ou encontrar o porto seguro. Um atraso pode
fazer diferença, ou um tempo morto, até que algo aconteça para mudar tudo em
sua vida. O destino a promover seu julgamento, sem que haja apelação, mas
sempre havia. A mão de Deus que chegava para empreender seu comando.
Entrar em combate sem conhecer o
adversário, quando a outra parte tinha adquirido a informação necessária
para ganhar a partida. Apenas mais um
desafio para ela, que mesmo despreparada enfrentou aquele jogo nada amigável.
Ficar prisioneiro, encalhar em algum lugar, mergulhar no vazio, a quem nunca aconteceu?
Ela pode ter saído ricocheteando em areia movediça, mas foi quando adquiriu
velocidade suficiente, e, afinal, tomar o comando da sua vida, enfrentar
qualquer situação.
Erguer-se e então avistar aquela
terra onde ia recomeçar mais uma vez. No início parece doer, talvez igual à morte,
afastar-se para empreender a mudança, mesmo que essa ou aquela ausência doa,
mas nunca será tão profunda quanto a falta do pão nosso
de cada dia, a ausência da fé em nossa vida. As pessoas espalhadas pelo mundo, e
o acaso é que as reunirá aqui e acolá. Silenciosa e esquecida ter que se
acostumar a esperar...Claro que doem as ausências, mais ainda de alguém que nunca
mais terá ao seu dispor. As coisas mudam para melhor, ou pior, o tempo vai
dizer. Saber que vão deixá-la, e que partidas
fazem parte da ordem das coisas. Amargo veredito, mas qual de nós não
experimentou as asperezas dos silêncios que se agravam a cada minuto como uma
doença fatal! Triste as esperas no deserto, pior ainda após uma tempestade, que
muda a rota, atrasa a viagem, até mesmo aborta um voo. O certo é nunca perder a
esperança.
Nada melhor que refugiar-se à sombra das próprias realizações. E depois de vencida uma dolorosa etapa, voltar
ao mundo mais maduro para sentir a harmonia
das pequenas coisas que nos reconfortam. As recordações não param, e há
momentos que se impõem. Sentir-se salvo
de um ou outro desastre é reconfortante. O tempo desfaz muita coisa, alguns
sonhos deixados para trás. E podemos sentir um secreto pesar de envelhecer. Em
compensação, é quando nos tronamos mais felizes, e não há recompensa mais justa
que a alegria de se sentir vivo para
ainda empreender, em suma, viver.
domingo, 18 de janeiro de 2026
sábado, 17 de janeiro de 2026
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
AMOR E DOR
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| FRIDA KAHLO |
“No final, não precisamos fazer nada para sermos amados.” Palavras de quem conhecia bem o amor, como também o seu oposto, o caso de Frida Kahlo. Todos os caprichos que tivesse podiam, e eram, satisfeitos, mais ainda, por seu pai. Jovem obstinada em gozar a vida. Mas, por ironia do destino, teve de ficar por um longo tempo presa ao leito, em recuperação de um grave acidente, tempo que aproveitou para pintar. Fruto de um especial talento, seu maior prazer agora era sua pintura, sua criação artística. Haveria, todavia, de padecer com a indiferença do marido, Diego Rivera, famoso pintot muralista, a quem amava, e, principalmente, admirava. Lutou para merecer a atenção daquele homem, numa intrigante dependência afetiva. Conquanto ser livre era a regra de vida da artista, em especial, para amar e ser amada. E a rejeição do marido a fez sofrer mais que a dor física, que a deixou manca.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
QUANDO DESCOBRIREM S. LUÍS
Na fase adulta, por algum
tempo, ela sonhou com a rua em que viveu sua infância e juventude, o bangalô da Rua da Hortas em S. Luís do Maranhão.
Intrigada com as imagens, já que não tinha lembrança de ter visto aqueles
escombros, como os de uma guerra. Até concluir que eram reais, estavam
registrados no seu inconsciente. Realmente algumas casas antigas foram derrubadas
na cidade para darem lugar a bangalôs,
inclusive a meia-morada da sua avó, com um pequeno jardim no lugar do quarto da
frente, que foi colocado abaixo na reforma. Pouco tempo depois o sobrado em
frente, com a oficina do sapateiro Marçal no térreo, deu lugar à residência voltado
para a Praça Deodoro, um palacete, que também engoliu a morada-inteira da família ali
residente, que foi de muda para o Rio de Janeiro. Outro palacete erguido ao lado do bangalô da avó, no lugar da morada-inteira hedada por seu tio-avô e vendida ao proprietário.
Uma cidade fundada por franceses, em 1612, desde então como que envolta em uma nuvem de sonhos, e ela, com qualquer
criança, séculos depois, guardava na memória o que captava sua pureza de olhar. O antigo e encantador logradouro, um sonho
de cidade antiga, que os governantes na modernidade quiseram equivocadamente modificar, intento abandonado, quando o crescimento acelerado
precisava de mais espaço, que aquelas ruas estreitas. A cidade haveria de
crescer do outro lado da ilha, após a construção da Ponte sobre o rio Bacanga.
Mas havia uma história a preservar.
Sim , ela tem uma história, fragmentos de vida guardados na memória, que contribuiram para ser quem é, assim cmo sua cidade natal. E foi
possível sentir isso até em Brasília, de onde ela sonha hoje levar as pessoas
para conhecerem essa cidade com um glorioso passado. Mostrar a todos sua rua,
contar sobre seus vizinhos, tantos os da
mesma rua, como também os da rua dos Afogados, onde residia sua professora e madrinha Eglantine, o quanto ela foi importante para as crianças que alfabetizou com aquele
carinho que lhe era peculiar. Observarem do outro lado da rua a residência que foi de dona Corina Neiva e seus dez filhos, pessoas
puras e boas como diz o conterrâneo Chico
Viana, o que confirmo. Ao lado outra meia- morada, que era de dona Lavínia, quem primeiro se mudou com a família para
o outro lado da Ponte. Logo em seguida mal desttinguir o bangalô de dona Maria Laura, conforme
retrato acima.
E quando as pessoas descobrirem s. Luís, o que ela sonha agora, ou seja, ver um monte de gente andando por suas suas conhecidas ruas e casas, que mesmo
vítimas de abandono resistem. Os escombros, diferente dos anteriores, que ocorreu para
darem lugar à construção de uma outra cidade em cima da antiga, sem que levassem
em conta importância do patrimônio cultural ali existente, o que acontece até
hoje, apesar do tombamento ou por conta dele. É esperar as restaurações, para os
turistas conhecerem e se encantarem com S. Luís, uma cidade de encher a vista. E os mais jovens,
de tudo que for visto, tenham percepção e encanto dessa arquitetura tão encantadora. O turismo está na moda,
inclusive, aconselhado aos mais velhos, aposentados, ainda dispostos a se
aventurarem pelo mundo. O nosso sendo o
melhor de todos os mundos.
NOTA - O BANGALÔ DA RUA DAS HORTAS 436, QUE ANTERIORMENTE TINHA SIDO UMA MEIA-MORADA, NA DÉCADA DE 70 VIROU UM SOBRADINHO, ONDE FUNCIONA HOJE UMA CLÍNICA MÉDICA. A TANSFORMAÇÃO OCORRIDA ANTES DO TOMBAMENTO. O MAIS ESTÁ TUDO IGUAL, FORA OS ESCOMBROS. OS DOIS PALCETES NA ESQUINA DA RUA ABRIGAM ÓRGÃOS PÚBLICOS. MINHA PRIVILEGIADA RUA DAS hORTAS.









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