sexta-feira, 24 de julho de 2026

 


                             A AUTORIDADE DA ESCRITA


               “Traga os livros e, sobretudo, os pergaminhos”, dizia São Paulo a São Tomóteo no primeiro século do Cristianismo. Mostra a estreita relação entre fé cristã e escrita, nos primórdios da civilização ocidental. A escrita feita em rolo de pergaminho, onde se registra os meandros da história, e se molda a alma crstã.  No auge da Idade Média, o ensinado e pregado tinha o auxílio primordial da Bíblia, interpretada e conservada pelos monges e cléricos. E mesmo que a população em sua maioria seja analfabeta, a Igreja supera essa barreira com suas homílias, orações, e tudo o mais da sua catequese. A leitura eminentemente bíblica, e os textos sagrados como fonte de inspiração para a arte no medieval. 

        Autoridade que tem a escrita no medieval, em prol do que virá a seguir em termos de modernidade. O agir moderno pautado no conhecimento contido nos livros, ainda com poucos leitores. O Cristianismo desde sempre a religião do livro sagrado, a Bíblia, que a partir da impressão, inventada por  Gutemberg, acontece sua tradução na língua local, e maior difusão. Os centros de cultura, até então baseados na cópia e e conservação dos manuscritos,  evoluem para um pensamento moderno através da leitura. O respeito pelo saber, e que houvesse cuidado com as falsas interpretações do mundo na modernidade. A vocação da escrita para ser útil ao homem moderno e seu viver pautado na ética.

                                 vermeer

LIVROS AO LADO DA "TOCADORA DE VIOLA"

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