O
ELEFANTINHO
A
psicóloga e escritora Aniela Jaffé é analista e autora de diversos textos de C.G.
Jung, e em um dos seus livros conta as conversas que teve com o psiquiatra suíço, onde há
a história do ”elefantinho” do circo Knie, que foi curado pelo padre franciscano
Hubertus. O jovem animal já havia recebido atendimento veterinário, mas
continuava abatido, deixando-se consumir pela morte. Foi solicitada então a
presença do padre, com fama de curandeiro, que ao chegar, simplesmente, tocou sua
cabeça, afagou suas costas, como a sondar o ânimo do infeliz animal. A seguir declarando:
“Sim, ele parece que não quer mais viver”. A seguir olhou longamente nos olhos do
pequeno animal, após o que confirmou o veredito: “Nada feito”. Todavia,
permaneceu o padre ao lado do elefantinho por mais de uma hora, até que pode declarar
com segurança: “Agora sim, ele aceita a cura.” O animal estava sendo maltratado
pelo domador do circo, e, diante do sofrimento que lhe era imposto, resignou-se a morrer. Foi a atenção positiva do
franciscano que fez o elefantinho recuperar sua confiança natural para viver.
A resposta daquele elefantinho a
uma situação de sofrimento mostra a
inteligência e sensibilidade, mesmo limitada, que existe no irracional, recohecida a especial inteligência desse animal. Penso no ser humano, especificamente, as crianças. Oos pais
de hoje, estressados, sem ter tempo para dar atenção aos filhos, que compram os aparelhos eletrônicos oferecidos pelo mercado, e acabam por substituí-los.
As crianças tendo lazer e informação, nem sempre adequadas a suas cabeças ainda
em formação. Uma crueldade para com esses seres inocentes, que ficam presos a
um mundo superficial, e em vez de receberem educação adequada, são como que “adestrados”. Sem a liberdade e o
afeto necessários para se tornarem livres
e afetivas, tornam-se jovens tristes, abatidos, até mesmo depressivos, com
necessidade de atendimento médico, e também a especial ajuda da igreja. A ajuda espiritual necessária para a elevação da alma,
e recupera o ânimo.
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