MARIA, O ESPÍRITO DA
CRISTANDADE.
Jesus sofre a crucifixão, e ao pé da Cruz está sua Mãe e o apóstolo João, a quem Jesus fala antes de morrer: “Filho eis aí tua Mãe.” Em seguida dirige-se a Maria: “Mãe, eis aí teu Filho.” Pede então Jesus ao dileto apóstolo que leve Maria para casa. Uma adoção, e a ambos confia Jesus a herança da Boa Nova para a humanidade. Maria, aquela que esteve sempre ao lado de Jesus, e havia intercedido para que ocorresse o primeiro milagre de Jesus, nas Bodas de Cana.
Intercessora da humanidade, para que seu Filho habite o coração daqueles que creem, Maria é a interioridade da fé, o espírito da cristandade. A nova Eva, que em vez da voz sedutora da serpente, escuta o Anjo, que lhe anuncia a vinda de Jesus. Troca a sedução pela oração, ou a profissão da fé, que salva do erro intelectual. E se há o poder do irracional, maior poder ainda tem a espiritualidade, centrada na Mãe de Jesus.
Equivocada a acusação contra o culto à Virgem Maria, por obscurecer o culto a Jesus Cristo. Acontece que Jesus e Maria estão intimamente ligados. E a fé em Maria representa a esperança e a confiança da transformação do mundo através da fé em Jesus. O Cristianismo consolidado no Ocidente, e Maria, Mãe de Jesus, a merecer todo louvor, por sua confiança na salvação em Cristo, por sua compaixão diante do sofrimento do Filho.
A
Ressurreição de Jesus, preconizada por Paulo, torna-se o centro da fé cristã. E
tudo começou no interior da casa de João, uma fé reservada, onde os apóstolos,
após a crucifixão de Jesus, teriam
recebido o Espírito Santo. È a mesma fé que ficou escondida nas catacumbas de Roma. A fé
cristã, que seria adotada como religião oficial por Constantino, imperador romano, após a vitória contra os
inimigos, tendo a Cruz como símbolo da sua luta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário