sábado, 29 de agosto de 2026

 



                             BENÇÃO, OU TRISTE SINA?

 

 

estejamos preparados para os anos que vamos ter pela frente — bem mais do que tiveram nossos avós? Uma bênção, ou será uma triste sina toda essa longevidade? Mal abrimos os olhos já necessitamos de cuidados, segue os cuidados na infância e juventude, e, ao chegarmos à mocidade, são indispensáveis cuidarmos de nós mesmos no presente, e daí para frente.  Sempre a mesma coisa, cuidado e mais cuidado, com o corpo, e, em especial, cuidar da mente, e do espírito. Até chegarmos sãos e salvos à velhice

A questão atual é se as pessoas, com anos a mais para viver, pensam nisso, já que vivem apressadas, sempre com um celular nas mãos, até com mais de um desses aparelhos onde quer que estejam, seja onde for. Infinitas as possibilidades de conexão.  Nessa atual situação, ou seja, de uma comunicação sem limites, como também da locomoção, com as distâncias encurtadas pelos modernos meios de transporte. Os ônibus sem a fumaça proveniente da queima de combustível, como no passado, e refrigerados.  Mal saem do trabalho, homens e mulheres já têm agendadas compras no shopping, festas, viagens e etc. Mas a realidade da vida, não poupa ninguém. O tempo como um mestre; ou aprendemos, ou somos reprovados, sem desculpas.  

Os anos passam, e, para alguns, é como se o mundo fosse um parque de diversões, quase uma Disney. Parece que nunca vão envelhecer, e, mesmo com os cabelos brancos, pais, avós, parentes, estão ligados ao mundo virtual, assim como andam pelo mundo concreto, que fantasiam ser de independência absoluta.  E nem  percebem, que acabamos todos quase como uns pobres coitados, dependendo de tudo e de todos, como sempre, a não ser quando a coisa aperta. Independência, sim, mas com responsabilidade. O tempo e os gastos controlados, e tudo o mais. Saber de antemão o que temos no presente, o que nos aguarda o futuro, e como vamos chegar aos nossos dias de velhice.

Cuidamos dos outros e vamos ter quem cuide da gente. Certo? Na realidade, pouco  fazemos, de verdade, por nós mesmos, e, aos outros, menos do que devíamos.  Temos que corrigir isso, e cuidar mais da nossa saúde, do nosso dinheiro, e nunca descuidar das relações familiares e afetivas, o que é deveras importante. Garantir uma boa velhice para nós, o que significa cuidar de si; os aposentados, por exemplo, na cozinha misturando os ingredientes para fazer a uma nova receita, ou aquela comida de sempre. Também estudar, ler um novo livro, ou reler os livros esquecidos na estante, cuidar das plantas, se exercitar, tudo o que for necessário para preservar a saúde física e mental, até o fim. Em especial, decidir eles própria sobre sua vida, e ninguém mais, apenas se estiverem mentalmente incapacitados. Os idosos contando atualmente com leis para garantir a defesa de suas rendas, que lhes dê tranquilidade, e ainda condição de ajudar os familiares. Mas, como dizia minha mãe, que amava a vida, como poucos, e faleceu aos 105 anos: "A pior vida é melhor que a morte".

Harmonia, paz, para todos, sempre.


POR DO SOL - SÃO LUÍS - MA

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