FIRMEZA E DOÇURA
Ganhar dinheiro para se sustentar faz parte da vida adulta, e é certo que cada um tenha uma profissão. Cora Coralina era professora até se casar e sair de Goiás Velho, mas preferiu destacar sua profissão de doceira, que veio depois, já na velhice. Deu destaque a seus doces, e teria motivo para isso, inclusive, poético, afinal, doçura, ou amor, é o que mais a vida precisa, o que a poeta quis dizer. Professora, doceira, e também poeta, ou principalment poeta como se achava, esa mulher de especiais talentos, que ficou famosa com sua poesia.
Pergunto-me se realmente os doces de Cora Coralina seriam melhores que seus poemas. E gostaria de ter indo ao interior de Goiás, aqui perto de Brasília, experimentar seus doces para comparar. Mas principalmente reflito sobre essa professora, que os alunos perderam, o cabedal de suas aulas, que ela certamente transmitia com firmeza e doçura. O prestígio que tinha a profissão de professora no passado, atualmente desvalorizada, e as professoras sendo desrespeitados, até mesmo espancada e mortas por alunos e seus pais. O que diria essa professora diante de tão grande afronta?
Vale lmbrar que Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, ou Cora Coralina, professava um sincretismo religioso, sendo a religião central em sua vida, mas não em sua poesia. Já Adélia Prado tem sua vida e sua poesia marcada pelo catolicismo. Ambas famosas escritoras, e visinhas, uma goiana a outra mineira.
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