sexta-feira, 31 de outubro de 2014




                                        GLÓRIA PIRES



           Sou fã, acompanhei sua trajetória desde o início, desde ela ainda criança fazendo papeis na TV até que surgiu bela e fagueira na novela Cabocla. O país ligado naquela figura pequenina, mas toda doçura e talento, que ia se perpetuar nas telas. O nome de batismo já lhe previa algo mais além de uma simples mortal, o sucesso, a que todo mundo almeja. Eis então a pergunta: Como se forma uma estrela, como se atinge o patamar da glória? Não se trata apenas de beleza exterior, tem a interior, que transborda na pessoa que “tem estrela”, como se diz. Glória Pires nasceu numa família de artistas onde desenvolveu o talento para representar. Foi perseverante e humilde.
      
        Por sorte Glória Pires não era uma beldade qualquer, não tinha a sedução que tem as possuidoras de um físico para ser considerada gostosa, a ponto de se perder deixando que explorem seus atributos físicos. O tempo era outro, diferente do atual em que a sedução sexual é a norma para atingir o sucesso, a começar por seduzir um famoso jogador de futebol, que pode ser o começo do sucesso, ou seu fim. Veja o caso da então famosa modelo que se casou em um castelo na França com Ronaldo, o fenômeno, e se transformou num fiasco. Bruna Marquezine que se cuide, pode estragar uma bela carreira, se expondo do jeito que faz. Xuxa teve Pelé que a promoveu ao estrelato, beleza e talento só então revelados para os brasileiros, os seus baixinhos. Não esqueçamos Lucélia Santos que tanto sucesso fez na televisão com a novela Escrava Isaura, mas afastou-se da Globo, e por ocasião da ECO 92 no Rio de Janeiro, arrecadou dois milhões de dólares para produzir “Sonho de Uma Noite de Verão” no teatro, quando assistimos sua interpretação de Puky, o gênio trapalhão. Depois disso Lucélia andou sumida, sabendo-se que por um tempo ela trabalhou no Japão, e só agora reapareceu na Dança dos Famosos na rede Globo.
      
      Na época de Glória e Lucélia havia o cuidado com a tramas televisivas, toda a família reunida diante da telinha, para acompanhar as novelas, que tinham sentido e tão bem interpretadas, como ainda são, mas com enredos que são quase um acinte às famílias, daí a queda nos índices de audiência que as novelas sofrem atualmente. A arte e também a decência estavam presentes, o caso da novela Cabocla, na qual Glória Pires começou sua carreira, quando então se casou com Fábio Junior seu par romântico na trama, e com ele teve uma filha, Cléo, outra famosa, diferente em tudo da mãe, mas boa artista, o que está no seu DNA. Já separada, como a própria Glória conta, aproximou-se do músico  Orlando Morais para conquistá-lo com seu jeito sincero e meigo. Casou-se pela segunda vez, com ele tendo três filhos, já adultos.

       
         Além da televisão Glória Pires também faz cinema. Ao lado de Tony Ramos fez dois filmes, sucesso de público e crítica “Se Eu Fosse Você 1” e “Se Eu Fosse Você 2”. A tranquila felicidade familiar e profissional que hoje goza a artista global teve seus percalços, inclusive a calúnia de que a filha teria um caso com o padrasto, o que a Glória teve que superar, para seguir em frente ,com a certeza de que vale a pena ser bom no que se faz, ter fé na vida, e serenidade para entender que com amor no coração tudo se pode vencer. A prova está diante dos nossos olhos e se chama Glória Pires.      

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

  


                                                   

                            CONVIVÊNCIA 








                                                                   
       Tem uma pessoa especial, que acompanho seus escritos e postagens no Facebook, sempre inteligente e de muito bom gosto. Por último ele tratou do assunto instigante que é a Convivência, principalmente, entre casais que se aposentam e passam a dividir o dia a dia, muitas vezes com interesses díspares e a se apoquentarem. Tempo que devia ser de paz, mas o casal entra em crise, difícil o entendimento, a convivência, entre as pessoas em todas as idades. Enfartar ou ficar com Alzheimer, em vez de partir para uma solução mais inteligente, viver? Quantas vezes um casal tem tudo para dar certo e não dá, enquanto pessoas diferentes em tudo se dão bem. Pode ser o sexo que compensa tudo o mais, ou simplesmente boa vontade. 
     
