LEON TOLSTOI
Quem somos nós para julgar Tolstoi por deixar para trás sua família, vestir-se com pobre, no intuito de confirmar sua fé em Jesus, que pregava a simplicidade e compaixão. Para o devoto escritor russo o reino de Deus não era um destino distante, mas uma semente escondida em cada pessoa a espera de florescer em compaixão e verdade. Já idoso saiu da casa em que vivia com conforto, ao lado da sua dedicada esposa, com quem teve filhos bons e obedientes. Apenas carregou no saco o pouco que precisava; roupas simples a lhe cobrirem o corpo envelhecido, e na alma a especial simplicidade da vida que pretendia levar daí por diante. Sempre fagira de forma correta, dedicado àqueles que tiveram a felicidade do seu convívio. Mas achou que precisava ir ao encontro dos desafortunados, e se afastar do rorgulho, da vaidade, da inveja. Morreu no trem em que viajava para cumprir um destino que, na realidade, não lhe havia sido reservado. Quando o melhor de si ele já havia ofertado ao mundo, sua grandiosa e bela produção literária. Uma obra de valor inigualável, até hoje viva, a servir de inspiraçã, geração após geração.

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