quinta-feira, 16 de abril de 2015






 
 
 
                                     





                                 BRASÍLIA - 55 ANOS

                 

 

                  No próximo dia 21 de abril, Brasília comemora 55 anos de feliz existência. A ideia da capital do Brasil instalada no Planalto Central vem da época da proclamação da República, e do sonho de dom Bosco, hoje consolidado numa bela cidade, graças aos rabiscos saídos da pena do genial arquiteto Oscar Niemayer, e ao talento do urbanista Lúcio Costa. Tudo isso e mais a força do trabalho dos engenheiros e operários,  esses últimos apelidados de candangos. Um plano ousado para fazer a população em todo o território nacional ter melhor contato com os governantes, o que se tornou a mais pura realidade. E o melhor de tudo, às vésperas do seu aniversário, nos extensos gramados na Praça dos Três Poderes, ora acontecem as maiores manifestações democráticas do país. Diante do cenário de rara beleza, que abriga os poderes da República, num espaço generoso, que encanta moradores e visitantes, o povo festeja e também protesta.  Hoje mesmo, 16 de abril, lá estão os índios acampados fazendo suas reivindicações. Parabéns Brasília!




 
    A propósito, estarei ausente por vinte dias de férias na Europa. Que chique não? Chique é ser brasileiro, em especial, residir em Brasília, e cá estou na nova capital há quarenta anos.       

domingo, 5 de abril de 2015






                            FELIZ PÁSCOA

 

O nome páscoa advém do hebraico e pesah, passagem, que nos remete à celebração do Pessad, ou Passover, a páscoa judaica, quando é comemorado e êxodo dos israelitas da escravidão do Egito para liberdade, e o que frutifica daí pra frente. A Igreja católica celebra na Páscoa a “passagem” de Jesus Cristo da morte para sua ressurreição. Celebra o que vai frutificar daí para frente. Data em que se homenageia os povos antigo e se suas crenças. Na mitologia dos europeus a deusa Ostera segura um ovo. Inanna a mais importante divindade feminina do panteão mesopotâmico (em acádio Ishtar) e Astarte, ligadas à fertilidade, de onde vem Ostera da mitologia e Ester do judaísmo. Na mitologia dos europeus a deusa Ostera segura um ovo. Símbolos antigos que foram absorvidos e incluídos nas comemorações judaico-cristãs, ou a Páscoa. E porque o coelho? Coelho ou lebre, era o símbolo de Gefjum e suas sacerdotisas, que previam o futuro abrindo as entranhas de uma lebre.
                 
                          

quinta-feira, 2 de abril de 2015





                 SADIA E PRIMORDIAL SANTIDADE

                                                                                            TEMPO DE QUARESMA



Orgulhoso e impulsivo, pleno de audácia, alguém envereda por práticas primitivas em busca de uma força irracional, sem ser de todo inocente do mal que disso possa advir. Periga tornar-se até mesmo um delinquente, ou criminoso, por sacrificar o que o ser tem de humano. Para esses adeptos estaria no animal a fortaleza, e com audaz embriaguez, quer “saltar a cavalo de rocha em rocha”. Quando se sabe que é bom andar a pé para ter uma vida mais saudável... Também feroz como um tigre almeja superar os limites às suas ambições. Mas não convém ser condescendente em tudo com os desejos, muito menos preferir o caos dos afetos ao amor justo e verdadeiro.

O  importante é evitar tudo que comprometa a caminhada e possa provocar desvios de rota.  Sendo assim, ir em busca do vigor modelador, transparente e intocado da sadia e primordial santidade. Na nobreza do amor crístico livrar-se das misérias  — demoníacas e irracionais — para encontrar o equilíbrio do corpo e da alma. Grandeza e força se equiparam, e o ser humano sempre almeja o que é justo e o que é direito. Sabe, porque aprendeu ou intuiu,  que a grandeza  tem origem em algo que é maior que os desejos. E certas práticas ociosas e pecaminosas o que fazem é adoecer o corpo e empobrecer a alma. Vivemos um tempo infinitamente malicioso, de pequenas e grandes transgressões,  e o iludido que brinca por prazer com coisa séria, certo que vai sofrer de dor e remorso.

Para a consciência cristã, é sem veleidades que se pratica a mística, piedosamente. Ao longo dos séculos, uma intuição emocional de profunda grandeza e uma consciência bem formada foi vital para humanidade, que se tornou próxima de Deus e saiu fortalecida em espírito de justiça e amor. De importância capital para a evolução humana é a fé em Deus. Hoje as pessoas cada vez mais comprometidas com o poder da matéria, com os prazeres enganadores. Não para aqueles que contam com o dom da fé. A fé cristã, que está enraizada na alma profundamente religiosa no mundo inteiro, como a de muitos brasileiros. Mesmo que em alguns locais dominados pelo terror, os cristãos sofram injúria, assédio moral e ódio.