   A certa altura se descobrir que um é para o outro não um doce fardo, mas pesado lenho, é frustrante, às vezes tanto quanto foi empolgante a paixão de quando se casaram. Tem os que não querem ver a situação de frente, insistem em ficar junto, e tem quem, simplesmente, resolve dar adeus e ir embora, pensando que é melhor do que se acabar de remorso por não fazer nada para ter uma vida mais útil, quiçá, mais feliz. Pode quebrar a cara, ou não. O mais certo é não ficar preso aos caprichos do outro, como se fosse obrigado a isso, o que deixou de ser faz tempo, daí tantas separações. 

               Alguém tem que ceder na relação. Ceder até certo ponto. A mulher escolhida pode ser uma gracinha e muito diligente, mas ele descobre um dia que tem ao lado uma dominadora. O que fazer, meu amigo? Por sua vez, o homem é o suprassumo da inteligência, mas dá pouca tenção a sua mulher, atitude nada benfazeja, não é mesmo? Acontece que a vida não resulta só de encontros e desencontros, não é só aquela mulher, ou aquele homem. Pode até ser, mas a vida é, principalmente, para a gente encontrar-se e reencontrar-se. Só no fim é que se entende melhor o que a vida representa, qual o seu sentido.

             Minha irmã acaba de me contar que uma amiga viúva mantém um relacionamento de anos com um senhor também viúvo, ambos quase da mesma idade e conservadíssimos, os filhos criados e independentes. Ela doida para casar outra vez, ele fugindo de tal compromisso, concluindo-se que a razão de tal resistência é que ela deseja prendê-lo em casa, que ele pare de trabalhar e de ter tantos amigos. Festas e viagens não faltam para o casal curtir juntos, que saúde e dinheiro ambos têm para findar o milênio aproveitando a vida numa boa. 
             
              Quem por felicidade tem ao lado o companheiro ou a companheira de tantas anos deve valorizar o ditoso fato, e procurar dar seu melhor para continuarem a ser felizes juntos, sem desgastarem a relação com queixas mútuas. Deixar que cada um viva do seu jeito, não é coisa impossível de se fazer. Melhor ainda é a união de interesses. Quando necessário, apelar para a paciência. E o confronto só para beijos, abraços e outras coisinhas mais... 
               
              


quarta-feira, 29 de outubro de 2014



                                                                   


                                                    COISAS DA VIDA                            
                  

             
                  Crescer e mudar, perder e ganhar, reencontrar-se, ao se perder, achar uma saída, são coisas da vida. E que se tenha coragem para enfrentar  com serenidade e sabedoria os desafios, sejam eles grandes ou pequenos. Em primeiro lugar, vencer a si mesmo, seu egoísmo, sua soberba e ainda falar de humildade. Uma fase difícil para quem vive no Brasil, quando forças se unem, não para ajudar, mas para o tudo, ou o nada, pessoal, partidário. Justo quando vivemos um tempo memorável, de progresso e avanços sociais, famílias saindo da miséria, com motivos para comemorar, e o que se vê, ouve, lê e pura beligerância.
                
             O ser humano parece que não tem mesmo jeito. E sabemos que tudo isso é fruto da falta de amadurecimento das nações, das instituições, das pessoas, que se encontram plenas de empáfia e nada mais, vazias de dar dó. Mas chios de agressividade, de medo, que transborda do plano inferior para o superior, ou vice-versa. Resquícios de muita coisa ruim, inclusive da ditadura militar, que lutou contra uma suposta invasão comunista no país, uns poucos revolucionários, coitados, mas o medo a perdurar até hoje, infundado, ou não.
            
