quarta-feira, 5 de junho de 2013




                            NOSSO OUTRO MUNDO VIRTUAL


             



              A informação moderna materializou-se, tem peso, tem força, pode ser mensurada, em bit, bytes,  megabytes e gigabytes. Uma percepção ampliada de mundo, de vida, que abrange a fala,  em todas as suas manifestações e a escrita. Vemos os fatos através de imagens e sons processados para o deleite de olhos e ouvidos, e nos mantém no ar, conectados com tudo e todos.  Temos a ilusão de estar em dois, ou mais lugares ao mesmo tempo. Uma simples palavra, o dedo numa tecla, e podemos avaliar o mundo no meio da barafunda de dados. Parece coisa dos espíritos que baixam, captados pela internet. Mais do que nunca temos consciência de que somos feitos de energia. Ela nos segue desde sempre, o que explica e justifica a existência dos bits, assegura Archibald Wheeler (1911-2008), pioneiro na fusão nuclear. A invenção do transístor, a concepção do bit, nos levou a conhecer um outro mundo, que nos faz cada vez mais vivos. Vida diferente.

terça-feira, 4 de junho de 2013




                        Século XXI




                 Designer Daniela Nery, proprietária da Loc Design, onde podem ser encontradas belas peças trabalhadas em madeiras nobres.                
             www.locdesign.com.br


        
        Talento reconhecido nas artes.



       
       A Companhia de Dança Mariana Muniz tem apresentações de sucesso em S. Paulo, Brasília e em outras capitais.
     Mariana no trabalho de solo livremente inspirado em Paulo Leminsk, com interjeições de Carmem Miranda Muniz. 
        Fotos de Claudio Gimenez

       Em Umanoel, livremente inspirado no poeta Manoel de Barros, Mariana faz par com Rubens Caribé. 

domingo, 2 de junho de 2013

       
       
           

        
        O BICENTENÁRIO DE DOIS GRANDES MESTRES

    


      Trata-se de Richard Wagner (1813-1883) e Giuseppe Verdi (1813-1901), os maiores nomes da ópera, sempre presentes nas salas de apresentações pelo mundo afora, desde que aconteceu em 1607 a primeira obra lírica completa, “O Orfeu”, de Claudio Monteverdi. Na atualidade não há cantor lírico, nem interessado em música, que desconheça esses dois expoentes da ópera, nascidos antes da transformações por que passou a Europa, nem o primeiro era oficialmente alemão, nem o outro italiano, pois Alemanha e Itália só passaram a existir no segunda metade do século XIX. Wagner expressa o romantismo alemão, era famoso por suas criações épicas, uma espécie de mitologia nacional, seus libretti de espacial qualidade escritos por ele mesmo. A ópera “O Anel do Nibelungo”, considerada a mais ambiciosa arquitetura musical da história, não havendo nada que identifique a música de Wagner com a tragédia nazista, já que o anel represente a riqueza que se possui, e não o orgulho nacional alemão. Verdi, com outro tipo de nacionalismo, sempre a serviço do público que ele satisfazia, criando sua música para um texto pronto. A ópera “O Trovador”, baseado no drama romântico do espanhol Antônio García Gutiérrez; Otelo e Falsaff baseado nas peças de Shakespeare, as adaptações dos textos aquém da música de Verdi. Dois nomes excepcionais na música, num século que deu grandes nomes na literatura: Ibsen, Strindberg, Balzac, Flaubert, Tolstoi e Dostoievski. O que eles teriam em comum? Viviam um tempo politicamente enfermo, que ia produzir as patologias do século seguinte, segundo Nelson Ascher, na revista Veja da semana passada. 

sábado, 1 de junho de 2013




     Compartilhando com Maria da Consolação Pimenta
    Quem Ama Educa




                             
                    FILHOS

           

                    
              
               Faz parte da revolução de costumes que acontece no Brasil e no mundo as mulheres que não querem filhos, ou que planejam a maternidade em número e no tempo adequado às necessidades pessoais e da família. Fenômeno que as estatísticas confirmam, e já não causa tanta polêmica, como causaria no passado, mesmo que haja contestação de muita gente boa. Dizem que se faz a opção pela tecnologia em detrimento da cultura. Acho que vivemos outra cultura, a do individualismo, do consumismo, mas cultura, que pode não ser melhor nem pior que a precedente.  Ninguém mais se sente frustrado por não ter filhos, e em série, como antigamente. Quando as mulheres começaram a ter oportunidade de trabalhar fora, ficavam cheias de dúvida, até com algum desgosto, pois seria uma injustiça imposta pela vida, não lhes dando um marido, nem condições para ter filhos, muitos, se possível. Não é mais assim. As mudanças acontecem, de acordo com as necessidades humanas, com os avanços sociais, além de tecnológicos. Parece que chegou ao fim o tempo de “os meus os teus os nossos”. E menos por necessidade e mais por vontade é que muitas mulheres deixam de dizer sim à maternidade compulsória.  Assume-se a realidade da vida moderna, do mundo superpovoado, do direito à felicidade, sem estar tão sujeito aos rigores da natureza, ao atraso cultural. Tantas adolescentes que engravidam sem a mínima condição psicológica. Sem completarem os estudos vão  fazer o que? Engravidar cada vez mais. A educação e os métodos anticonceptivos, antes considerados indecência, na realidade, ajudam as mulheres a ter os filhos na hora certa. Elas ainda querem filhos, mas que venham quando as futuras mães estiverem melhor preparadas para a nobre função da maternidade, o que a tecnologia ajuda a concretizar até com o  congelamento de óvulos.