AMOR, COMPAIXÃO
O psicanalista suíço Karl Jung era espiritualista, diferente
de Freud, e conta uma experiência no início de sua carreira, quando após um dia exaustivo de
atendimento médico ,a o chegar em casa, antes de qualquer coisa, sentou-se para descansar.
Estava entre desperto e adormecido,
quando escutou uma música extraordinária, que ele não saberia
expressar em palavras tanta sonoridade e beleza.
Lembro-me de certa ocasião, quando meu primeiro neto estava adoentado em minha casa, após
medicá-lo, deitei ao seu lado para esperar que adormecesse. Também estava numa madorna,
quando escutei uma voz cristalina, de uma sonoridade ímpar, sem correspondência
a nenhuma outra voz, que eu tenha escutado, ou possa até mesmo existir. Experiência
única que penso ter tudo a ver com a centelha divina que nos rege e acompanha. Manifestação
de um estado interior, de amor e compaixão, quando o mais profundo do nosso ser
responde.
E por mais que eu tenha tentado
entender o que aquela voz maravilhosa estava a me dizer não conseguia, tão
rápida e inaudível. E não era para entender,
apenas sentir, e tenho-a como um processo interior, inclusive, de cura. Sou do
signo de Peixes, que antigos estudos afirmam ter esse modo de sentir, um acontecimento extraordinário, para não mais esquecer, e agradecer por
tê-lo vivenciado. Algo dentro de mim
aconteceu, eu estava prestes a descobrir uma doença grave, e precisei ser operada,
e curada. E meu neto, de todo recuperado, no dia seguinte já corria serelepe
pela casa.
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