        Outros pobres coitados são os autointitulados atues, que esbravejam por um estado laico, e instigam os religiosos com a defesa do casamento gay, do aborto e de outras insanidades. E a recém eleita presidente Dilma Rousseff tendo grandes desafio pela frente. Em primeiro lugar, conciliar o país, que parece dividido, mas só até o próximo carnaval, o que dizem os entendidos no assunto. Brincadeiras à parte, foi brabo o enfrentamento dos dois ilustres mineiros pela conquista de votos. Guerra feroz, como nunca se viu antes no país, deixando o ranço do ódio, que percorreu todo o pleito.  
        
          Absurdo dos absurdos os nordestinos serem odiados pelos votos dados à vencedora, insultados de ignorantes, preguiçosos, até bovinos, como expressou Mainardi, em seu odiento discurso contra o resultado das urnas. Quando foi Minas que decidiu a eleição, descontente com o ex-governador Aécio Neves, candidato do PSDB. Enquanto o Nordeste votou em peso na candidata do PT, contente com o governo que seria o único responsável de grande número de brasileiros ter saído da extrema pobreza, enquanto outros tantos puderam ascenderam na escala social, o que tinha de acontecer com PT e sem PT. Não sou aecista nem dilmista, certo?
        
         “Vocês têm que me engolir” podia ter dito a presidente recém-eleita para um segundo mandato, que fez, todavia, um discurso conciliador logo após a vitória. Mas que não pode dizer que “tudo será como dantes no quartelo de Abrantes”.  O mundo mudou e muita coisa também se modificou em nosso país. Menos ideologia, discriminação, ódio, e mais dedicação dos brasileiros para que nosso Brasil possa mostrar ao mundo a grande nação que é de verdade. 

         
        Situação e oposição devem estar ciente que a governabilidade depende de acordos mútuos, os votos divididos meio a meio. A maioria talvez não quisesse nenhum dos dois candidatos, mas era o que tinha. Bom perguntar  a quem interessa, a guerra vai continuar? Para os petistas ceder ao outro lado é  quase como acender uma vela para Deus (os pobres) e outra para o diabo (o poder econômico). Heréticos petistas que encheram os próprios bolsos. Só que não há anjos e demônios, e não se venha dizer da presidente Dilma que ela “ganhou mais não levou”. 

sábado, 25 de outubro de 2014



                                           


                    
                        A GRANDE VIRADA









 Dilma Rousseff e Aécio Neves, os dois candidatos à presidência, até poucos dias atrás estavam empatados nas intenções de votos, numa eleição com muitas reviravoltas, até que finalmente, neste domingo, 26 de outubro de 2014, será definido o pleito e se possa ver quem governará o país nos próximos quatro anos. A eleição é parte importante da nossa história recente, decisiva para o futuro do povo brasileiro, que ao longo da campanha viu a polarização das candidaturas em suas posturas e propostas, inclusive o feminismo versus machismo. Toda a atenção e respeito que o eleito deve dar à democracia no país e suas instituições.

Mas tratarei aqui de outra virada, que tem tudo a ver. A virada que se deu nos primórdios da nossa existência, quando o homo sapiens passou a ter consciência de si. (Do que se pode ter ideia ao observarmos a evolução física e mental do ser humano a partir do feto.) Evoluiu o ser humano da consciência individual para a grupal, ainda sem história, e assim atravessaria eras. Até que se formou uma consciência universal, com uma história para contar.

Quando começamos, então, a fazer história? Os homens primitivos comunicavam-se por sinais, eram caçadores coletores, e ao adquirirem uma linguagem, diversificou-a em várias formas de comunicação, ou línguas, importante para a união, mas também a divisão em grupos, e muita confusão, a tal babel de que fala a Bíblia. À medida que avançou no tempo, e o comércio se intensificou surgiu a necessidade da palavra escrita, dos registros. Foi quando se deu a grande virada, da oralidade para a escrita.

Avançou, pois, o homem, de simples dono da caça e da pesca, para senhor das terras e colheitas, sendo também guerreiros e conquistador de grandes feitos, que se tornaram históricos. Mas lá bem atrás aquele ser, meio homem meio bicho, gozou da experiência extra sensorial, ou a comunicação com o além, fenômeno inexplicável, que deu origem às crenças primitivas. Fora o aspecto cultural, foi ali que se teria formado a consciência moral,  base para as crenças,  com que os povos primitivos demarcaram seus domínios no campo cultural, também territorial.

