BENÇÃO, OU
TRISTE SINA?
estejamos
preparados para os anos que vamos ter pela frente — bem mais do que tiveram nossos
avós? Uma bênção, ou será uma triste sina toda essa longevidade? Mal abrimos os
olhos já necessitamos de cuidados, segue os cuidados na infância e juventude, e,
ao chegarmos à mocidade, são indispensáveis cuidarmos de nós mesmos no presente,
e daí para frente. Sempre a mesma coisa,
cuidado e mais cuidado, com o corpo, e, em especial, cuidar da mente, e do
espírito. Até chegarmos sãos e salvos à velhice
A
questão atual é se as pessoas, com anos a mais para viver, pensam nisso, já que
vivem apressadas, sempre com um celular nas mãos, até com mais de um desses aparelhos
onde quer que estejam, seja onde for. Infinitas as possibilidades de conexão. Nessa atual situação, ou seja, de uma
comunicação sem limites, como também da locomoção, com as distâncias encurtadas
pelos modernos meios de transporte. Os ônibus sem a fumaça proveniente da
queima de combustível, como no passado, e refrigerados. Mal saem do trabalho, homens e mulheres já têm
agendadas compras no shopping, festas, viagens e etc. Mas a realidade da vida, não
poupa ninguém. O tempo como um mestre; ou aprendemos, ou somos reprovados, sem
desculpas.
Os
anos passam, e, para alguns, é como se o mundo fosse um parque de diversões,
quase uma Disney. Parece que nunca vão envelhecer, e, mesmo com os cabelos
brancos, pais, avós, parentes, estão ligados ao mundo virtual, assim como andam
pelo mundo concreto, que fantasiam ser de independência absoluta. E nem percebem, que acabamos todos quase como uns
pobres coitados, dependendo de tudo e de todos, como sempre, a não ser quando a
coisa aperta. Independência, sim, mas com responsabilidade. O tempo e os gastos
controlados, e tudo o mais. Saber de antemão o que temos no presente, o que nos
aguarda o futuro, e como vamos chegar aos nossos dias de velhice.
Cuidamos
dos outros e vamos ter quem cuide da gente. Certo? Na realidade, pouco fazemos, de verdade, por nós mesmos, e, aos
outros, menos do que devíamos. Temos que
corrigir isso, e cuidar mais da nossa saúde, do nosso dinheiro, e nunca
descuidar das relações familiares e afetivas, o que é deveras importante. Garantir uma boa velhice para nós, o que significa
cuidar de si; os aposentados, por exemplo, na cozinha misturando os
ingredientes para fazer a uma nova receita, ou aquela comida de sempre. Também estudar,
ler um novo livro, ou reler os livros esquecidos na estante, cuidar das
plantas, se exercitar, tudo o que for necessário para preservar a saúde física
e mental, até o fim. Em especial, decidir eles própria sobre sua vida, e
ninguém mais, apenas se estiverem mentalmente incapacitados. Os idosos contando
atualmente com leis para garantir a defesa de suas rendas, que lhes dê tranquilidade,
e ainda condição de ajudar os familiares. Mas, como dizia minha mãe, que amava a vida, como poucos, e faleceu aos 105 anos: "A pior vida é melhor que a morte".
Harmonia,
paz, para todos, sempre.
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