“MAGNUS HOMO”
Terceiro
milênio, e diante do progresso tecnológico chegou-se até a IA, quando então o
papa Leão XIV sentiu a obrigação de
alertar sobre os acontecimentos recentes. Escreve a encíclica Magnífica Humanitas, na qual confirma a
magnitude do homem, pondo, todavia, em dúvida se na modernidade essa criatura
estaria apta para administrar um
avassalador progresso tecnológico. A revolução da informática, com uma
relevância semelhante às mudanças sociais e econômicas, que levaram Leão XIII a
escrever a Rerum Novarum.
A
Igreja com a responsabilidade de acompanhar a humanidade no seu progresso
material, e, em especial, a salvação espiritual frente aos apelos da matéria. O
plano material que esteja intimamente conectado ao plano espiritual, e o progresso
com vistas a promover o bem da humanidade. Mas há a possibilidade de o homem
cair na tentação de enveredar pela senda
a lhe fazer mais mal, que bem. Sem estar plenamente apto para viver sua humana
natureza diante desses avanços da técnica, que pode virar um tsunami, a exigir medidas de segurança para conter as águas, às vezes traiçoeiras. Haja discernimento, preparação a priori.
Ao
pensar e agir apenas por sua racionalidade, o homem pode falhar no cumprimento
do que Deus reseva para sua máxima
criação, sua humanidade e fraternidade. Daí a importância da encíclica do papa
leão XIV, ou seja, informar para a reflexão dos católicos e de todos os
mundialmente responsáveis desses avanços, sobre sua má utilização. A tecnologia
os fins que persegue. “Na
dúvida, pro réu”, diz o juiz ao dar sua sentença sobre uma acusação de
crime. Será que podemos deixar o barco
correr? Ou será melhor tomar as medidas
necessárias para que a travessia seja mais segura, e possa haver um porvir
realmente alvissareiro para a humanidade?
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