domingo, 7 de junho de 2026

 


 

                                    O DESEJO DAS COISAS 



MINHA VELHA SÃO LUÍS- MA



              “As coisas estão ali em silêncio ao meu dispor, como não amá-las!” diz Mario Quintana em sua poesia. Uma relação que vai além de  as coisas serem úteis, mas por guardarem um significado importante para cada um, e também contam uma história da família. E junto com a pessoa e sua família as coisas estão abrigadas na casa, lugar de vital importância para o homem. Amar as coisas, assim como a família e a casa, o que é diferente de cobiçá-las, quando apenas queremos possuir algo posto diante do nosso olhar.

            As coisas que não amamos são logo descartadas, como aquele objeto, que fala apenas da minha cobiça, que extrapola a razão de ser. Hoje, a relação com as coisas, não são mais de simples apego, até  amor, mas, sim, de dependência consumista. O consumo insuflado pela propaganda das coisas postas diante dos olhos, a despertarem o desejo, que estão sempre em pronto de bala. Coisas que nunca suspeitas da existirem, desperta um grande desejo de possuir, expostas como estão pela propaganda para o cobiçoso consumidor. A cobiça incluída entre os sete pecados capitais,  hoje não  mais considerada uma falta grave.

           “Não cobiçar as coisas alheias”. Palavras do sexto mandamento, ou seja, não cobiçar o que é alheio à pessoa, o que não faz parte do seu ser, no sentido mais amplo do termo. Chegou-se à dependência em relação às coisas, tenham ou não utilidade, ou algum valor, que não seja monetário. Pode, inclusive, atentar contra a dignidade da pessoa. Daí a importância de defender a casa, que abriga a família e as coisas, que é como defender a própria pele, o maior órgão do corpo, que abriga os demais órgãos das agressões exteriores. E como a casa, também,  a pele,  que não tem culpa de nada, esteja, livre da pichações (tatuagens).

 

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário