FORMAR REPRESA
Não,
não era o momento de deixar-se levar pela tristeza, cair no choro, ocasião não
lhe faltava. Mas, mais forte que tudo, era a vontade de seguir em frente, viver
sua nova vida, com a criação da própria família. Ter cosnciência da responsabilidade que assumia e o destino do casal e filhos, o que ia depender principalmente dela, ainda na
crença que o cérebro era o marido e à mulher cabia ser o coração do lar. Mesmo com dificuldade acomodar-se à nova vida, e a partir desse início, cumprir a nobre missão. Quanto às lágrimas só mais tarde é que ela poderia dar vasão. Águas reprimidas, com as quais formar represa para produzir energia, e que haja luz, muita luz.
Qui
amati cognoscit (“Quem ama conhece”). O amor como auxiliar desse amadurecer
e envelhecer humano, junto com o mundo. A inteligência presente no universo, assim
como em cada pessoa, e tudo e todos diante da onisciente inteligência da
divindade, ou de Deus. Aqui colocados, pois, para fazer da vida o que quiser, ou for
capaz. Sim, podemos tudo o que formos chamados a fazer. Nós, como seres criadores
e, acima de tudo, defensores da vida. E
a vida em plenitude a vingar por conta do vigor físico e espiritual, e não da fraqueza.
E na velhice olhar com orgulho para o que fez, e não se arrepender do que não
fez. E há o maior arrependimento quanto ao amor, que não se dá, muito por conta
da existência do obscuro, contrário ao lado do claro da vida.
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