terça-feira, 28 de julho de 2026

 




                                       RECORDAR É VIVER




CSAS DO BB - SHS 715/16  - INÍCIO DE BRASÍLIA




                   E se parássemos para pensar no amanhã, o quanto será diferente do hoje, que passa muito mais rápido do que a gente imagina? Olharíamos com mais atenção o presente, não deixaríamos passar  momentos preciosos, que são todos aqueles vividos ao lado dos entes queridos. Procuraríamos olhar, em especial, para os filhos que crescem dia após dia, e a gente nem se dá conta disso. E ao   lembrar as passagens vivida com eles, não consigo lembrar tudo, quando estive ao lado deles o tempo todo. Lembrar apenas vagamente dos primeiros dentes que lhe caíram, dos primeiros passos, mas ter deixado de ver mais atentamente o quanto iam ficando diferentes a cada passagem de ano.

                   Não deu para fazer tudo. E, se deu, não fiz, é o que sinto. Sinto falta de mim na infância, na juventude, na mocidade dos meus filhos. Sinto falta das palavras de afeto e incentivo que não foram ditas, abraços que deixaram de ser dados, e por aí vai. Não basta suprir os filhos de bens materiais, e no final  sentir a ausência de um convívio mais afetuoso com os filhos, assim  como deixaram de ter com  próprios pais. A velhice tem dessas coisas...E desde algum tempo sinto saudade dos meus filhos lá atrás, mesmo que eu possa vê-los agora com os primeiros cabelos brancos. E eu até já sinto falta de não poder acompanhá-los mais adiante, saber que envelheceram bem, e eles vão certamente chegar ao centenário.

                    O tempo passa rápido e não foi suficiente para usufruir melhor da presença dos filhos; amá-los, como devem ser amados todos os filhos. Tempo que a gente devia agarrar com unhas e dentes, mas passou sem dar tempo de viver mais intensamente aqueles melhores momentos, quando os complicados das doenças, a gente lembra bem da dor, como também da cura. A gratidão reservada, em especial, a Deus por estar no comando. E vê-los hoje realizados com suas famílias é uma bênção. Mas sinto falta da certeza de que os filhos tenham na velhice uma alegria de viver maior ainda que hoje. E desde já lembro a eles o quanto são privilegiados por terem vivos os pais, avós de seus filhos.  Recordar é viver, e os  momentos felizes de um tempo que passa permanecendo vivo nas suas lembranças.  


NOSSO PRIMEIRO CARRO - RJ 

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