O DESEJO DAS COISAS
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| MINHA VELHA SÃO LUÍS- MA |
“As coisas estão ali em silêncio ao
meu dispor, como não amá-las!” diz Mario Quintana em sua poesia. Uma relação que
vai além de as coisas serem úteis, mas por
guardarem um significado importante para cada um, e também contam uma história da
família. E junto com a pessoa e sua família as coisas estão abrigadas na casa, lugar
de vital importância para o homem. Amar as coisas, assim como a família e a
casa, o que é diferente de cobiçá-las, quando apenas queremos possuir algo
posto diante do nosso olhar.
As coisas que não amamos são logo
descartadas, como aquele objeto, que fala apenas da minha cobiça, que extrapola
a razão de ser. Hoje, a relação com as coisas, não são mais de simples apego, até
amor, mas, sim, de dependência
consumista. O consumo insuflado pela propaganda das coisas postas diante dos
olhos, a despertarem o desejo, que estão sempre em pronto de bala. Coisas que
nunca suspeitas da existirem, desperta um grande desejo de possuir, expostas como
estão pela propaganda para o cobiçoso consumidor. A cobiça incluída entre os
sete pecados capitais, hoje não mais considerada uma falta grave.
“Não cobiçar as coisas alheias”. Palavras
do sexto mandamento, ou seja, não cobiçar o que é alheio à pessoa, o que não
faz parte do seu ser, no sentido mais amplo do termo. Chegou-se à dependência
em relação às coisas, tenham ou não utilidade, ou algum valor, que não seja
monetário. Pode, inclusive, atentar contra a dignidade da pessoa. Daí a
importância de defender a casa, que abriga a família e as coisas, que é como defender
a própria pele, o maior órgão do corpo, que abriga os demais órgãos das agressões
exteriores. E como a casa, também, a pele, que não tem culpa de nada, esteja, livre da pichações (tatuagens).

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