domingo, 14 de junho de 2026

 

                                              TRAGÉDIA ANUNCIADA

 



              Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”  Palavras de Maria Eduarda, pouco antes de ser arremeçada de um penhasco de 40 metros de altura, sem a devida proteção. Esqueceram das cordas de proteção que podia garantir o sucesso da fatídica empreitada, uma tragédia anunciada, que aconteceu há poucos dia em Limeira(SP). O mundo está mesmo de cabeça para baixo, e salve-se quem puder. Os jovens fazem o que querem, e o que lhes falta em maturidade sobra em audácia. Mas eles próprios sentem falta da segurança e ajuda dos responsáveis,  a prova está nas palavras da jovem de 21 anos que se foi no começo de uma vida promissora, já que era formada em aducação física e em gestão esportiva, o que não é pouca coisa. Mas, infelizmente lhe faltou quem a livrasse da morte prematura.  Quando as pessoas presentes gritaram pelas as cordas da segurança, já era tarde.

               Hoje em dia não se deve confiar nas pessoas, é o que sempre escuto, desconfiar de tudo, e de todos, para não sofrer as consequências de um erro, até mesmo fatal. E ninguém se acha apto para conduzir os outros, nem os próprios filhos, deixados por conta do destino, ou do acaso. A moçada ciente disso, e ao se julgar incapaz, não querem mais gerar filhos, Têm medo. Os pais a promoverem o narcizismo dos filhos, para depois chorar na cama que é o lugar apropriado, como dizia minha avó. Voltando ao trágico acontecimento, onde estavam as autoridades,  que deixaram de inspecionar  esse atividade  radical e tão perigosa? Com licença da má palavra, é cada um por si, e o diabo por todos. E lá vou eu, nas minhas oito décadas de vida, dizer que no passado não era assim. Havia, sim pessoas responsáveis pelas crianças, pelos jovens, e toda a vida, responsabilidade que começava pelos pais, e ia além deles. Lembro de quando estava no bonde Gonçalve Dias em São Luis, vindo do colégio Santa Teresa, eu já crescida,  e havia sempre uma vigilância a postos, o que a gente já sabia. O comportamento exigido era, inclusive, jamais rir naquele transporte, ou na rua, o que envergonharia os pais, e também o colégio ds freiras, essas exímias educadoras, a quem tenho eterna gratidão .  


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