Depois de muita história de conquistas, de muitas guerras, a humanidade teria por fim atingido um estágio elevado de cultura e civilização. Hoje vivenciamos a época da ciência e tecnologia, com o que se tenta e tem conseguido, na medida do possível, desvendar os mistérios da natureza, também do universo. Não seria por simples ambição e vaidade que se passou a dominar o campo do conhecimento, que deve se traduzir em bem estar ao ser humano, para que sofra menos nesse “vale de lágrimas”.

 Voltando à eleição, já no 2º turno, quem ganhar deve estar atento ao que acontece no nosso país para melhorar a vida dos brasileiros, também observar o que vai pelo mundo, para colaborar com alguma coisa, ajudar quem precisa de nós, sem nos prejudicar, diga-se a bem da verdade. O governante escutando o clamor do seu povo. Sendo assim, o eleito deve favorecer a paz e prosperidade do país, trabalhar para que todos tenham educação de qualidade e a melhor saúde. É promovendo o bem estar para todos que as democracias se fortalecem.  

  (Considerada uma tragédia para a humanidade as ditaduras do terror, como acontece com alguns grupos de formação primitiva, ou malformados, adeptos da tortura e do estupro de mulheres e crianças, o caso do autointitulado Estado Islâmico, lá para as bandas do Oriente, mas repercute em todo o mundo, como um tapa na cara. Na África é a doença decorrente da miséria que constrange os povos, dito civilizados.  Escutamos o grito dos sofredores por socorro, socorro, socorro!)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014




                          SÃO LUÍS E SEUS BONDES










Na minha São Luís, capital do Maranhão, nos idos anos cinquenta, os bondes serviam à população com precisão de horário e muita segurança, o que acontecia desde 1924, quando foi inaugurado o sistema de transporte de bondes elétricos na cidade, extinto na década de sessenta. Nunca se soube de algum descarrilhar. Íamos de bonde  para a escola, para o trabalho. Nos bondes a gente passeava, namorava para casar, lógico. E até mesmo tinha quem aproveitasse para ler, o caso do padre João Mohana, também psiquiatra e escritor, recém- chegado do sul, de imediato uma celebridade na cidade, e víamos absorto em sua leitura no bonde Gonçalves Dias.



Alguns nomes das nossas mais conhecidas linhas de bonde: Gonçalves Dias, São Pantaleão, Beiramar, Anil, apenas uma lembrança que ficou, e uma saudade grande daqueles bons tempos, o trânsito tranquilo, como a vida, coisa bem diferente hoje em dia. Muita gente a reclamar da falta que os bondes fazem na cidade, como que talhada para eles. Mas com a invasão  de carros e ônibus, tornou-se  impossível a convivência deles com os bondes, e houve até um grave acidente com o bonde S.Pantaleão, a última linha a ser extinta em 1966.





Transporte seguro, ecológico, sustentável, agradável e principalmente turístico, os bondes podiam voltar às ruas de S.Luís e serem muito úteis. Não há mais tráfego de carros em grande parte da cidade antiga, incompatível com ruas tão estreitas. A nova S. Luís cresceu para além da pontes sobre o rio Anil e Bacanga. Os bondes serviriam à população e ao turismo da linda cidade, eleita Patrimônio da Humanidade, e que acaba de completar quatrocentos e dois anos. Os turistas levados ao Centro Histórico, à região Beiramar e o Reviver. Os trilhos ainda permanecem no mesmo lugar, com todo mundo na rua, indo e vindo a pé, pessoas que podiam perfeitamente se valer do bonde.



