sábado, 20 de junho de 2026

 


                                          


                                    AMOR, COMPAIXÃO

 



 

                        O psicanalista  suíço Karl Jung era espiritualista, diferente de Freud,  e conta uma experiência no início de sua carreira, quando após  um dia exaustivo de atendimento médico ,a o chegar em casa,  antes de qualquer coisa, sentou-se para descansar. Estava entre desperto e  adormecido, quando escutou uma música extraordinária, que ele não saberia expressar em palavras tanta sonoridade e beleza.  

                               Lembro-me de certa ocasião, quando meu primeiro neto estava adoentado em minha casa, após medicá-lo, deitei ao seu lado para esperar que adormecesse. Também estava numa madorna, quando escutei uma voz cristalina, de uma sonoridade ímpar, sem correspondência a nenhuma outra voz, que eu tenha escutado, ou possa até mesmo existir. Experiência única que penso ter tudo a ver com a centelha divina que nos rege e acompanha. Manifestação de um estado interior, de amor e compaixão, quando o mais profundo do nosso ser responde.

                            E por mais que eu tenha tentado entender o que aquela voz maravilhosa estava a me dizer não conseguia, tão rápida e inaudível.  E não era para entender, apenas sentir, e tenho-a como um processo interior, inclusive, de cura. Sou do signo de Peixes, que antigos estudos afirmam ter esse modo de sentir, um acontecimento extraordinário, para não mais esquecer, e agradecer por tê-lo vivenciado.  Algo dentro de mim aconteceu, eu estava prestes a descobrir uma doença grave, e precisei ser operada, e curada. E meu neto, de todo recuperado, no dia seguinte já corria serelepe pela casa.


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