Em tempo: Problema sério é a fuga da realidade, o deslumbramento, quer a pessoa seja do interior, ou do litoral. A gravidade dos equívocos: os pobres deslumbrados com a riqueza material; os ricos vencidos pela pobreza de espírito. 

 

segunda-feira, 23 de março de 2015



FARDO

 




              É muito bom sentir a bondade bem de perto, na própria alma. E o quanto é bom a gente conviver com pessoas boas, amigas. Ser amigo e ter boas amizades faz a diferença na vida de cada um! Anjos que somos, e aqueles anjos que nos escutam, nos dão a mão, nos ajudam, sem preconceito, que há de toda espécie, se a pessoa é rica, ou pobre, feia ou bonita, alta ou baixa, loura ou morena, e por aí vai. Uma opressão nada amigável, em qualquer época que aconteça, seja como for, e faz sofrer. Um fardo carregamos dentro de nós mesmo, a semente do mal, o que as condições adversas de vida pode agravar. Mas saber que também existe, sim, a semente do bem em cada um, que a  boa formação aprimora.

         O fardo da vida que a gente tem de carregar. Mas que seja o mais leve possível. Ter um lar, e não um simples refúgio, um lar de verdade, com afeto e respeito necessários para o ser humano se desenvolver e se sentir feliz. Ainda que seja um orfanato, pois se houver boas condições será um lar para quem sofre por morte ou abandono. A adoção que não chega, e a vida deve seguir em frente. O importante é ter o conforto do entendimento, do afeto. Não é fácil alguém suportar a desdita do preconceito, da inimizade. Dependemos todos uns dos outros, diga-se, com menos dependência possível. E sabemos que há solução para tudo com amor pela vida e dedicação ao que se faz. Se é do bem que cuidamos, mais bem encontramos.

          O convívio entre as pessoas deve ser o mais harmonioso possível.  A começar por escolher o par afinado para casar, ou menos desafinado possível. Na harmonia das almas, e não apenas pela atração física. As diferenças, mesmo em família, constituída de pessoas diferentes, que temos que aprender a conviver. A importância de um chefe firme, o que não significa que ele seja um tirano, nem bonzinho, mas responsável, ao lado de uma companheira equilibrada, ambos com vocação para o lar, para se doarem, no cumprimento da missão a que se propõem, com humildade. E é muito bom não deixar de atender aos anseios de fraternidade vindo dos nossos irmãos de Fé.

 

sábado, 21 de março de 2015




 
         BIBLIOTECA BANEDITO LEITE 




 


 
                  No centro da capital maranhense, S. Luís, há belas e encantadoras praças: a Praça João Lisboa, a Praça da Sé, a Praça da Alegria, Praça Odorico Mendes, e outras mais. Tinha também a antiga Praça do Quartel, que desapareceu, junto com o 5ª Batalhão de Infantaria, que dali foi transferido, após a Segunda Guerra. No local surgiu a Praça Deodoro com a  bela  Biblioteca Pública do Estado, depois Biblioteca Benedito Leite. Morando ao lado, no começo da Rua das Hortas, na época da construção, eu lembro das pedras de Cantareira removidas do antigo calçamento, que serviam de brincadeira das crianças, e parece que ainda estão lá, como bancos de praça, para o descanso dos que por ali trafegam, tudo muito diferente do que era no passado.

Depois de funcionar precariamente em vários locais da cidade, finalmente a Biblioteca Pública do Estado se  instalou com a devida honra, já com um acervo de valor considerável. Foi a segunda biblioteca pública instalada no país, sua inauguração data de 1826. Nos séculos XVIII e XIX o Maranhão viveu uma fase de ouro na economia, um período de grande efervescência cultural da capital, que se relacionava com as culturas europeias, e era considerada em todo o país como Atenas  Brasileira. São maranhenses alguma das maiores sumidades do país nas letras e em conhecimento, Gonçalves Dias, Odorico Mendes, Arthur Azevedo, Aloísio Azevedo, Sotero dos Reis, Sousândrade, e tantos outros mais. E do que o maranhense tem orgulho é falar o melhor português do Brasil. 

 A inauguração do prédio da Biblioteca Pública de Estado, ocorreu em 12 de setembro de 1951, que tempos depois recebeu o nome de Biblioteca Benedito Leite em homenagem ao ex-governador Benedito Leite (1906 a 1908). Seu estilo é neoclássico, com colunas gregas e frontões nas janelas, que há pouco recebeu uma grande reforma, com a duração de quatro anos. Reabriu em maio de 2013, totalmente modernizada, equipada  de alta tecnologia. Considerada a 11º em tamanho, seu acervo conta hoje com 140 mil obras nacionais e estrangeiras, grande número de jornais e revistas, manuscritos,  preservados, juntamente com obras raras, de valor histórico.

Tivemos oportunidade de visitar recentemente a Biblioteca Benedito Leite, e parabenizamos os maranhenses que moram em lugar tão acolhedor e ainda poder respirar esse ar de cultura que incita a alma na terra gonçalvina.