domingo, 12 de outubro de 2014

Malala Yousafzai addresses United Nations Youth Assembly



                                          MALALA    

            O Nobel da Paz de 2014 coube como uma luva à paquistanesa Malala Yousafzai, de apenas 17 anos, honra que ela divide com o hindu Kailash Satyarthi, de 60 anos. Duas pessoas exemplares na defesa dos direitos das crianças por educação e pela liberdade do trabalho escravo. Na região dominada pelo fundamentalismo do Islã, as meninas são constantemente abusadas sexualmente e casadas ainda criança, proibidas de estudar, ambos os sexos sem direito a ter a educação e condições ao bom desenvolvimento pessoal. Na Índia Satyarthi já libertou 80.000 crianças e luta para integrá-las à sociedade. No Paquistão, Malaia enfrentou o poder maléfico do Talibã que domina a região. Queria estudar, o que lhe foi proibido, e ainda teve a coragem de criar um blog na internet, onde defendia seus direitos, por conta disso o ônibus em que se dirigia para a escola foi invadido e ela baleada na cabeça, escapando por milagre da morte. 
         
           Os dois laureados vão receber juntos o prêmio em Oslo, sede do Nobel, prêmio com o nome do inventor da dinamite, que antes de morrer quis de alguma forma reparar as consequências danosas do seu invento. Disse o chefe do comitê para a escolha dos laureados, o norueguês Thobjorn Jagland: “Em áreas devastadas por conflitos, o abuso contra crianças leva a continuação da violência de geração à geração”. Malala vive hoje na Inglaterra, para onde foi levada após o atentado contra sua vida, onde faz tratamento, estuda e continua em sua militância mundo afora pelo direito de todos à educação.

              





                               
                           
                       DÚVIDA EM VIENA                                  


Texto refeito
         
         Quando em Viena chegamos em frente ao museu com a exposição de Carl Chagall, lancei olhar de desânimo para o grande número de pessoas aguardando na imensa fila que parecia não sair do lugar. Comentei com meu marido sobre a boa disposição dos turistas em viagens, inclusive nós, ainda bem distantes do portão, e com uma ponta de inveja de quem já se encontrava perto do guichê para pagar a entrada ao recinto sagrado da arte.  
         
         Os jovens não estavam nem aí para a fila, que dava oportunidade de interagirem uns com os outros, um casal aos beijos e abraços. Os mais velhos sempre alegres e bem dispostas a tudo quererem ver e festejar. Um grupo de japoneses, exemplos de educação em locais públicos, aproveitavam para degustar algo que lhes adoçasse a boca, que a alma era pura festa, o que transpareciam. E com certeza havia gente a se interrogar quando todo aquele suplício acabaria. 

            Nossos companheiros de viagem, o filho com a esposa, passaram batidos, mais focados nos belos palácios, circundados pelos esplendorosos jardins vienenses, e já iam lá adiante. Dei uma última olhada para a aglomeração, antes de desistir da visita ao museu, ainda em dúvida se seria melhor apreciar arquitetura e natureza tão exuberantes, ou ficar siderada diante das obras pós-impressionismo, mesmo com a visão dificultada pelos demais visitantes, o que sempre acontece nos museus do mundo todo, os europeus em especial. 

            O problema é se arrepender depois por não ter ido ver Chagall, e o que poderia ter acontecido lá dentro do museu sem a nossa presença. No exato momento em que a fila começou a andar mais rapidamente, a nossa intenção já era outra, alcançar o casal que se distanciava de nós. Ficava para depois os museus e o "tropel" que íamos participar nos antigos assoalhos do Louvre em Paris, local onde meu filho apreciaria à vontade o melhor da pintura mundial, o que ele mais queria visitar, depois da Sorbonne. Gente que estuda, filósofo, é assim mesmo, uma tarde inteira na Sorbonne.

           Vamos que vamos, incentivei o marido ao lado, e não era para retornar, coisa que não me incomodaria muito, sempre vale a pena enfrentar uma boa fila em certas ocasiões. Pior são as filas no Brasil, em total desrespeito para com os doentes nos hospitais e os clientes nos bancos. Nem avaliamos as distâncias que teríamos pela frente para percorrer aquela imensidão de jardins. Os belos palácios apenas vistos de longe, com suas imensas escadarias, que para enfrentá-las só se fosse à cavalo, com no passado faziam os reis e membros da nobreza.